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Metade dos envolvidos com tráfico de drogas não chega ao ensino médio

<p><&sol;p>&NewLine;<div>&NewLine;<p>A conclusão do ensino médio é a uma realidade para somente dois em cada dez entrevistados em um estudo divulgado nesta segunda-feira &lpar;17&rpar; com respostas de quase 4 mil pessoas envolvidas com o tráfico de drogas&period; <strong>Para mais que a metade&comma; a frequência escolar termina antes do ensino médio&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>A baixa escolaridade declarada pelos entrevistados é um dos pontos que mais chama a atenção na pesquisa Raio-X da Vida Real&comma; realizada pelo Instituto Data Favela&comma; da Central Única das Favelas &lpar;Cufa&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&gt&semi;&gt&semi; Leia também&colon; Quase 60&percnt; sairiam do tráfico caso tivessem renda&comma; aponta pesquisa<&sol;p>&NewLine;<p>O estudo analisou as respostas de 3&period;954 pessoas envolvidas com o tráfico de drogas&period; As entrevistas foram feitas pessoalmente&comma; nos locais de atividade criminosa&comma; no período entre 15 de agosto de 2025 e 20 de setembro de 2025&comma; em favelas de 23 estados brasileiros&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Nível de escolaridade declarado pelos entrevistados&colon;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<ul>&NewLine;<li>Ensino médio completo&colon; 22&percnt;&semi;<&sol;li>&NewLine;<li>Ensino médio incompleto&colon; 16&percnt;&semi;<&sol;li>&NewLine;<li>Ensino fundamental completo&colon; 13&percnt;&semi;<&sol;li>&NewLine;<li>Ensino fundamental incompleto&colon; 35&percnt;&semi;<&sol;li>&NewLine;<li>Sem instrução&colon; 7&percnt;&period;<&sol;li>&NewLine;<&sol;ul>&NewLine;<p><strong>O questionário trazia ainda a pergunta &&num;8220&semi;Olhando para trás na sua vida&comma; o que você teria feito de diferente&quest;&&num;8221&semi;&comma; e 41&percnt; relataram que teriam estudado ou se formado formado&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Além da importância da renda e de programas de empregabilidade dessas pessoas&comma; elas reconhecem que o estudo teria sido o fator de mudança na sua vida&period; Elas teriam estudado mais e se formado no seu passado”&comma; ressaltou o copresidente Data Favela e presidente da Cufa Global&comma; Marcus Vinícius Athaye&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Programas e incentivos trabalhistas precisam vir aliados à Educação&comma; principalmente&comma; aliados aos tão jovens que já se arrependem de não ter estudado”&comma; apontou ele durante entrevista coletiva em que os dados foram apresentados&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Ainda no tema educação&comma; o curso de nível superior que mais interessava aos entrevistados era Direito&comma; que seria a escolha de 18&percnt; deles&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Além disso&comma; 13&percnt; escolheriam Administração&semi; 11&percnt;&comma; Medicina&sol;Enfermagem&semi; 11&percnt;&comma; Engenharia&sol; Arquitetura&semi; e 7&percnt;&comma; Jornalismo&sol;Publicidade&period;<&sol;p>&NewLine;<p>De acordo com a pesquisa&comma; a falta de acesso à educação e a oportunidades de qualidade no mercado de trabalho são causas para que entre 6 ou 7 em cada 10 dessas pessoas não consigam ganhar acima de dois salários-mínimos de renda mensal&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Famílias<&sol;h2>&NewLine;<p><strong>Sobre os arranjos familiares&comma; 35&percnt; dos entrevistados declararam que foram criados em famílias tradicionais<&sol;strong>&comma; e 38&percnt;&comma; em famílias monoparentais &HorizontalLine; das quais 79&percnt; são lideradas pelas mães&comma; conforme constatam os números do Censo Demográfico IBGE 2022&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A Pesquisa Raio-X da Vida Real identificou uma grande diversidade de modelos familiares baseados&comma; especialmente&comma; nas figuras femininas como as mães&comma; tias e avós&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Para os entrevistados&comma; as pessoas mais importantes são a mãe &lpar;43&percnt;&rpar;&comma; os filhos &lpar;22&percnt;&rpar;&comma; a avó &lpar;7&percnt;&rpar; e o pai &lpar;7&percnt;&rpar;&period; Além disso&comma; 4&percnt; contaram não ter ninguém importante&comma; e 6&percnt; não