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<p><strong>O Brasil alcançou, no segundo trimestre de 2025, o menor número de pessoas desempregadas há mais de um ano já registrado.</strong> O recorde está na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) Trimestral, divulgada nesta sexta-feira (15).</p>
<p>Ou seja, o número de trabalhadores (1,913 milhão) em busca de emprego nos meses de abril, maio e junho deste ano é o menor desde 2012, quando começou a série do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). </p>
<p><strong>O dado representa redução de 21% na comparação com o mesmo período do ano passado, </strong>quando esse contingente somava 2,4 milhões de pessoas.</p>
<p>A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais de idade e leva em conta todas as formas de ocupação, seja emprego com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.</p>
<p>Só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procura emprego. <strong>O IBGE visita 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.</strong></p>
<h2>Tempos de procura</h2>
<p>Os pesquisadores detalham quatro estratos de tempo em busca de trabalho. Em todas as faixas, houve redução em relação ao mesmo trimestre de 2024:</p>
<ul>
<li>menos de um mês: -16,7%;</li>
<li>de um mês a menos de um ano: -10,7%;</li>
<li>de um a menos de dois anos: -16,6%; </li>
<li>dois anos ou mais: &#8211; 23,6%.</li>
</ul>
<p>No grupo que está em busca por uma vaga de um mês a menos de um ano, o contingente de 3,2 milhões também é o menor já registrado desde 2012 (queda de 18,5% desde então).</p>
<p>No estrato de um ano a menos de dois, os 659 mil desocupados também são o menor contingente da série (queda de 34,8% ante 2012).</p>
<p>O analista da pesquisa, William Kratochwill, aponta que há tendência de queda no percentual de pessoas que estão em uma longa busca por ocupação.</p>
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<p>“O mercado está gerando oportunidades que estão absorvendo as muitas pessoas, inclusive aquelas que tinham mais dificuldade de encontrar um posto de trabalho”, diz. </p>
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<h2>Mercado aquecido e recordes</h2>
<p>No último dia 31, o IBGE tinha anunciado que a taxa de desemprego no país no segundo trimestre ficou em 5,8%, a menor da série histórica. A Pnad mensal havia apontado também recordes no emprego com carteira assinada (39 milhões de pessoas) e rendimento médio mensal do trabalhador (R$ 3.477).</p>
<p>A Pnad trimestral desta sexta-feira traz detalhes referentes às unidades de federação e perfil da população. A pesquisa apontou que, no segundo trimestre, o desemprego caiu em 18 das 27 unidades da federação, ante o primeiro trimestre. Nos estados, a taxa varia de 2,2% (Santa Catarina) a 10,4% (Pernambuco).</p>
<p><strong>Outro dado de destaque é que 12 estados atingiram o menor nível de desemprego para um segundo trimestre em toda a série histórica</strong>: Amapá (6,9%), Rio Grande do Norte (7,5%), Paraíba (7%), Alagoas (7,5%), Sergipe (8,1%), Bahia (9,1%), Minas Gerais (4%), Espírito Santo (3,1%), São Paulo (5,1%), Santa Catarina (2,2%), Rio Grande do Sul (4,3%) e Mato Grosso do Sul (2,9%).</p>
<p>Kratochwill avalia que o ano de 2025 tem se mostrado diferente dos anteriores, quando o desemprego costuma subir no início do ano, por causa da dispensa dos contratados temporários do fim do ano anterior.</p>
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<p>“Este ano, o primeiro trimestre mostrou que o mercado estava disposto a absorver grande parte dessa mão de obra temporária”, afirma.</p>
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<p>“O mercado de trabalho está resistente a pioras, e os dados do segundo trimestre confirmam isso”, completa.</p>
<p><strong>O pesquisador acrescenta que a dinâmica de emprego fortalecida causa outros efeitos na economia, como redução de informalidade (proporção de pessoas sem registro e garantias trabalhistas, 37,8% da população ocupada), aumento de postos com carteira assinada e do salário.</strong></p>
<p>“Isso traz um certo vigor para o mercado de trabalho, que apresenta melhora de condições dos trabalhadores”.</p>
<p>Ele aponta ainda que os dados regionais mostram que essa melhora é regionalizada no país. “Muitos estados apresentaram reações muito positivas, acompanhando os dados do país”.</p>
<h2>Perfil do trabalhador</h2>
<p>A Pnad revelou que no segundo trimestre, o desemprego pesava mais para mulheres e pretos e pardos.</p>
<p><strong>A taxa entre mulheres foi de 6,9%, enquanto a dos homens, 4,8%. Entre os brancos, a taxa também foi de 4,8%, abaixo da de pretos (7%) e pardos (6,4%).</strong></p>
<p>A taxa para as pessoas com ensino médio incompleto (9,4%) foi maior que as dos demais níveis de instrução analisados. Entre quem tem nível superior incompleto, foi de 5,9%, quase o dobro de quem tem nível superior completo (3,2%).</p>
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<p><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-08/numero-de-pessoas-em-busca-de-emprego-cai-21-no-segundo-trimestre">Fonte: Clique aqui</a></p>


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