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<p>A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (10) que<strong> testes de formação no poço Sirius-2, descoberto no ano passado em águas profundas da Colômbia, comprovaram “boa produtividade”.</strong></p>
<p>O Sirius-2 fica na Bacia de Guajira, no Mar do Caribe, a 31 quilômetros da costa e a 804 metros de profundidade. O reservatório se encontra a 76 quilômetros da cidade de Santa Marta.</p>
<p>De acordo com comunicado da companhia, o <strong>teste de formação avaliou um intervalo de aproximadamente 100 metros de reservatório</strong>. Além da comprovação de boa produtividade, foram coletadas amostras que serão caracterizadas por meio de análises laboratoriais.</p>
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<p>“O resultado preliminar do teste reforça o potencial volumétrico para gás na região”, frisou a empresa.</p>
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<p>A Petrobras atua na exploração e produção de petróleo e gás na Colômbia por meio da subsidiária Petrobras International Braspetro B.V – Sucursal Colômbia (PIB-COL), que opera em consórcio com a estatal de petróleo do país vizinho Ecopetrol. Os colombianos detêm 55,56% do consórcio; os brasileiros, 44,44%.</p>
<p>Quando o <strong>consórcio anunciou a descoberta do poço, em agosto</strong>, a nomenclatura era Uchuva. Somente depois passou a ser conhecido como Sirius.</p>
<h2>Bloco exploratório</h2>
<p><strong>Além do Sirius-2, as empresas exploram o Sirius-1, poço vizinho que fica no mesmo bloco exploratório</strong>.</p>
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<p>“O consórcio dará continuidade à avaliação dos resultados obtidos com a perfuração dos poços Sirius-1 e Sirius-2, conforme planejamento e previsões contratuais junto à Agência Nacional de Hidrocarburos (ANH)”, afirmou a Petrobras.</p>
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<p>A ANH, vinculada ao Ministério de Minas e Energia da Colômbia, é a agência reguladora do setor de petróleo e gás na Colômbia, similar ao papel que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) exerce no Brasil.</p>
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<p>No comunicado desta segunda-feira, a Petrobras afirma que a exploração no bloco marítimo Bacia de Guajira Offshore (GUA-OFF-0) “está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia, visando à recomposição das reservas de petróleo e gás por meio de exploração de novas fronteiras e atuação em parceria, assegurando o atendimento à demanda global de energia durante a transição energética”.</p>
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<h2>Campo gigante</h2>
<p>A região onde está o poço Sirius-2 pode ser entendida como parte da margem equatorial, como afirmou a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, em 5 de dezembro de 2024. Na ocasião, a estatal informou ter descoberto na região o maior reservatório de gás natural da história do país vizinho. </p>
<p>Apesar do grande volume, a estatal brasileira afirmou que o destino da produção seria para o mercado de gás colombiano, devido à grande demanda do país.</p>
<h2>Margem equatorial</h2>
<p>A margem equatorial ganhou notoriedade nos últimos anos por ser tratada como nova e promissora fronteira de exploração de petróleo e gás. Descobertas recentes de petróleo nas costas da Guiana, Guiana Francesa e Suriname mostraram o potencial exploratório da região, localizada próxima à linha do Equador.</p>
<p>No Brasil, se estende a partir do Rio Grande do Norte, e segue até o Amapá. A Petrobras tem 16 poços na nova fronteira exploratória, no entanto, só tem autorização do Ibama para perfurar dois deles, na costa do Rio Grande do Norte.</p>
<p>A exploração é criticada por ambientalistas, preocupados com possíveis danos ambientais. O Ibama negou a licença para outras áreas, como a da Bacia da Foz do Amazonas. A Petrobras pediu ao instituto, ligado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), uma reconsideração e espera uma decisão.</p>
<p>A Petrobras insiste que a produção de óleo a partir da margem equatorial é uma decisão estratégica para que o país não tenha que importar petróleo. </p>
<h2>Petrobras no mundo</h2>
<p>A atuação da estatal brasileira é uma forma de buscar fontes que reforcem as reservas de óleo e gás da empresa. Há menos de um mês, a diretora Sylvia Anjos informou sobre a necessidade de adquirir campos de petróleo em países africanos, principalmente em Angola, na Namíbia e na África do Sul.</p>
<p>A Petrobras já tem também três blocos exploratórios em São Tomé e Príncipe, na costa ocidental da África.</p>
<h2>Américas</h2>
<p>Na Argentina, por meio da subsidiária Petrobras Operaciones S.A., a companhia detém uma participação de 33,6% no ativo de produção Rio Neuquén.</p>
<p>Na Bolívia, produz gás principalmente nos campos de San Alberto e San Antonio, com 35% de participação em cada um desses contratos de operação de serviços, que são operados principalmente para fornecer gás ao Brasil e à Bolívia.</p>
<p>Nos Estados Unidos, a atuação se dá em campos em águas profundas no Golfo do México, com participação de 20% da Petrobras America Inc., formando com a Murphy Exploration &; Production Company a <em>joint venture</em> MPGoM.</p>
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<p><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-03/petrobras-comprova-boa-produtividade-de-poco-descoberto-na-colombia">Fonte: Clique aqui</a></p>


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