responderam&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Sonho de consumo<&sol;h2>&NewLine;<p><strong>Para 28&percnt;&comma; o maior sonho de consumo é ter uma casa<&sol;strong>&period; Em seguida&comma; aparece o grupo de 25&percnt; que gostaria de comprar uma casa para a família&comma; o que mostrou a preocupação dos entrevistados em ver a casa como ponto de segurança patrimonial da família&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Os que têm entre 22 e 26 anos são os que mais gostariam de comprar uma casa para a família&comma; com o percentual em 35&percnt;&period; A intenção cai para 27&percnt;&comma; dos 27 aos 31 anos&comma; e permanece até os maiores de 50 anos&comma; com 30&percnt; preservando esse mesmo desejo&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A ceo do Data Favela&comma; Cléo Santana&comma; disse que este sonho não é diferente do que tem o brasileiro médio sem nenhum tipo de envolvimento com o universo do crime&period;<&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&&num;8220&semi;O sonho da casa própria&comma; o desejo de ter onde se instalar e para onde voltar&comma; também é o principal sonho das pessoas que estão em situação de crime”&comma; destacou&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<h2>Saúde mental<&sol;h2>&NewLine;<p><strong>Outro fator que chama atenção na pesquisa são os problemas de saúde mental&period; Veja os mais frequentes&colon;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<ul>&NewLine;<li>Insônia&colon; 39&percnt;&semi;<&sol;li>&NewLine;<li>Ansiedade&colon; 33&percnt;&semi;<&sol;li>&NewLine;<li>Depressão&colon; 19&percnt;&semi;<&sol;li>&NewLine;<li>Alcoolismo&colon; 13&percnt;&semi;<&sol;li>&NewLine;<li>Crises de pânico&colon; 9&percnt;&period;<&sol;li>&NewLine;<&sol;ul>&NewLine;<p>Entre os que sofrem de ansiedade&comma; 70&percnt; ganham até um salário mínimo&period; Além disso&comma; conforme aumenta o nível de escolaridade&comma; o grau de ansiedade também sobe&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;A prova disso é que 72&percnt; daqueles que iniciaram o ensino superior&comma; mas não o concluíram&comma; sofrem com ansiedade”&comma; indicou a pesquisa&period; <&sol;p>&NewLine;<p>Além da questão econômica marcada pela baixa remuneração&comma; o alcoolismo&comma; as drogas e a violência doméstica&comma; apontados por 13&percnt; dos entrevistados&comma; são motivos para a entrada no crime&comma; de acordo com a pesquisa&period; <&sol;p>&NewLine;<p>Segundo a coordenadora de pesquisas do Data Favela&comma; Bruna Hasclepildes&comma; a pesquisa concluiu ainda que a vida no crime é um reflexo da ausência de políticas públicas e de desigualdades&comma; que há décadas atravessam pessoas negras e favelas do Brasil&period; &OpenCurlyDoubleQuote;São estruturas que ainda se mantêm”&comma; completou&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Bruna destacou ainda que&comma; diante da pergunta &&num;8220&semi;Você sente orgulho do que faz&quest;&&num;8221&semi;&comma; 68&percnt; responderam negativamente&period; <&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>&&num;8220&semi;É para desbancar mais uma vez o imaginário &lbrack;de que gostam de se envolver com o crime&rsqb;&period; Eles não sentem orgulho algum do que fazem&period; Essas pessoas não entram para este contexto porque querem&comma; mas por necessidade”&comma; explicou&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Eles têm a consciência de que exercem uma atividade que não é legal”<&sol;p>&NewLine;<h2>Problemas do Brasil<&sol;h2>&NewLine;<p>Ao identificarem os principais problemas do Brasil&comma; os entrevistados apontaram&comma; em primeiro lugar&comma; a pobreza e as desigualdades&comma; opinião de 42&percnt;&comma; seguida pela corrupção&comma; citada por 33&percnt;&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A violência foi citada por 11&percnt;&comma; e a falta de acesso à educação e à saúde&comma; por 7&percnt; e 4&percnt;&comma; respectivamente&period;<&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada -->&NewLine; <&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;educacao&sol;noticia&sol;2025-11&sol;metade-dos-envolvidos-com-trafico-de-drogas-nao-chega-ao-ensino-medio">Fonte&colon; Clique aqui<&sol;a><&sol;p>&NewLine;&NewLine;

Redação

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