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Os desafios de saúde, segurança e dignidade nos bastidores do São João

&NewLine;<&excl;-- WP QUADS Content Ad Plugin v&period; 3&period;0&period;4 -->&NewLine;<div class&equals;"quads-location quads-ad1" id&equals;"quads-ad1" style&equals;"float&colon;none&semi;margin&colon;0px&semi;">&NewLine;&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p><&sol;p>&NewLine;<div>&NewLine;&Tab;&Tab;&Tab;&Tab;&Tab;<span class&equals;"span-reading-time rt-reading-time" style&equals;"display&colon; block&semi;"><span class&equals;"rt-label rt-prefix">Tempo de Leitura&colon; <&sol;span> <span class&equals;"rt-time"> 5<&sol;span> <span class&equals;"rt-label rt-postfix">minutos<&sol;span><&sol;span><&sol;p>&NewLine;<p>Enquanto o público dança forró&comma; acompanha shows e celebra uma das maiores manifestações culturais do Nordeste&comma; milhares de trabalhadores atuam nos bastidores para garantir que a festa aconteça&period; <strong>São montadores de palco&comma; técnicos de som e iluminação&comma; seguranças&comma; cozinheiros&comma; ambulantes&comma; carregadores e equipes de limpeza que enfrentam jornadas intensas para fazer o São João acontecer&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Na Bahia&comma; onde os festejos juninos movimentam cidades inteiras e impulsionam a economia do interior&comma; os números impressionam&period; De acordo com a Secretaria de Turismo do Estado da Bahia &lpar;<a rel&equals;"nofollow" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"https&colon;&sol;&sol;www&period;ba&period;gov&period;br&sol;turismo&sol;" target&equals;"&lowbar;blank" rel&equals;"noopener">Setur-BA<&sol;a>&rpar;&comma; o São João 2025 registrou recorde histórico&comma; com mais de 1&comma;8 milhão de visitantes e uma movimentação econômica estimada em R&dollar; 2&comma;3 bilhões&period; O resultado superou os números de 2024 e consolidou os festejos juninos como um dos principais motores do turismo e da economia baiana&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Por trás dessa engrenagem econômica e cultural&comma; entretanto&comma; existe uma força de trabalho que nem sempre aparece nas fotos oficiais&period; Muitos profissionais atuam sob contratos temporários&comma; terceirizados ou em situação de informalidade&comma; frequentemente expostos a jornadas prolongadas&comma; pressão por resultados&comma; calor intenso e riscos à saúde física e mental&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O cenário ganha ainda mais relevância diante da atualização da <a rel&equals;"nofollow" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"https&colon;&sol;&sol;www&period;trt4&period;jus&period;br&sol;portais&sol;trt4&sol;modulos&sol;noticias&sol;50974782" target&equals;"&lowbar;blank" rel&equals;"noopener">Norma Regulamentadora nº 1<&sol;a> &lpar;NR-1&rpar;&comma; do Ministério do Trabalho e Emprego&comma; que passou a reforçar a necessidade de identificação e gestão dos chamados riscos psicossociais nos ambientes de trabalho&period; Especialistas ouvidos pelo Portal ComSaúde Bahia alertam que fatores como estresse&comma; fadiga&comma; insegurança profissional e excesso de trabalho podem comprometer tanto a saúde dos trabalhadores quanto a segurança dos eventos&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Afinal&comma; por trás de cada palco montado&comma; de cada estrutura erguida e de cada arraial lotado&comma; existem pessoas que também precisam ser protegidas&comma; valorizadas e cuidadas&period;<&sol;p>&NewLine;<h4><strong>O que são riscos psicossociais no trabalho&quest;<&sol;strong><&sol;h4>&NewLine;<p>Os riscos psicossociais são fatores relacionados à forma como o trabalho é organizado e executado&period; Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego e a Organização Internacional do Trabalho &lpar;OIT&rpar;&comma; esses fatores podem afetar a saúde mental&comma; emocional e física dos trabalhadores&period;<&sol;p>&NewLine;<h4><strong>Entre os principais riscos estão&colon;<&sol;strong><&sol;h4>&NewLine;<p>• Excesso de jornada&semi;<br &sol;>• Sobrecarga de trabalho&semi;<br &sol;>• Pressão excessiva por resultados&semi;<br &sol;>• Insegurança profissional&semi;<br &sol;>• Assédio moral&semi;<br &sol;>• Falta de apoio da liderança&semi;<br &sol;>• Ambientes de trabalho desorganizados&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Quando não são identificados e controlados&comma; esses fatores podem contribuir para ansiedade&comma; estresse crônico&comma; síndrome de burnout&comma; afastamentos e acidentes de trabalho&period;<&sol;p>&NewLine;<figure id&equals;"attachment&lowbar;11034" aria-describedby&equals;"caption-attachment-11034" style&equals;"width&colon; 418px" class&equals;"wp-caption alignnone"><figcaption id&equals;"caption-attachment-11034" class&equals;"wp-caption-text">IA&sol;ChatGPT<&sol;figcaption><&sol;figure>&NewLine;<p> <&sol;p>&NewLine;<h4><strong>São João exige atenção à saúde física e mental dos trabalhadores<&sol;strong><&sol;h4>&NewLine;<p>Durante o mês de junho&comma; milhares de profissionais atuam na montagem