Categories: Economia

Mais da metade dos negócios em favelas foi aberta a partir da pandemia

&NewLine;<&excl;-- WP QUADS Content Ad Plugin v&period; 3&period;0&period;3 -->&NewLine;<div class&equals;"quads-location quads-ad1" id&equals;"quads-ad1" style&equals;"float&colon;none&semi;margin&colon;0px&semi;">&NewLine;&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p><&sol;p>&NewLine;<div>&NewLine;<p>Há cerca de quatro anos&comma; a designer Ligia Emanuel da Silva abriu um pequeno negócio em um território potiguara&comma; na cidade de Rio Tinto&comma; litoral norte da Paraíba&period; Foi durante a pandemia da covid-19 que ela teve a ideia de produzir e vender acessórios e adornos baseados na cultura&comma; estética e ancestralidade africanas&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A partir de uma maleta de miçangas da mãe&comma; nasceram as primeiras peças do Entorno Acessórios&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Eu já fazia para mim e passei a fazer para adornar outros corpos”&comma; revelou à <strong>Agência Brasil<&sol;strong>&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>&OpenCurlyDoubleQuote;Os adornos se fundamentam em saberes tradicionais&comma; especialmente com o trabalho manual&comma; com as miçangas e com os arames”&comma; descreve&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Com um <a rel&equals;"nofollow" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"https&colon;&sol;&sol;www&period;instagram&period;com&sol;entorno&lowbar;acessorios&sol;" target&equals;"&lowbar;blank">perfil na rede social<&sol;a> para fazer divulgação de seu negócio&comma; a paraibana trabalha sozinha e&comma; além de motivação econômica&comma; enxerga na atividade empreendedora um fator cultural que resulta em um ato político&period;<&sol;p>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-cheio&lowbar;8colunas type-image">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;452120&colon;cheio&lowbar;8colunas --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- END scald&equals;452120 --><&sol;div>&NewLine;<p><h6 class&equals;"meta"><&excl;--copyright&equals;452120-->Ligia Emanuel da Silva abriu um pequeno negócio em Rio Tinto&comma; litoral norte da Paraíba &&num;8211&semi; Foto&colon; <strong>Ligia Emanuele&sol;Arquivo pessoal<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;452120--><&sol;h6>&NewLine;<&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Quando a gente se adorna com os nossos símbolos&comma; nossos elementos estéticos-culturais&comma; a gente articula um discurso sobre quem somos e de onde viemos”&comma; define&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Marco da pandemia<&sol;h2>&NewLine;<p>Ligia ilustra um dado presente em uma pesquisa sobre empreendimentos que funcionam nas favelas brasileiras&colon; 56&percnt; dos negócios começaram a funcionar a partir de fevereiro de 2020&comma; quando a pandemia da covid-19 deu sinais pelo Brasil&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>O levantamento aponta que 12&percnt; dos negócios foram abertos entre fevereiro de 2020 e abril de 2022&comma; período que engloba os momentos mais críticos da crise sanitária&period;<&sol;strong> E 44&percnt; foram estabelecidos a partir de maio de 2022&comma; quando terminou o estado de emergência em saúde&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A pesquisa foi realizada pelo instituto Data Favela&comma; ligado à Central Única das Favelas &lpar;Cufa&rpar;&comma; uma organização sem fins lucrativos&period; O levantamento foi encomendado pela VR&comma; empresa de serviços financeiros e benefícios em alimentação&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Para Cleo Santana&comma; uma das responsáveis do Data Favela&comma; o fato de a maioria dos negócios terem sido iniciados após o surgimento da pandemia tem a ver com a crise econômica vivenciada no momento&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Muitas pessoas perderam seus empregos e precisaram se reinventar e buscar novas formas de manter as necessidades básicas próprias e de sua família”&comma; disse à <strong>Agência Brasil<&sol;strong>&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>&OpenCurlyDoubleQuote;Por que não tornar aquela torta que era feita nas festas de família em um produto cuja venda traz renda para dentro de casa&quest;”&comma; exemplifica&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;É a capacidade de se