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<p>A <em>Black Friday</em> de 2024 será nesta sexta-feira (29) e, desde o início do mês, o varejo brasileiro tem antecipado anúncios de produtos e serviços em promoção para atrair a atenção dos consumidores e alavancar as vendas.</p>
<p>Na edição deste ano, 89% dos brasileiros pretendem comprar algo. Desses, 85% querem comprar algum item para si mesmos e 65% vão aproveitar a data para presentear.</p>
<p>Os dados de intenção de compras são da pesquisa do Instituto Locomotiva e da QuestionPro. As instituições levantaram informações sobre essa que é considerada uma das principais datas do calendário comercial brasileiro, que ocorre anualmente na última sexta-feira do mês de novembro.</p>
<p>A pesquisa nacional realizou 1.185 entrevistas digitais auto preenchidas em formulários online, por homens e mulheres, com 18 anos ou mais. O período de entrevistas foi de 4 a 13 de novembro e a margem de erro do levantamento é de 2,8% para mais ou para menos.</p>
<p>De acordo com o instituto responsável pela pesquisa, o estudo oferece um mapa aos varejistas. Primeiro, porque mostra o que os consumidores querem, por qual meio, se canais físicos e/ou digitais, informações que orientam o lojista a equilibrar investimentos entre as plataformas virtuais e lojas reais.</p>
<h2>Fenômeno de consumo</h2>
<p>O levantamento do Instituto Locomotiva e QuestionPro apurou que 62% planejam aproveitar as promoções para antecipar as compras de Natal. O presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, avalia que a estratégia é positiva. “Isso demonstra que os brasileiros preferem evitar a correria e, claro, buscam economizar a deixar para a última hora e acabar gastando mais”.</p>
<p>Após anos, a <em>Black Friday</em> se consolida como um marco no calendário de consumo dos brasileiros, diz o Locomotiva.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Desde sua chegada ao Brasil, a data deixou de ser apenas uma oportunidade para compras de eletrônicos e se tornou uma espécie de Natal antecipado&#8221;.</p>
</blockquote>
<p>De acordo com a pesquisa, 78% dos brasileiros acreditam que a <em>Black</em> <em>Friday</em> é uma grande oportunidade para que as pessoas consigam comprar coisas que, em geral, não podem adquirir. O instituto projeta que a opinião dos entrevistados corresponde, proporcionalmente, a 126 milhões de brasileiros.</p>
<p>Por outro lado, dois em cada três consumidores (66%) aproveitam descontos dessa data originária dos Estados Unidos para comprar de marcas que normalmente compram. O restante, 34%, aproveitam a <em>Black Frida</em>y para comprar de marcas que não compram normalmente sem os descontos desta época.</p>
<p>Apesar de 61% dos entrevistados conhecerem e já terem comprado na <em>Black Friday</em>; 34% sabem o que é este evento, mas nunca compraram nada. E há ainda 5% que desconhecem este período de consumo aquecido, no Brasil.</p>
<h2>Categorias</h2>
<p>Entre as categorias de produtos que os brasileiros planejam comprar nessa <em>Black Friday</em>, peças de roupas lideram a lista de desejos, com 72% da preferência entre os consumidores – e lideram também entre quem irá comprar presentes na data (57%). No ranking de intenções de compras seguem os calçados (66%), produtos de beleza e perfumaria (65%), decoração e artigos para casa (50%). E mais, celulares e smartphones são foco de interesse de 51% dos consumidores; eletrônicos (49%); eletrodomésticos (46%); artigos infantis (45%); móveis (43%); livros (42%) e artigos de pet shop (40%).</p>
<p>Renato Meirelles explica que roupas e calçados são categorias essenciais e de fácil acesso. “Esses itens combinam desejo de consumo com praticidade, e as promoções tornam possível renovar o guarda-roupa sem pesar no bolso. Além disso, são produtos que agradam tanto a quem compra para uso próprio, quanto a quem aproveita a data para presentear”.</p>
<h2>Perfil</h2>
<p>A pesquisa ainda conseguiu traçar o perfil dos consumidores à procura de grandes descontos.</p>
<p>Neste ano, os homens são os que mais planejam gastar na data, com 90% das intenções de compra.</p>
<p>Entre eles, a maioria prevê comprar roupas e sapatos novos (68% e 66% respectivamente), e 55% querem levar algum eletrônico novo para casa.</p>
<p>Embora as compras para presentear sejam menos frequentes entre os homens, em comparação às mulheres, 62% pretendem comprar algum item para dar de presente. “As roupas lideram as intenções, com 24%, seguidas por calçados (18%) e eletrônicos (15%)”, afirmou Meirelles.</p>
