Categories: Política

Lula: multilateralismo é único caminho para superar urgência climática

<p><&sol;p>&NewLine;<div>&NewLine;<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse&comma; nesta terça-feira &lpar;24&rpar;&comma; que os países são interdependentes na questão da mudança climática e que o planeta &OpenCurlyDoubleQuote;está farto” de acordos não cumpridos&period; Ao abrir o <a rel&equals;"nofollow noopener" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"https&colon;&sol;&sol;www&period;youtube&period;com&sol;watch&quest;v&equals;cI8ZH9Y6KgY">debate de chefes de Estado<&sol;a> da 79ª Assembleia Geral das Nações Unidas &lpar;ONU&rpar;&comma; em Nova York&comma; Lula afirmou que o Brasil não vai tolerar crimes ambientais e prometeu a fim do desmatamento ilegal até 2030&period;<img src&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;ebc&period;gif&quest;id&equals;1613504&amp&semi;o&equals;node" style&equals;"width&colon;1px&semi; height&colon;1px&semi; display&colon;inline&semi;"&sol;><&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;O planeta já não espera para cobrar da próxima geração e está farto de acordos climáticos não cumpridos&period; Está cansado de metas de redução de emissão de carbono negligenciadas e do auxílio financeiro aos países pobres que não chega&period; O negacionismo sucumbe ante as evidências do aquecimento global”&comma; disse&comma; citando tragédias como furacões no Caribe&comma; tufões na Ásia&comma; secas e inundações na África&comma; chuvas torrenciais na Europa&comma; além da tragédia das enchentes no Rio Grande do Sul&comma; no Brasil&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Ainda assim&comma; Lula acredita que o multilateralismo – que pressupõe igualdade soberana entre as nações – é o único caminho para superar a urgência climática&period; Para ele&comma; o Brasil desponta como &OpenCurlyDoubleQuote;celeiro de oportunidades neste mundo revolucionado pela transição energética”&comma; com iniciativas em energias limpas e alternativas&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;É hora de enfrentar o debate sobre o ritmo lento da descarbonização do planeta e trabalhar por uma economia menos dependente de combustíveis fósseis”&comma; afirmou&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Lula lembrou ainda que a Amazônia está atravessando a pior estiagem em 45 anos e que os incêndios florestais que alastraram pelo país já devoraram 5 milhões de hectares&comma; apenas no mês de agosto&period; &OpenCurlyDoubleQuote;O meu governo não terceiriza responsabilidades nem abdica da sua soberania”&comma; disse&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Além de enfrentar o desafio da crise climática&comma; lutamos contra quem lucra com a degradação ambiental&period; Não transigiremos com ilícitos ambientais&comma; com o garimpo ilegal e com o crime organizado&period; Reduzimos o desmatamento na Amazônia em 50&percnt; no último ano e vamos erradicá-lo até 2030”&comma; prometeu&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Para o presidente é preciso pensar em soluções para as florestas tropicais ouvindo os povos indígenas e comunidades tradicionais&comma; explorando o potencial da bioeconomia&period; O Brasil sediará a conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas&comma; a COP 30&comma; em 2025&comma; e&comma; segundo Lula&comma; ainda este ano o governo apresentará os compromissos do país nesse tema&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O discurso de Lula na ONU reflete os temas prioritários do Brasil no G20&colon; o combate às desigualdades e à fome&comma; o enfrentamento às mudanças climáticas e a reforma das instituições de governança global&period; Até novembro deste ano&comma; o país está na presidência do bloco que reúne 19 países e duas entidades regionais – União Europeia e União Africana&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Pobreza<&sol;h2>&NewLine;<p>Lula voltou a defender que a dívida externa dos países mais pobres precisa ser equacionada e que instituições de financiamento como o Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional &lpar;FMI&rpar; precisam de uma representação mais adequada dos países em desenvolvimento&period;  A presidência brasileira no G20 tem insistido na cooperação internacional para desenvolver padrões mínimos de tributação global&comma; como a taxação dos super-ricos&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;As condições para acesso a recursos financeiros seguem proibitivas para a maioria dos países de renda média e baixa&period; O fardo da dívida limita o espaço fiscal para investir em saúde e educação&comma; reduzir as desigualdades e enfrentar a mudança do clima&period; Países da África tomam empréstimo a taxas até 8 vezes maiores do que a Alemanha e 4 vezes maior que os Estados Unidos&period; É um Plano Marshall às avessas&comma; em que os mais pobres financiam os mais ricos”&comma; disse Lula&comma; citando o plano de ajuda econômica dos Estados Unidos para a reconstrução da Europa após a Segunda Guerra Mundial&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Enquanto os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ficam para trás&comma; as 150 maiores empresas do mundo obtiveram&comma; juntas&comma; lucro de 1&comma;8 trilhão de