reinventar”&comma; completa&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Perfil dos negócios<&sol;h2>&NewLine;<p>O Data Favela entrevistou 1 mil empreendedores de favelas em todo o Brasil&comma; em outubro e novembro de 2025&comma; para traçar um perfil dos donos de negócios das comunidades do país&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O levantamento identificou que 23&percnt; tinham faturamento de até um salário mínimo da época &lpar;R&dollar; 1&period;518&rpar;&comma; enquanto 28&percnt; arrecadavam entre um e dois mínimos&comma; no máximo&period; Ou seja&comma; praticamente metade &lpar;51&percnt;&rpar; faturava até R&dollar; 3&period;040&period; Na outra ponta&comma; apenas 5&percnt; tinham receita superior a R&dollar; 15&comma;2 mil&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>O mundo da contabilidade evidencia que faturamento não é sinônimo de lucro&period;<&sol;strong> A pesquisa revela que 57&percnt; dos estabelecimentos gastam até R&dollar; 3&period;040 por mês para manter o negócio&period;<&sol;p>&NewLine;<p>De acordo com o Data Favela&comma; &OpenCurlyDoubleQuote;leva a supor que os gastos são equivalentes ao que essas pessoas faturam mensalmente”&period;<&sol;p>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-cheio&lowbar;8colunas type-image">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;433725&colon;cheio&lowbar;8colunas --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- END scald&equals;433725 --><&sol;div>&NewLine;<p><h6 class&equals;"meta">Data Favela entrevistou 1 mil empreendedores de favelas em todo o Brasil &&num;8211&semi; Foto&colon; <strong>Lucas Costa&sol;Divulgação<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;433725--><&sol;h6>&NewLine;<&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<h2>Investimento de partida<&sol;h2>&NewLine;<p>Os pesquisadores identificaram que 37&percnt; dos empreendedores de favelas precisaram de capital inicial de até R&dollar; 1&period;520 para abrir o negócio&period; Para 23&percnt;&comma; o valor chegou no máximo a R&dollar; 3&period;040&period; <strong>Apenas 9&percnt; dos entrevistados citaram recursos financeiros superiores a R&dollar; 15&comma;2 mil&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Na hora de saber de onde veio o capital inicial&comma; mais da metade &lpar;57&percnt;&rpar; citou economias pessoais ou da família&period; Outras fontes comuns sinalizadas são indenização trabalhista &lpar;14&percnt;&rpar;&comma; dinheiro extra &lpar;14&percnt;&rpar; e empréstimo em banco &lpar;13&percnt;&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Administração<&sol;h2>&NewLine;<p><strong>Praticamente seis em cada dez &lpar;59&percnt;&rpar; empreendedores de favelas administram o negócio apenas com anotações em um caderno&comma; 13&percnt; simplesmente não registram nada&comma; 24&percnt; utilizam planilhas e 4&percnt; algum outro meio&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Na hora de promover o produto ou serviço&comma; 58&percnt; o fazem pelo WhatsApp&semi; 75&percnt;&comma; pelo Instagram&comma; como a Lígia&semi; e 41&percnt;&comma; pelo Facebook&comma; e 3&percnt; estão no iFood&period; Os pesquisadores identificaram que 34&percnt; dependem exclusivamente da propaganda boca a boca&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>As principais áreas de negócios dos estabelecimentos em favelas são alimentação e bebidas &lpar;45&percnt;&rpar;&comma; moda &lpar;12&percnt;&rpar; e beleza &lpar;13&percnt;&rpar; e artesanato &lpar;8&percnt;&rpar;&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<h2>Motivação<&sol;h2>&NewLine;<p>O Data Favela perguntou aos empreendedores o que levou a abrir o próprio negócio&period; <strong>No topo das respostas figuram desejo de independência &lpar;45&percnt;&rpar;&comma; seguido por necessidade econômica &lpar;29&percnt;&rpar;&comma; falta de emprego &lpar;26&percnt;&rpar;&comma; oportunidade &lpar;18&percnt;&rpar; e tradição familiar &lpar;7&percnt;&rpar;&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Para a diretora de Marketing da VR&comma; Karina Meyer&comma; a pesquisa mostra que &OpenCurlyDoubleQuote;para muitos&comma; empreender não foi uma escolha planejada&comma; mas uma necessidade imposta pela falta de oportunidades no mercado formal de trabalho ou pela urgência de gerar renda”&period;<&sol;p>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-grande&lowbar;6colunas type-image atom-align-left">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;452122&colon;grande&lowbar;6colunas &lbrace;"additionalClasses"&colon;""&rcub; --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- END scald&equals;452122 --><&sol;div>&NewLine;<p><h6 class&equals;"meta">Na hora de promover o produto ou serviço&comma; 58&percnt; o fazem pelo WhatsApp e 75&percnt;&comma; pelo Instagram &&num;8211&semi; Foto&colon; <strong>entorno&lowbar;acessorios&sol;Instagram<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;452122--><&sol;h6>&NewLine;<&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p>Os pesquisadores buscaram informações sobre os principais desafios enfrentados pelos empreendedores de favela&period; <strong>A maioria citou falta de capital &lpar;51&percnt;&rpar; e dificuldade de acesso ao crédito &lpar;25&percnt;&rpar;&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Karina Meyer&comma; da VR&comma; assinala que &OpenCurlyDoubleQuote;ferramentas como crédito&comma; soluções de gestão de negócio e digitalização de processos são primordiais para construir uma economia mais forte e sustentável nas favelas”&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Mais destaques da pesquisa&colon;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<ul>&NewLine;<li>5&percnt; dos donos de negócios em favela moram no &OpenCurlyDoubleQuote;asfalto”&comma; ou seja&comma; fora de comunidade<&sol;li>&NewLine;<li>21&percnt; recebem o programa assistência Bolsa Família<&sol;li>&NewLine;<li>5&percnt; são aposentados<&sol;li>&NewLine;<li>19&percnt; conciliam o negócio com algum emprego&comma; sendo 9&percnt; com carteira assinada<&sol;li>&NewLine;<li>40&percnt; são formalizados&comma; sendo 36&percnt; microempreendedor individual &lpar;MEI&rpar;<&sol;li>&NewLine;<li>o meio de recebimento mais comum é o pix &lpar;91&percnt;&rpar;&comma; seguido de perto pelo dinheiro em espécie &lpar;85&percnt;&rpar;<&sol;li>&NewLine;<li>parcela dos que aceitam cartões não chega a 30&percnt;&comma; sendo o cartão de crédito &lpar;28&percnt;&rpar; à frente do de débito &lpar;25&percnt;&rpar;<&sol;li>&NewLine;<li>22&percnt; aceitam vender fiado<&sol;li>&NewLine;<&sol;ul>&NewLine;<h2>Economia das favelas<&sol;h2>&NewLine;<p>De acordo com o Data Favela&comma; as comunidades brasileiras movimentam R&dollar; 300 bilhões por ano&period; <&sol;p>&NewLine;<p>Cleo Santana&comma; do Data Favela&comma; destaca o papel dos negócios nas comunidades para desenvolver esses territórios&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>&OpenCurlyDoubleQuote;Conforme um negócio nasce&comma; surgem oportunidades locais de emprego&comma; mesmo que informais&comma; ajudando a movimentar a economia local”&comma; explica&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Pequenos empreendedores tendem a comprar no local&comma; fortalecendo outros pequenos empreendedores”&comma; enfatiza&period;<&sol;p>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-cheio&lowbar;8colunas type-image">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;25943&colon;cheio&lowbar;8colunas --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- END scald&equals;25943 --><&sol;div>&NewLine;<p><h6 class&equals;"meta">Empreendedores das favelas e periferias movimentam R&dollar; 300 bilhões por ano &&num;8211&semi; Foto&colon; <strong>Tânia Rego&sol;Agência Brasil<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;25943--><&sol;h6>&NewLine;<&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<h2>Censo<&sol;h2>&NewLine;<p>O Censo 2022&comma; realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística &lpar;IBGE&rpar;&comma; mostrou que 8&percnt; dos brasileiros moram em favelas&period; Eram 16&comma;4 milhões de pessoas de um universo de 203 milhões de habitantes&comma; quatro anos atrás&period; <&sol;p>&NewLine;<p><strong>O IBGE apontou 12&period;348 favelas em 656 municípios Brasil afora&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Os pretos &lpar;16&comma;1&percnt;&rpar; e os pardos &lpar;56&comma;8&percnt;&rpar; representam 72&comma;9&percnt; dos moradores de comunidades&period; As mulheres são 51&comma;7&percnt; das habitantes dessas áreas&period;<&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada -->&NewLine; <&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;economia&sol;noticia&sol;2026-02&sol;mais-da-metade-dos-negocios-em-favelas-foi-aberta-partir-da-pandemia">Fonte&colon; Clique aqui<&sol;a><&sol;p>&NewLine;&NewLine;

Redação

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