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<p>Levantamento ‘Quem são as mulheres que o Brasil não protege?’ foi apresentado na Câmara dos Deputados como parte das atividades da campanha ’21 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres’</p>
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<div class="post_image"><span class="image_fonte">Vinicius Loures / Câmara dos Deputados</span><picture><source media="(max-width: 799px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2025/11/mulheres-1-336x207.jpg"><source media="(min-width: 800px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2025/11/mulheres-1-731x450.jpg"></source></source></picture><span class="image_credits">Especialista em gênero Jackeline Ferreira Romio (à direita), da Fundação Friedrich Ebert, que realizou a pesquisa, afirma que &#8216;Brasil vive epidemia de feminicídios&#8217;<br /></span></div>
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<p>Dez anos depois da promulgação da Lei do Feminicídio, o registro de casos de morte de mulheres em função do gênero cresceu 176%. Passou de 527 casos no primeiro ano, 2015, para 1.455 em 2024. O dado faz parte da pesquisa “Quem são as mulheres que o Brasil não protege?”, apresentada na <strong>Câmara dos Deputados</strong> como parte das atividades da campanha “21 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres”.</p>
<p>Ainda segundo o estudo, do total de mulheres assassinadas nesses dez anos unicamente por serem mulheres, 68% eram negras. Além disso, os dados apontam que, enquanto o feminicídio de mulheres brancas apresentou leve declínio, esse tipo de violência aumentou entre as pretas e pardas.</p>
<p>Como ressaltou a especialista em gênero Jackeline Ferreira Romio, da Fundação Friedrich Ebert, que realizou a pesquisa, esses números mostram que as políticas para contenção da violência contra mulheres precisam levar em conta raça e classe.</p>
<p>“Existem populações que estão muito vulnerabilizadas e sofrem de violências múltiplas, e isso impacta em eventos extremos, como a mortalidade por feminicídio. Para que essa política chegue às mulheres negras, ela precisa ser interseccional, considerar a relação entre o racismo e a violência de gênero. Se não tivesse o racismo institucional, a gente não ia ver essa concentração de 70%.”</p>
<p>Jackeline Romio destacou ainda que esses números da segurança pública são subestimados, porque nem todas as mortes violentas de mulheres são investigadas. Segundo a especialista, os dados da saúde mostram que entre 3 mil e 500 e 4 mil mulheres morrem por causas violentas no <strong>Brasil</strong> todos os anos. Destas, estima-se que em torno de 2 mil e 500 sejam vítimas de feminicídio.</p>
<p>“No Brasil a gente tem uma epidemia de feminicídios, porque quando vai cruzar com os dados da saúde, que são maiores, chega a dar 10 por cada 100 mil mulheres, e isso é quando se começa a registrar uma epidemia.”</p>
<p>O Brasil já assumiu o primeiro lugar em número absoluto de feminicídios na América Latina e no Caribe. Segundo Jackeline Romio, 11 mulheres morrem por dia na região em função do gênero, sendo quatro brasileiras.</p>
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<p id="caption-attachment-2082151" class="wp-caption-text">Violência contra a mulher no Brasil em 2024 – (Arte: Agência Câmara / Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025)</p>
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<p>Na opinião da coordenadora do Projeto Reconexão Periferias, Bárbara Martins, o problema do Brasil hoje não é a falta de leis, mas de protocolos administrativos para combater violência de gênero e raça.</p>
<p>“O artigo 37 da Constituição dispõe que a administração pública deve ser eficiente e organizada. E quando ela não é, ela se torna inconstitucional. Então a gente está falando aqui de uma violação da Constituição a partir do não cumprimento dos protocolos administrativos que dispõem a Lei de Feminicídio.”</p>
<p>Bárbara Martins defendeu a necessidade de responsabilizar o Estado brasileiro por não adotar os protocolos necessários para combater a violência de gênero, especialmente com o recorte racial.</p>
<p>A secretária da Mulher na Câmara, deputada Jack Rocha (PT-ES), afirmou que estuda a elaboração de um projeto de lei para responsabilizar, por improbidade administrativa, gestores públicos que deixarem de aplicar o orçamento destinado a reduzir desigualdades de gênero e de raça.</p>
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<p>“É difícil colocar uma emenda dessas numa Lei de Responsabilidade Fiscal, mas nós precisamos começar a discutir esse olhar de economia e formação de orçamento para a redução das desigualdades e combater a violência não só do ponto de vista de julgamento das medidas protetivas e do âmbito da violência, mas enquanto cidadãs sujeitos de direito.”</p>
<p>A apresentação da pesquisa “Quem são as mulheres que o Brasil não protege?” foi realizada na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher em parceria com a Secretaria da Mulher da Câmara.</p>
<p><em>*Com informações da Agência Câmara de Notícias<br /></em><em>Publicado por Nícolas Robert</em></p>
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<p><a href="https://jovempan.com.br/noticias/brasil/mulheres-negras-sao-as-maiores-vitimas-de-feminicidio-no-pais-aponta-pesquisa.html">Fonte: Clique aqui</a></p>


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