dólares nos últimos dois anos&period; A fortuna dos cinco principais bilionários mais que dobrou desde o início desta década&comma; ao passo que 60&percnt; da humanidade ficou mais pobre&period; Os super-ricos pagam proporcionalmente muito menos impostos do que a classe trabalhadora”&comma; acrescentou&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Para o presidente&comma; os dados sobre o estado da insegurança alimentar no mundo são estarrecedores&comma; com 9&percnt; da população mundial &lpar;733 milhões de pessoas&rpar; em subnutrição e o aumento da fome&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Pandemias&comma; conflitos armados&comma; eventos climáticos e subsídios agrícolas dos países ricos ampliam o alcance desse flagelo”&comma; disse&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Ele reafirmou que o combate à fome é uma escolha política dos governantes e que é preciso criar condições de acesso aos alimentos&period; No G20&comma; o Brasil também propõe uma Aliança Global contra a Fome e a Pobreza&comma; que será lançada oficialmente na cúpula de líderes&comma; no Rio de Janeiro&comma; em novembro&comma; mas que já está aberta a adesão de todos os países&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O presidente brasileiro também pediu um olhar especial para a América Latina&comma; onde&comma; segundo ele&comma; a combinação de baixo crescimento econômico e altos níveis de desigualdade resulta em &OpenCurlyDoubleQuote;efeitos nefastos sobre a paisagem política”&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Tragada por disputas&comma; muitas vezes alheias à região&comma; nossa vocação de cooperação e entendimento se fragiliza”&comma; disse&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Ainda nesta terça-feira&comma; Lula coordena o evento &&num;8220&semi;Em defesa da democracia&comma; combatendo os extremismos”&comma; em conjunto com o presidente espanhol Pedro Sanchez&period; A iniciativa busca o fortalecimento das instituições no combate à desigualdade&comma; à desinformação e ao radicalismo&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;A democracia precisa responder às legítimas aspirações dos que não aceitam mais a fome&comma; a desigualdade&comma; o desemprego e a violência&period; No mundo globalizado não faz sentido recorrer a falsos patriotas e isolacionistas&period; Tampouco há esperança no recurso a experiências ultraliberais que apenas agravam as dificuldades de um continente depauperado”&comma; lamentou&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;O futuro de nossa região passa&comma; sobretudo&comma; por construir um Estado sustentável&comma; eficiente&comma; inclusivo e que enfrenta todas as formas de discriminação&period; Que não se intimida ante indivíduos&comma; corporações ou plataformas digitais que se julgam acima da lei&period; A liberdade é a primeira vítima de um mundo sem regras&period; Elementos essenciais da soberania incluem o direito de legislar&comma; julgar disputas e fazer cumprir as regras dentro de seu território&comma; incluindo o ambiente digital”&comma; acrescentou&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Nesse sentido&comma; Lula propõe uma governança global para inteligência artificial&comma; para que seus benefícios sejam compartilhados e fortaleçam a diversidade cultural&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Vivenciamos a consolidação de assimetrias que levam a um verdadeiro oligopólio do saber&period; Avança a concentração sem precedentes nas mãos de um pequeno número de pessoas e de empresas&comma; sediadas em um número ainda menor de países&period; Interessa-nos uma inteligência artificial emancipadora &lbrack;&&num;8230&semi;&rsqb;&comma; que respeite os direitos humanos&comma; proteja dados pessoais e promova a integridade da informação&period; E&comma; sobretudo&comma; que seja ferramenta para a paz&comma; não para a guerra”&comma; disse&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Conflitos armados<&sol;h2>&NewLine;<p>Durante sua fala&comma; Lula ainda defendeu a reforma da ONU para fazer frete aos desafios atuais&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Vivemos momento de crescentes angústias&comma; frustrações&comma; tensões e medo&period; Testemunhamos alarmante escalada de disputas geopolíticas e de rivalidades estratégicas”&comma; disse&comma; citando o aumento dos gastos militares pelo nono ano consecutivo&comma; atingindo US&dollar; 2&comma;4 trilhões&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Esses recursos poderiam ter sido utilizados para combater a fome e enfrentar a mudança do clima&period; O que se vê é o aumento das capacidades bélicas&period; O uso da força&comma; sem amparo no Direito Internacional&comma; está se tornando a regra”&comma; lembrou&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Entre outros &OpenCurlyDoubleQuote;conflitos esquecidos”&comma; como no Sudão e no Iêmen&comma; o presidente brasileiro falou sobre as duas divergências com maior visibilidade e que&comma; para ele&comma; têm potencial de se tornarem confrontos generalizados&colon; a guerra da Rússia na Ucrânia e os conflitos no Oriente Médio&comma; em especial&comma; a crise humanitária na Faixa de Gaza e na Cisjordânia&comma; resultado da guerra entre o Hamas&comma; que