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<p>O ex-ministro Márcio França (PSB-SP) voltou a defender sua candidatura ao governo de São Paulo, em um movimento que ampliou o debate dentro do campo governista sobre a estratégia para as eleições de 2026. A articulação ganhou força após as desistências do deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) e do ex-prefeito Paulo Serra (PSDB-SP) da disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, cenário que reduziu o número de pré-candidatos competitivos e aumentou a possibilidade de uma definição ainda no primeiro turno.</p>
<p>Nos bastidores, França argumenta que sua entrada na corrida estadual ajudaria a fragmentar os votos e dificultaria uma vitória antecipada do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Segundo aliados, a presença de um terceiro nome competitivo também fortaleceria o palanque do presidente Lula da Silva (PT) no maior colégio eleitoral do país, caso a disputa avance para o segundo turno.</p>
<p>A estratégia, no entanto, enfrenta resistência dentro do PT. Integrantes do partido defendem que Fernando Haddad (PT-SP) permaneça como candidato único da base governista ao governo paulista, tendo Márcio França como candidato a vice-governador. A avaliação de dirigentes petistas é que uma candidatura independente do ex-governador poderia dividir o eleitorado de centro-esquerda e enfraquecer o desempenho de Haddad.</p>
<h3>França diz que pode atrair eleitores de Tarcísio</h3>
<p>Em declarações recentes, Márcio França afirmou acreditar que sua candidatura teria potencial para conquistar parte significativa do eleitorado de Tarcísio de Freitas. Segundo ele, sua baixa rejeição e a identificação com categorias como policiais militares e servidores públicos permitiriam ampliar sua base de apoio e tornar a eleição mais competitiva.</p>
<p>O ex-governador também sustenta que um perfil mais combativo nos debates eleitorais poderia expor fragilidades da atual gestão estadual e elevar o desgaste do adversário durante a campanha.</p>
<h3>Lula deve arbitrar definição da chapa</h3>
<p>Antes de retomar a articulação pelo governo paulista, França negociava uma vaga ao Senado na chapa governista. Nos últimos meses, porém, o presidente Lula manifestou preferência para que o ex-ministro integrasse a chapa de Haddad como candidato a vice-governador, hipótese considerada a mais provável por integrantes da aliança.</p>
<p>Embora Haddad seja o pré-candidato ao governo, interlocutores afirmam que a decisão sobre a composição da chapa será conduzida pelo presidente da República, que busca preservar a unidade entre PT e PSB na principal disputa estadual do país.</p>
<h3>Desistências mudam cenário em São Paulo</h3>
<p>A movimentação de França ocorre após Kim Kataguiri e Paulo Serra retirarem suas pré-candidaturas ao governo paulista para disputar vagas na Câmara dos Deputados. Com isso, a eleição em São Paulo passou a se concentrar, até o momento, entre Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad, elevando a discussão sobre a necessidade de uma terceira candidatura para ampliar as chances de realização de um segundo turno.</p>
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<p><a href="https://acessepolitica.com.br/noticia/177804/marcio-franca-articula-candidatura-ao-governo-de-sao-paulo-pt-resiste-e-defende-chapa-unica-com-haddad">Fonte: Clique aqui</a></p>


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