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ONU: Lula critica incapacidade de negociação e diálogo entre líderes

<p><&sol;p>&NewLine;<div>&NewLine;<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou&comma; nesta terça-feira &lpar;24&rpar;&comma; que&comma; em busca de resolver os problemas do planeta&comma; os líderes mundiais andam em círculos e têm resultados ineficientes&period; Ao <a rel&equals;"nofollow noopener" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"https&colon;&sol;&sol;www&period;youtube&period;com&sol;watch&quest;v&equals;cI8ZH9Y6KgY">abrir o debate de chefes de Estado<&sol;a> da 79ª Assembleia Geral das Nações Unidas &lpar;ONU&rpar;&comma; em Nova York&comma; Lula citou o Pacto para o Futuro&comma; documento adotado pelos países para reforçar a cooperação global&period;<img src&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;ebc&period;gif&quest;id&equals;1613469&amp&semi;o&equals;node" style&equals;"width&colon;1px&semi; height&colon;1px&semi; display&colon;inline&semi;"&sol;><&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Sua difícil aprovação demonstra o enfraquecimento de nossa capacidade coletiva de negociação e diálogo&period; Seu alcance limitado também é a expressão do paradoxo do nosso tempo&colon; andamos em círculos entre compromissos possíveis que levam a resultados insuficientes”&comma; disse Lula&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Nem mesmo com a tragédia da covid-19&comma; fomos capazes de nos unir em torno de um Tratado sobre Pandemias na Organização Mundial da Saúde&period; Precisamos ir muito além e dotar a ONU dos meios necessários para enfrentar as mudanças vertiginosas do panorama internacional”&comma; acrescentou o presidente&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Para Lula&comma; a crise da governança global requer transformações estruturais e essa missão recai sobre a Assembleia Geral&comma; &OpenCurlyDoubleQuote;expressão maior do multilateralismo”&period; Segundo ele&comma; prestes a completar 80 anos&comma; a Carta das Nações Unidas nunca passou por uma reforma abrangente&period; Na fundação da ONU&comma; eram 51 países&comma; hoje somos 193&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;A versão atual da Carta não trata de alguns dos desafios mais prementes da humanidade”&comma; disse Lula&comma; citando os diversos conflitos armados existentes no mundo&comma; &OpenCurlyDoubleQuote;com potencial de se tornarem confrontos generalizados”&period;<&sol;p>&NewLine;<p>De acordo com o presidente&comma; na ocasião da fundação da ONU&comma; várias nações&comma; principalmente no continente africano&comma; estavam sob domínio colonial e &OpenCurlyDoubleQuote;não tiveram voz sobre seus objetivos e funcionamento”&period; Ainda&comma; para Lula&comma; não há equilíbrio de gênero no exercício das mais altas funções e o cargo de secretário-geral jamais foi ocupado por uma mulher&period;<&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Estamos chegando ao final do primeiro quarto do século XXI com as Nações Unidas cada vez mais esvaziada e paralisada&period; Não bastam ajustes pontuais&comma; precisamos contemplar uma ampla revisão da Carta”&comma; disse&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<p>O Brasil propõe a transformação do Conselho Econômico e Social no principal foro para o tratamento do desenvolvimento sustentável e do combate à mudança climática&comma; com capacidade real de inspirar as instituições financeiras&semi; a revitalização do papel da Assembleia Geral&comma; inclusive em temas de paz e segurança internacionais&semi; o fortalecimento da Comissão de Consolidação da Paz&semi; e a reforma do Conselho de Segurança&comma; com foco em sua composição&comma; métodos de trabalho e direito de veto&comma; de modo a torná-lo mais eficaz e representativo das realidades contemporâneas&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Para Lula&comma; a reforma do Conselho de Segurança da ONU é urgente&comma; com uma representação adequada de países emergentes&period; Hoje&comma; esse conselho&comma; com poder de tomar importantes decisões sobre conflitos internacionais&comma; reúne apenas Estados Unidos&comma; Rússia&comma; China&comma; França e Reino Unido como membros permanentes&period; Segundo as regras&comma; para que uma resolução seja