de palcos&comma; estruturas metálicas&comma; sistemas elétricos&comma; iluminação&comma; sonorização&comma; segurança&comma; alimentação e logística&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Segundo a <strong>médica do trabalho e especialista em Saúde e Bem-estar&comma; Ana Paula Teixeira<&sol;strong>&comma; o acúmulo de tarefas e a pressão por cumprir prazos podem aumentar significativamente os riscos de acidentes&period;<&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;<strong>O estresse excessivo e o cansaço reduzem a capacidade de atenção e aumentam a probabilidade de erros&period; Em atividades que envolvem montagem de estruturas&comma; eletricidade ou trabalho em altura&comma; isso pode resultar em acidentes graves”<&sol;strong>&comma; explica a médica&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<p>A especialista ressalta que a prevenção deve incluir também os aspectos emocionais e organizacionais do ambiente de trabalho&period;<&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;<strong>Os impactos do estresse e da sobrecarga atingem todos os trabalhadores&period; A promoção de ambientes seguros passa também pelo cuidado com aspectos emocionais&comma; organizacionais e relacionais do trabalho<&sol;strong>&OpenCurlyDoubleQuote;&comma; afirma Ana Paula Teixeira&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<p>Entre as medidas recomendadas estão planejamento adequado das escalas&comma; pausas para descanso&comma; hidratação&comma; definição de metas realistas e capacitação de lideranças para identificar sinais de esgotamento físico e mental&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Para a médica&comma; a valorização dos profissionais é parte fundamental do sucesso dos festejos&period;<&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;<strong>As festas juninas representam tradição&comma; cultura e desenvolvimento econômico&period; Mas é fundamental que esse cenário também seja marcado pelo respeito à saúde&comma; à segurança e à dignidade dos trabalhadores que tornam esses eventos possíveis<&sol;strong>&OpenCurlyDoubleQuote;&comma; conclui&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<figure id&equals;"attachment&lowbar;11035" aria-describedby&equals;"caption-attachment-11035" style&equals;"width&colon; 365px" class&equals;"wp-caption alignnone"><figcaption id&equals;"caption-attachment-11035" class&equals;"wp-caption-text">Foto&colon; Aquitê Moreno&sol;Técnico de som<&sol;figcaption><&sol;figure>&NewLine;<h4&sol;>&NewLine;<h4><strong>Informalidade ainda é desafio nos bastidores dos eventos<&sol;strong><&sol;h4>&NewLine;<p>A informalidade continua sendo uma das principais preocupações do setor de eventos e cultura&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Segundo o <strong>presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Eventos da Bahia &lpar;<a rel&equals;"nofollow" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"https&colon;&sol;&sol;sindieventosbahia&period;com&period;br&sol;" target&equals;"&lowbar;blank" rel&equals;"noopener">SindiEventos-BA<&sol;a>&rpar;&comma; Adriano Malvar<&sol;strong>&comma; muitos profissionais ainda atuam sem garantias básicas de proteção social&period;<&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;<strong>Infelizmente&comma; a informalidade ainda impera em grande parte das atividades ligadas aos eventos e à cultura na Bahia&comma; muitas vezes sem o mínimo cuidado com a saúde&comma; a segurança e os direitos desses profissionais<&sol;strong>&OpenCurlyDoubleQuote;&comma; afirma Malvar&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<p>Para Malvar&comma; períodos de intensa movimentação econômica&comma; como o São João&comma; evidenciam a necessidade de ampliar a fiscalização e fortalecer a organização dos trabalhadores&period;<&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;<strong>Por trás de cada palco montado&comma; de cada estrutura erguida e de cada evento realizado&comma; existem trabalhadores que precisam ser respeitados e protegidos&period; Sem organização coletiva e sem estrutura de luta&comma; a precarização avança&period; Juntos&comma; somos mais fortes&period; Unidos em nossa entidade de classe&comma; transcendemos o individual e construímos um futuro de mais conquistas&comma; valorização e dignidade para todos os trabalhadores do setor<&sol;strong>&OpenCurlyDoubleQuote;&comma; destaca&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<h4><strong>Trabalhadores temporários e terceirizados também têm direito à proteção<&sol;strong><&sol;h4>&NewLine;<p>A <strong>advogada Fabiane Azevedo&comma; especialista em Direito à Saúde&comma;<&sol;strong> explica que a proteção à saúde e à segurança não depende do tipo de contrato firmado&period;<&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;<strong>Sim&comma; e essa talvez seja a maior confusão que se vê na prática&period; A proteção à saúde do trabalhador não acompanha o tipo de contrato&comma; ela acompanha o ambiente de trabalho&period; Quem organiza e controla aquele ambiente é quem responde pelos riscos ali existentes&comma; independentemente