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Onda ataques deixa ao menos 400 ônibus danificados e pode estar ligada a desafio nas redes sociais

Ricardo Nunes, prefeito da capital paulista, destacou que as ações são ‘coordenadas e inteligentes’, realizadas em locais sem câmeras; medidas de segurança foram reforçadas em terminais e corredores

Leandro Chemalle/TheNews2/Estadão ConteúdoAtaques, que incluem apedrejamentos e destruição de vidros, têm ocorrido em horários variados

Desde o início de junho, ao menos 235 ônibus foram alvos de vandalismo na cidade São Paulo — número que chega a 400 somando toda a região metropolitana e o litoral. Somente nas últimas 24 horas, 35 novos incidentes foram registrados, segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transporte e a SPTrans. Os ataques, que incluem apedrejamentos e destruição de vidros, têm ocorrido em horários variados — tanto à luz do dia em cidades como Osasco e Taboão da Serra, quanto à noite na capital — e já deixaram ao menos uma passageira ferida.

A Polícia Civil, com apoio do Departamento de Crimes Cibernéticos, investiga as causas dos atos de vandalismo. Uma das hipóteses é que os ataques estejam ligados a desafios promovidos em redes sociais ou a ações coordenadas com motivações ainda não esclarecidas. Também foram descartadas, por ora, suspeitas de retaliação por parte de empresas de transporte, como chegou a ser especulado após a saída de duas operadoras da capital.

Em resposta, a Guarda Civil Municipal de Osasco intensificou o patrulhamento nos corredores de ônibus. Já na capital, o prefeito Ricardo Nunes afirmou que as investigações contam com o envolvimento de diversas frentes, como a Polícia Militar, a Guarda Civil Metropolitana, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e o Ministério Público de São Paulo. O governador Tarcísio de Freitas também foi acionado.

“Trata-se de ataques coordenados e inteligentes, realizados em locais sem câmeras. Isso reforça a suspeita de que sejam ações organizadas com base em apostas ou desafios online”, afirmou Nunes, que assegurou que os autores não ficarão impunes. Medidas de segurança foram reforçadas em terminais e corredores de ônibus.

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Especialistas apontam que a atual onda de violência escancara falhas no sistema de segurança pública e na inteligência preventiva. A falta de ações estratégicas coordenadas pode contribuir para a escalada da violência e afetar a sensação de segurança dos usuários do transporte público, já impactados por problemas cotidianos.

*Com informações de Danúbia Braga e Beatriz Manfredini

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