<p>Entre as mulheres, 88% pretendem comprar algum item nesta <em>Black Friday</em>. As categorias de produtos mais desejadas por elas refletem uma forte intenção de consumo tanto para uso próprio quanto para presentear. Roupas lideram como desejo de compra (76%), seguidas por produtos de beleza e perfumaria (75%) e calçados (66%). Além disso, sete em cada dez mulheres pretendem presentear alguém, especialmente em categorias como roupas (28%) e produtos de beleza (24%).</p>
<h2>Onde adquirem os produtos</h2>
<p>O comércio eletrônico impulsiona a Black Friday no país. Em relação aos canais de compra, 30% dos consumidores pretendem comprar exclusivamente em lojas online. Já 31% dividem suas compras igualmente entre o ambiente físico e o digital. Se comparada a preferência entre o <em>e-commerce</em> e as lojas físicas, 24% optam pelo meio virtual. Em último, está a escolha que prioriza as lojas físicas, com 8%, seja exclusivamente (8%) ou de forma predominante.</p>
<h2>Fatores de influência</h2>
<p>Preço, facilidade de pagamento, entrega rápida, variedade de produtos. São vários os fatores que influenciam os consumidores na escolha de lojas <em>online</em> durante a <em>Black Friday</em>, entre quem pretende comprar algum item na edição deste ano.</p>
<p>Os descontos e promoções aparecem como o principal critério para consumidor decidir comprar, com 23%. O preço e custo do frete também são importantes na hora da compra (20%) e a reputação da loja (16%) são outros fatores apontados como relevantes na escolha de lojas <em>online</em> durante a <em>Black Friday</em>.</p>
<p>Como fatores secundários que influenciam as escolhas aparecem a entrega rápida, com 10%; opções de pagamento (Pix, cartão, boleto, etc.), para 9% dos entrevistados. A variedade de produtos (8%); e a facilidade de navegação pelo site ou aplicativo (6%) também foram citadas.</p>
<h2>Tipo de promoção preferida</h2>
<p>Quando considerados somente descontos e promoções, os consumidores estão de olho nas vantagens entendidas como imperdíveis.</p>
<p>O Instituto Locomotiva indica a preferência por descontos diretos (48%) e estratégias como <em>cashback </em>(31%), que é o termo em inglês que significa dinheiro de volta, ou seja, o programa devolve uma parte do valor gasto em uma compra em futuro crédito para uma nova compra.</p>
<p> Promoções como “leve 3 e pague 2” também despertam alto interesse em 38% das pessoas.</p>
<p>O presidente do Instituto Locomotiva exemplifica o que provoca interesse pela recompensa. “Um <em>e-commerce</em> de roupas oferece 30% de desconto direto no preço das peças, e ainda acrescenta créditos para compras futuras. Isso atrai consumidores e fideliza para o próximo ano.”</p>
<h2>Black fraude</h2>
<p>O documento divulgado confirma que um em cada quatro entrevistados acredita que os descontos da <em>Black Friday</em> são iguais aos das demais promoções.</p>
<p>Para 22%, as lojas que se dizem na <em>Black Friday</em> não oferecem descontos de verdade.</p>
<p>Quando se trata de golpe ou fraude relacionado à <em>Black Friday</em>, 58% afirmam nunca terem enfrentado problemas desse tipo, nem conhecerem alguém que os tenha enfrentado.</p>
<p>Na outra ponta, 42% já foram pessoalmente vítima de golpes na data, ou conhecem quem já passou por fraudes na temporada de consumo, distribuídos desta forma: 16% dos entrevistados na pesquisa relatam terem sido as vítimas; 20% conhecem alguém que passou por essa situação, e 6% afirmam tanto terem sido vítimas quanto conhecerem alguém que também foi. “Esse dado reforça a necessidade de os lojistas garantirem segurança nas transações e comunicarem isso de forma clara, criando confiança no consumidor”, conclui o presidente da instituição de pesquisas Renato Meirelles.</p>
<p>Por isso, os consumidores devem ficar atentos para evitar cair em golpes. Vale lembrar que as compras realizadas neste período não deixam de seguir as normas do <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078compilado.htm" target="_blank">Código de Defesa do Consumidor</a> (CDC).</p>
<p>No caso de se sentir lesado, o consumidor deve procurar órgãos públicos de proteção dos direitos do consumidor, como a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que criou uma cartilha com dicas para não cair em golpes na <em>Black Friday</em>; o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de sua cidade; associações de consumidores; uma delegacia de polícia ou até entrar com uma ação judicial contra a empresa.</p>
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<p><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2024-11/nove-em-cada-dez-brasileiros-pretendem-comprar-algo-na-black-friday">Fonte: Clique aqui</a></p>


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