de o trabalhador ser CLT&comma; temporário&comma; terceirizado ou contratado informalmente<&sol;strong>&period;”<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<figure id&equals;"attachment&lowbar;11037" aria-describedby&equals;"caption-attachment-11037" style&equals;"width&colon; 369px" class&equals;"wp-caption alignnone"><figcaption id&equals;"caption-attachment-11037" class&equals;"wp-caption-text">Foto&colon; Joa Souza&sol;GOVBA<&sol;figcaption><&sol;figure>&NewLine;<p>Segundo a especialista&comma; a <a rel&equals;"nofollow" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"https&colon;&sol;&sol;www&period;planalto&period;gov&period;br&sol;ccivil&lowbar;03&sol;leis&sol;l6019&period;htm" target&equals;"&lowbar;blank" rel&equals;"noopener">Lei nº 6&period;019&sol;1974<&sol;a> determina que trabalhadores temporários e terceirizados tenham acesso às mesmas condições de segurança&comma; higiene e saúde oferecidas aos demais profissionais que atuam naquele ambiente&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Ela também alerta para os riscos jurídicos da informalidade&period;<&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;<strong>Na prática&comma; contratar de forma informal não afasta a responsabilidade&colon; apenas a torna mais cara e imprevisível quando o problema aparece&period;”<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<h4><strong>Acidentes&comma; burnout e passivos trabalhistas<&sol;strong><&sol;h4>&NewLine;<p>Fabiane Azevedo explica que situações relacionadas à fadiga&comma; excesso de jornada e adoecimento mental podem gerar consequências previdenciárias&comma; trabalhistas&comma; civis e administrativas&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Entre elas estão&colon;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>• Emissão de Comunicação de Acidente de Trabalho &lpar;CAT&rpar;&semi;<br &sol;>• Benefícios previdenciários&semi;<br &sol;>• Estabilidade provisória do trabalhador&semi;<br &sol;>• Indenizações por danos morais e materiais&semi;<br &sol;>• Ações judiciais&semi;<br &sol;>• Fiscalizações e multas&semi;<br &sol;>• Atuação do Ministério Público do Trabalho &lpar;MPT&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Como denunciar irregularidades&quest;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>O advogado<strong> Paulo Aguiar&comma; especialista em Direito da Música e do Entretenimento<&sol;strong>&comma; orienta que os trabalhadores documentem situações de sobrecarga&comma; jornadas abusivas ou condições inadequadas de trabalho&period;<&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;<strong>Os trabalhadores podem registrar e denunciar situações de sobrecarga&comma; jornadas abusivas ou condições inadequadas de trabalho durante os festejos por meio da coleta de provas&comma; como fotografias&comma; vídeos&comma; mensagens&comma; escalas de trabalho&comma; contratos e testemunhos de colegas”&comma; explica Dr&period; Paulo&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<p>Ele recomenda que sejam registrados horários efetivamente trabalhados&comma; períodos de descanso concedidos e situações que possam representar riscos à saúde e à segurança&period;<&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;<strong>É importante que sejam anotados os horários efetivamente trabalhados&comma; períodos de descanso concedidos e eventuais ocorrências de riscos à saúde e segurança<&sol;strong>&period;”<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<p>Segundo o especialista&comma; as denúncias podem ser encaminhadas ao Ministério Público do Trabalho &lpar;MPT&rpar;&comma; à Superintendência Regional do Trabalho&comma; aos sindicatos da categoria ou à Justiça do Trabalho&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;<strong>A formalização dessas denúncias é fundamental para a fiscalização das condições de trabalho e para a garantia dos direitos dos profissionais que atuam nos bastidores e na realização dos eventos&period;<&sol;strong>”<&sol;p>&NewLine;<h4><strong>Quem faz a festa acontecer também precisa ser cuidado<&sol;strong><&sol;h4>&NewLine;<p>As festas juninas representam tradição&comma; cultura&comma; identidade e desenvolvimento econômico&period; Entretanto&comma; especialistas alertam que o sucesso dos festejos também depende de ambientes de trabalho seguros&comma; saudáveis e respeitosos&period;<&sol;p>&NewLine;<p style&equals;"text-align&colon; center&semi;"><strong>Garantir proteção física&comma; saúde mental e condições dignas de trabalho para quem atua nos bastidores não são apenas uma obrigação legal&period; É também uma forma de reconhecer o papel fundamental desses profissionais na realização de uma das maiores celebrações popular do Brasil&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p> <&sol;p>&NewLine;<&sol;p><&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;comsaudebahia&period;com&period;br&sol;os-desafios-de-saude-seguranca-e-dignidade-nos-bastidores-do-sao-joao&sol;">Fonte&colon; Clique aqui<&sol;a><&sol;p>&NewLine;&NewLine;

Redação

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