aprovada&comma; é preciso o apoio de nove do total de 15 membros&comma; sendo que nenhum dos membros permanentes pode vetar o texto&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;A exclusão da América Latina e da África de assentos permanentes no Conselho de Segurança é um eco inaceitável de práticas de dominação do passado colonial”&comma; afirmou o brasileiro&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Não tenho ilusões sobre a complexidade de uma reforma como essa&comma; que enfrentará interesses cristalizados de manutenção do <em>status quo<&sol;em>&period; Exigirá enorme esforço de negociação&comma; mas essa é a nossa responsabilidade&period; Não podemos esperar por outra tragédia mundial&comma; como a Segunda Grande Guerra&comma; para só então construir sobre os seus escombros uma nova governança global&period; A vontade da maioria pode persuadir os que se apegam às expressões cruas dos mecanismos do poder”&comma; acrescentou&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O discurso de Lula na ONU reflete os temas prioritários do Brasil no G20&colon; o combate às desigualdades e à fome&comma; o enfrentamento às mudanças climáticas e a reforma das instituições de governança global&period; Até novembro deste ano&comma; o país está na presidência do bloco que reúne 19 países e duas entidades regionais – União Europeia e União Africana&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Debate geral<&sol;h2>&NewLine;<p>A Assembleia Geral das Nações Unidas é um dos principais órgãos da ONU e reúne os 193 estados que fazem parte da organização&comma; com cada nação tendo o direito a um voto&period; Por tradição&comma; cabe ao governo brasileiro fazer o primeiro discurso do debate geral&comma; seguido do presidente dos Estados Unidos&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Este ano&comma; o tema do debate geral da Assembleia Geral da ONU é &OpenCurlyDoubleQuote;Não deixar ninguém para trás&colon; agir em conjunto para o avanço da paz&comma; do desenvolvimento sustentável e da dignidade humana para as gerações presentes e futuras”&period; Nesta sessão de trabalho&comma; os chefes dos Estados-membros são convidados a discursar em uma oportunidade para apontar suas visões e preocupações diante do sistema multilateral&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Esta é a nona vez que o presidente Lula abre o debate geral dos chefes de Estado&period; Ao longo de seus dois mandatos anteriores&comma; ele participou do evento em todos os anos entre 2003 e 2009&period; Em 2010&comma; foi representado pelo então ministro das Relações Exteriores e atual assessor especial da Presidência&comma; Celso Amorim&period; No ano passado&comma; em seu terceiro mandato&comma; Lula também abriu a sessão de debates&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O presidente desembarcou em Nova York no sábado &lpar;21&rpar;&period; No domingo &lpar;22&rpar;&comma; discursou na Cúpula para o Futuro&comma; um evento paralelo à Assembleia Geral da ONU&period; Segundo ele&comma; o Pacto para o Futuro&comma; documento a ser assinado pelos líderes mundiais&comma; aponta uma direção a seguir&comma; mas falta &OpenCurlyDoubleQuote;ambição e ousadia” para que as Nações Unidas consigam cumprir seu papel&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Ontem &lpar;23&rpar;&comma; o presidente brasileiro participou de reuniões bilaterais&comma; com o chanceler da Alemanha&comma; Olaf Scholz&semi; com a presidente da Comissão Europeia&comma; Ursula von der Leyen&semi; e com o primeiro-ministro do Haiti&comma; Garry Conille&period; <&sol;p>&NewLine;<p>Ainda nesta terça-feira&comma; Lula também coordena o evento &&num;8220&semi;Em defesa da democracia&comma; combatendo os extremismos”&comma; em conjunto com o presidente espanhol Pedro Sanchez&period; A iniciativa busca o fortalecimento das instituições no combate à desigualdade&comma; à desinformação e ao radicalismo&period;<&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada --><br &sol;>&NewLine; <&excl;-- Relacionada -->&NewLine; <&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;politica&sol;noticia&sol;2024-09&sol;onu-lula-critica-incapacidade-de-negociacao-e-dialogo-entre-lideres">Fonte&colon; Clique aqui<&sol;a><&sol;p>&NewLine;&NewLine;

Redação

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