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<p>Um novo medicamento experimental para obesidade apresentou resultados promissores em um estudo internacional publicado recentemente na revista científica <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.nejm.org/" target="_blank" rel="noopener"><em>The New England Journal of Medicine</em></a>, uma das mais respeitadas do mundo. A pesquisa revelou que pacientes com obesidade perderam, em média, até 16,6% do peso corporal após cerca de um ano e meio de tratamento.</p>
<p>O estudo avaliou a survodutida, medicamento de aplicação semanal que ainda está em fase de desenvolvimento. Ao todo, participaram 725 adultos com obesidade e sem diabetes. Durante o acompanhamento, os voluntários receberam orientação para adotar hábitos saudáveis, incluindo alimentação equilibrada e prática regular de exercícios físicos.</p>
<p>Além da perda de peso, os pesquisadores identificaram melhorias em importantes indicadores metabólicos. Os participantes apresentaram redução dos níveis de açúcar no sangue, colesterol e triglicerídeos. Da mesma forma, houve diminuição significativa da gordura acumulada na região abdominal e no fígado, fatores associados ao aumento do risco de doenças cardiovasculares e metabólicas.</p>
<h4><strong>Avanço no tratamento da obesidade</strong></h4>
<p>Segundo o cirurgião bariátrico Dr. Carlos Schiavon, cofundador do Instituto Obesidade Brasil, os resultados reforçam uma mudança importante que vem ocorrendo no tratamento da obesidade nos últimos anos.</p>
<p><strong>“Estamos vivendo um momento importante no tratamento da obesidade. Durante muito tempo, as opções terapêuticas eram limitadas e muitos pacientes não conseguiam alcançar uma perda de peso significativa apenas com mudanças de estilo de vida. Estudos como esse mostram que novas medicações podem se tornar ferramentas importantes no controle da doença, especialmente para pacientes que enfrentam dificuldades para perder peso ou manter os resultados a longo prazo”</strong>, afirma.</p>
<figure id="attachment_11014" aria-describedby="caption-attachment-11014" style="width: 300px" class="wp-caption alignnone"><figcaption id="caption-attachment-11014" class="wp-caption-text">Imagem: Magnific</figcaption></figure>
<p>Entretanto, o especialista destaca que nenhum medicamento substitui o acompanhamento médico e a adoção de hábitos saudáveis.</p>
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<p><strong>“A obesidade é uma doença crônica e multifatorial. O tratamento mais eficaz combina alimentação adequada, atividade física, acompanhamento multiprofissional e, quando indicado, recursos como medicamentos ou cirurgia bariátrica. Não existe solução isolada”</strong>, explica.</p>
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<h4><strong>Benefícios para a saúde metabólica</strong></h4>
<p>A médica nutróloga Dra. Andrea Pereira, presidente do Instituto Obesidade Brasil, ressalta que os benefícios observados no estudo ultrapassam a redução do peso corporal.</p>
<p><strong>“Quando falamos em perda de peso, não estamos falando apenas de estética. A redução da gordura corporal, especialmente da gordura abdominal e da gordura acumulada no fígado, pode representar uma melhora importante na saúde metabólica e na prevenção de diversas doenças associadas à obesidade</strong>”, destaca.</p>
<p>Além disso, a especialista lembra que a obesidade ainda é cercada por preconceitos, o que muitas vezes dificulta a busca por diagnóstico e tratamento adequados.</p>
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<p><strong>“A ciência tem avançado para mostrar que a obesidade não é falta de força de vontade. Trata-se de uma doença complexa, influenciada por fatores biológicos, genéticos, ambientais e comportamentais. Portanto, quanto mais opções terapêuticas seguras e eficazes tivermos, maiores serão as chances de oferecer um tratamento individualizado para cada paciente”</strong>, conclui.</p>
</blockquote>
<h4><strong>Obesidade afeta bilhões de pessoas</strong></h4>
<p>A pesquisa reforça os avanços dos tratamentos medicamentosos para a obesidade, doença crônica que afeta cerca de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo. Além disso, a condição está associada a complicações como <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hipertensao" target="_blank" rel="noopener">hipertensão,</a> <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/diabetes" target="_blank" rel="noopener">diabetes tipo 2,</a> doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer.</p>
<p>Por esse motivo, especialistas defendem a ampliação do acesso ao diagnóstico e ao tratamento adequado. Ao mesmo tempo, novas pesquisas seguem ampliando o conhecimento sobre a doença e suas formas de controle.</p>
<h4><strong>Medicamento ainda passa por avaliação</strong></h4>
<p>Apesar dos resultados positivos, os pesquisadores destacam que a survodutida ainda permanece em fase de avaliação. Os efeitos colaterais mais frequentes observados durante o estudo foram náuseas, vômitos, diarreia e prisão de ventre, geralmente classificados como leves ou moderados.</p>
<p>Ainda assim, os especialistas consideram os resultados encorajadores. Dessa forma, reforçam que a utilização de medicamentos para obesidade deve ocorrer sempre com orientação médica e acompanhamento adequado.</p>
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<p><a href="https://comsaudebahia.com.br/novo-remedio-para-obesidade-reduz-ate-166-do-peso/">Fonte: Clique aqui</a></p>


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