controla Gaza&comma; e Israel&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Ao iniciar seu discurso&comma; Lula se dirigiu à delegação palestina&comma; que integrou pela primeira vez a abertura da sessão de debates na condição de membro observador&comma; e saudou o presidente da Autoridade Palestina&comma; Mahmmoud Abbas&comma; que administra parte da Cisjordânia ocupada por Israel&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;O que começou como ação terrorista de fanáticos contra civis israelenses inocentes&comma; tornou-se punição coletiva de todo o povo palestino&period; São mais de 40 mil vítimas fatais&comma; em sua maioria mulheres e crianças&period; O direito de defesa transformou-se no direito de vingança&comma; que impede um acordo para a liberação de reféns e adia o cessar-fogo”&comma; disse&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O presidente brasileiro também manifestou pesar sobre a falta de perspectiva de paz na Ucrânia&period; Ainda no âmbito da Assembleia Geral&comma; os representantes diplomáticos do Brasil devem divulgar aos demais países a proposta construída em conjunto com a China para promover o diálogo entre russos e ucranianos e colocar fim às hostilidades&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Já está claro que nenhuma das partes conseguirá atingir todos os seus objetivos pela via militar&period; O recurso a armamentos cada vez mais destrutivos traz à memória os tempos mais sombrios do confronto estéril da Guerra Fria&period; Criar condições para a retomada do diálogo direto entre as partes é crucial neste momento”&comma; disse&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Debate geral<&sol;h2>&NewLine;<p>A Assembleia Geral das Nações Unidas é um dos principais órgãos da ONU e reúne os 193 estados que fazem parte da organização&comma; com cada nação tendo o direito a um voto&period; Por tradição&comma; cabe ao governo brasileiro fazer o primeiro discurso do debate geral&comma; seguido do presidente dos Estados Unidos&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Este ano&comma; o tema do debate geral da Assembleia Geral da ONU é &OpenCurlyDoubleQuote;não deixar ninguém para trás&colon; agir em conjunto para o avanço da paz&comma; do desenvolvimento sustentável e da dignidade humana para as gerações presentes e futuras”&period; Nesta sessão de trabalho&comma; os chefes dos Estados-membros são convidados a discursar em uma oportunidade para apontar suas visões e preocupações diante do sistema multilateral&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Esta é a nona vez que o presidente Lula abre o debate geral dos chefes de Estado&period; Ao longo de seus dois mandatos anteriores&comma; ele participou do evento em todos os anos entre 2003 e 2009&period; Em 2010&comma; foi representado pelo então ministro das Relações Exteriores e atual assessor especial da Presidência&comma; Celso Amorim&period; No ano passado&comma; em seu terceiro mandato&comma; Lula também abriu a sessão de debates&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O presidente desembarcou em Nova York no sábado &lpar;21&rpar;&period; No domingo &lpar;22&rpar;&comma; discursou na Cúpula para o Futuro&comma; um evento paralelo à Assembleia Geral da ONU&period; Segundo ele&comma; o Pacto para o Futuro&comma; documento sobre cooperação assinado pelos líderes mundiais&comma; aponta uma direção a seguir&comma; mas falta &OpenCurlyDoubleQuote;ambição e ousadia” para que as Nações Unidas consigam cumprir seu papel&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Ontem &lpar;23&rpar;&comma; o presidente brasileiro participou de reuniões bilaterais&comma; com o chanceler da Alemanha&comma; Olaf Scholz&semi; com a presidente da Comissão Europeia&comma; Ursula von der Leyen&semi; e com o primeiro-ministro do Haiti&comma; Garry Conille&period;<&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada -->&NewLine; <&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;politica&sol;noticia&sol;2024-09&sol;lula-multilateralismo-e-unico-caminho-para-superar-urgencia-climatica">Fonte&colon; Clique aqui<&sol;a><&sol;p>&NewLine;&NewLine;

Redação

Recent Posts

Bloquinho da Saúde mobiliza população e reforça prevenção às ISTs e à tuberculose durante o Carnaval

A Prefeitura de Simões Filho, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou nesta quarta-feira…

22 minutos ago

Ministro celebra anúncio de R$ 5,7 bi para ampliar aeroportos no país

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, comemorou, nesta quarta-feira (11), o que…

51 minutos ago

Ministro celebra anúncio de R$ 5,7 bi para ampliar aeroportos no país

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, comemorou, nesta quarta-feira (11), o que…

51 minutos ago

Caso Master: vídeo mostra dinheiro jogado pela janela durante operação da PF

Além da quantia, os policiais apreenderam dois veículos de luxo e dois smartphones Reprodução Durante…

53 minutos ago

Inflação na porta de fábrica cai 4,53% em 2025; 2ª menor desde 2014

A chamada inflação na porta de fábrica terminou 2025 em -4,53%. Este é o segundo menor resultado…

1 hora ago

Câmara aprova redução de tributos para indústria química

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (10), o projeto de lei complementar que estabelece…

3 horas ago