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Lei Maria da Penha completa 19 anos nesta quinta-feira

<p><&sol;p>&NewLine;<p>Apesar dos esforços da legislação&comma; números do último &OpenCurlyQuote;Anuário de Segurança Pública’ expuseram um contraste doloroso diante do cenário de massacre de mulheres brasileiras no âmbito da violência doméstica<&sol;p>&NewLine;<div wp&lowbar;automatic&lowbar;>&NewLine;<div class&equals;"post&lowbar;image"><span class&equals;"image&lowbar;fonte">Pixabay&sol;Nino Carè<&sol;span><picture><source media&equals;"&lpar;max-width&colon; 799px&rpar;" srcset&equals;"https&colon;&sol;&sol;jpimg&period;com&period;br&sol;uploads&sol;2021&sol;08&sol;hand-1832921&lowbar;1280&period;jpg"><source media&equals;"&lpar;min-width&colon; 800px&rpar;" srcset&equals;"https&colon;&sol;&sol;jpimg&period;com&period;br&sol;uploads&sol;2021&sol;08&sol;hand-1832921&lowbar;1280&period;jpg"><&sol;source><&sol;source><&sol;picture><span class&equals;"image&lowbar;credits">Números da violência contra a mulher ainda indicam que esse grave problema está longe de acabar<br &sol;><&sol;span><&sol;div>&NewLine;<p><&quest;xml encoding&equals;"UTF-8"&quest;&quest;&quest;><&sol;p>&NewLine;<p>Os números do último Anuário de Segurança Pública&comma; divulgados no mês passado&comma; expuseram um contraste doloroso diante do cenário de massacre de mulheres brasileiras no âmbito da violência doméstica&period; Por um lado&comma; a quantidade de crimes não para de crescer&period; Por outro&comma; o país tem uma legislação considerada &OpenCurlyDoubleQuote;exemplar” para coibir e prevenir esses crimes&colon; a <strong>Lei Maria da Penha<&sol;strong>&comma; que completa 19 anos nesta quinta &lpar;7&rpar;&period; Tirar a lei do &OpenCurlyDoubleQuote;papel”&comma; no entanto&comma; ainda é um desafio&period; Segundo avaliam pesquisadoras ouvidas pela Agência Brasil&comma; a efetividade da legislação requer implementação de políticas públicas para que as ações concretas ocorram como o previsto&colon; com medidas integradas de prevenção à violência e um sistema especial de assistência à mulher&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Massacre<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>O cenário atual&comma; entretanto&comma; pode ser esmiuçado com os números do último anuário de segurança&colon; são quatro <strong>feminicídios <&sol;strong>e mais de 10 tentativas de assassinato a cada dia&period; Em 80&percnt; dos casos&comma; o agressor era companheiro ou ex-parceiro da vítima&period; Ao menos 121 das mortes nos últimos dois anos ocorreram quando a vítima estava sob medida protetiva de urgência&period; Essa informação&comma; divulgada pela primeira vez em um anuário&comma; é um dos dados considerados mais simbólicos da dificuldade do poder público de evitar novas mortes&period; Aliás&comma; das 555 mil medidas protetivas concedidas no ano passado &lpar;que foram 88&percnt; das solicitadas&rpar;&comma; pelo menos 101&period;656 foram descumpridas pelos agressores&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Medidas protetivas<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Pesquisadora em direito e sociologia&comma; Isabella Matosinhos&comma; do Fórum Brasileiro de Segurança Pública&comma; acredita que as medidas protetivas de urgência&comma; garantidas pela &OpenCurlyDoubleQuote;avançada” Lei Maria da Penha&comma; permitem uma aplicação rápida e podem ser capazes de salvar vidas&period; O principal instrumento que a lei Maria da Penha traz&comma; no entanto&comma; não tem se mostrado eficaz&comma; na opinião de Isabella&period; &OpenCurlyDoubleQuote;As políticas públicas precisam passar a olhar para os casos em que ela é infringida&comma; em que não dá conta de prevenir uma situação de violência e proteger uma mulher&period; Esse é o desafio&colon; olhar para os casos em que a medida protetiva é ineficaz&period;”<&sol;p>&NewLine;<p>A <strong>medida protetiva <&sol;strong>de urgência é um mecanismo previsto na Lei Maria da Penha desde 2006&period; Em 2019&comma; sofreu alteração para permitir que a autoridade policial concedesse essas medidas&period; Até então&comma; era somente o Judiciário que poderia fazer a concessão&period; A pesquisadora contextualiza ainda que os dados sobre descumprimento e morte de mulheres quando deveriam estar protegidas podem estar subnotificados&comma; uma vez que nem todos os estados enviam as informações&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Por isso&comma; a lei sozinha não consegue mudar o cenário&period; No ano passado&comma; o Brasil registrou&comma; pelo menos duas&comma; ligações por minuto relacionadas à violência doméstica&period; O atendimento em rede&comma; conforme prevê a lei&comma; garantiria acolhimento de múltiplos setores para a mulher&comma; tais como os serviços de saúde e assistência social&comma; além da questão da segurança pública&period; &OpenCurlyDoubleQuote;É muito difícil que exista o funcionamento integrado dessas redes”&comma; diz Isabella Matosinhos&period; Ela acrescenta que um dos papéis das polícias seria manter com mais rigor a fiscalização cotidiana dos agressores para evitar que se aproximem das mulheres&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Atuação em rede<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Pesquisadora do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública&comma; da Universidade Federal de Minas Gerais &lpar;UFMG&rpar;&comma; a professora Amanda Lagreca&comma; que também atuou no anuário de segurança pública&comma; considera que as políticas públicas têm que ser realizadas e implementadas considerando à complexidade que envolve a realidade de mulheres brasileiras&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Isso importa porque as instituições devem implementar de fato essa lei&period; O poder público precisa pensar como a assistência social&comma; a polícia e o próprio sistema de justiça criminal estão implementando a legislação”&comma; salienta a Amanda&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Segundo avaliam as pesquisadoras&comma; nas capitais essa estratégia funcionaria melhor para os serviços&period; Mas&comma; no interior&comma; os desafios são maiores&colon; &OpenCurlyDoubleQuote;É preciso que haja investimento do estado&comma; dos municípios&comma; para que essa rede se sustente”&comma; diz Isabella&period; Ambas ressaltam que a violência contra a mulher atinge vítimas de todas as classes sociais e regiões&period; No entanto&comma; elas apontam que&comma; conforme o próprio anuário de segurança pública&comma; 63&comma;6&percnt; das vítimas eram mulheres negras&comma; e 70&comma;5&percnt; entre 18 e 44 anos&period; &OpenCurlyDoubleQuote;A maioria delas são mortas dentro de casa por homens&period; Mulheres jovens e negras acabam sendo as principais atingidas”&comma; afirma Isabella&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Mudança de consciência<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>As pesquisadoras argumentam que a Lei Maria da Penha promove um olhar completo para prevenção por intermédio de medidas protetivas possíveis&comma; que vão desde a restrição de contato com a vítima&comma; e pode contemplar também a participação do agressor em grupos reflexivos&period; &OpenCurlyDoubleQuote;É algo muito importante no sentido educativo&period; Mas a gente também tem visto uma tendência na legislação de &OpenCurlyQuote;enfrentar’ o problema com aumento das penas&period; No entanto&comma; a gente precisa avançar mais em políticas públicas”&comma; adverte a pesquisadora da UFMG&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Amanda Lagreca reconhece o fato de que a Lei Maria da Penha nasceu de demandas da sociedade civil e é um marco ao enquadrar a violência contra a mulher como uma violação de direitos humanos&period; Hoje uma luta da sociedade e do poder público é ocupar espaços de influência&comma; como as escolas&comma; e outros ambientes educativos para ensinar aos meninos ou rapazes que a sociedade não tolera violência contra a mulher&period; &OpenCurlyDoubleQuote;É uma lei&comma; fruto de uma luta&comma; que tem quase duas décadas e foi reconhecida&comma; inclusive pela ONU&comma; como uma das mais importantes do mundo e um modelo a ser seguido no combate à violência contra as mulheres”&comma; diz Amanda Lagreca&period; Um dos avanços de atualização da lei foi considerar a violência psicológica como uma forma de agressão&period;<&sol;p>&NewLine;<div class&equals;"cta-model cta-model2" name&equals;"model2">&NewLine;<div class&equals;"cta-container-general">&NewLine;<div class&equals;"cta-container-model2" wp&lowbar;automatic&lowbar;>&NewLine;<div class&equals;"container-image-text" wp&lowbar;automatic&lowbar;>&NewLine;<div class&equals;"container-img"><&sol;div>&NewLine;<p>&NewLine; <span id&equals;"cta-text" editable&equals;"true" name&equals;"Conteúdo&colon;">Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp&excl;<&sol;span>&NewLine; <&sol;p>&NewLine;<&sol;p><&sol;div>&NewLine;<&sol;p><&sol;div>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p><strong>Serviço<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Para solicitar a medida protetiva&comma; é necessário que haja um histórico de violência&period; Prevenir as primeiras violências envolve uma mudança cultural&period; As pesquisadoras consideram que a lei surgiu em um momento importante da história do Brasil&comma; com o avanço dos direitos das mulheres&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Esse agravamento da violência de gênero é o grande gargalo da democracia brasileira&comma; no que diz respeito às mulheres&period; Elas morrem por serem mulheres&period; A utilização da Lei Maria da Penha continuará sendo um instrumento de combate”&comma; conclui Amanda&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&ast;<em>Com informações de Valéria Luizette e Agência Brasil <&sol;em><&sol;p>&NewLine;<p>&ast;<em>Reportagem produzida com auxílio de IA<&sol;em><&sol;p>&NewLine;<&sol;p><&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;jovempan&period;com&period;br&sol;programas&sol;jornal-da-manha&sol;lei-maria-da-penha-completa-19-anos-nesta-quinta-feira&period;html">Fonte&colon; Clique aqui<&sol;a><&sol;p>&NewLine;&NewLine;

Redação

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