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<p>Além de enganar o <strong>Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP)</strong> e até mesmo alegar ser descendente de nobres britânicos, <strong>o juiz aposentado José Eduardo Franco dos Reis, que durante mais de 40 anos se apresentou com o nome falso de Edward Albert Lancelot Dodd Canterbury Caterham Wickfield</strong>, enganou também a faculdade de direito mais concorrida do Brasil.</p>
<p>José Eduardo cursou Direito na <strong>Universidade de São Paulo (USP)</strong>, localizada no Largo São Francisco, no centro de São Paulo, na década de 1980. A faculdade é uma das instituições de ensino superior mais prestigiadas e com um dos processos seletivos mais concorridos da América Latina.</p>
<p><strong>Juiz que mentiu identidade por 40 anos usou nome que nunca existiu</strong></p>
<p>Para ingressar em cursos de graduação como o de Direito na USP, os candidatos precisam ser aprovados no <strong>vestibular da Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest)</strong>. O “Manual de Informações Fuvest 1986” detalha os procedimentos e requisitos para a seleção daquele ano, que provavelmente eram semelhantes aos exigidos na época em que José Eduardo iniciou seus estudos.</p>
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<h2 class="read-too__title'>;Leia Mais<;/h2>; <;ul class=" read-too__list=""> </h2>
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<h3 class="read-too__post-title">Juiz que usava nome falso julgou ações envolvendo Gentili e Felipão; veja</h3>
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<h3 class="read-too__post-title">Em sentença, juiz que usava nome falso citou &#8220;facilidade&#8221; ao fraudar RG</h3>
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<h3 class="read-too__post-title">Em 95, juiz que usava nome falso disse ser descendente de nobres britânicos</h3>
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<h2>Manual e posicionamento da USP</h2>
<p>O <strong>Concurso Vestibular da Fuvest</strong> era realizado em <strong>duas fases</strong>. A <strong>primeira fase</strong> consistia em uma <strong>prova de conhecimentos gerais</strong>, com questões de diversas disciplinas do ensino médio, como Português, Matemática, Física, Química, Biologia, História e Geografia. Esta etapa tinha caráter eliminatório.</p>
<p>Os candidatos aprovados na primeira fase eram convocados para a <strong>segunda fase</strong>, que compreendia <strong>provas discursivas</strong> de matérias específicas, dependendo da área do curso escolhido. Para os candidatos ao curso de Direito, eram exigidas provas de Português e outras disciplinas da área de Humanidades.</p>
<p>O manual também indicava a necessidade de apresentar <strong>documento de identidade</strong> no ato da inscrição e durante a realização das provas. Entre os documentos colhidos após a aprovação do curso estão o <span class="bold ng-star-inserted" data-start-index="272">Certificado de conclusão do ensino de 2º grau</span><span class="ng-star-inserted" data-start-index="317"> ou equivalente (duas vias) e o <span class="bold ng-star-inserted" data-start-index="345">Histórico escolar do curso de 2º grau</span> ou equivalente (duas vias). </span></p>
<p>A <strong>USP</strong>, por meio de sua assessoria, informou à <strong>CNN</strong> que “uma vez que ele tenha apresentado os documentos, a matrícula é aceita” e que “neste caso, entendemos que o documento dele não era falsificado, pois havia sido emitido pela autoridade competente”. A <strong>Faculdade de Direito da USP</strong>, por sua vez, optou por não se posicionar sobre o caso.</p>
<h2>Relembre o caso</h2>
<p>A descoberta da farsa de José Eduardo – ou Edward Albert Lancelot Dodd Canterbury Caterham Wickfield – ocorreu em outubro de 2024, quando ele tentou obter uma segunda via da carteira de identidade com o nome falso no Poupatempo da Sé. A comparação das impressões digitais revelou a duplicidade de identidades.</p>
<p>As investigações apontaram ainda que ele possuía dupla inscrição eleitoral e no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), além de ter utilizado um passaporte com o nome falso para deixar o país.</p>
<p><strong>Juiz utilizava duas identidades e obteve vários documentos; entenda</strong></p>
<p>O <strong>TJ-SP suspendeu o pagamento da aposentadoria do magistrado</strong>, e o Ministério Público de São Paulo (MPSP) o denunciou por uso de documento falso e falsidade ideológica. O caso segue em segredo de justiça. A motivação por trás da elaborada fraude que durou mais de quatro décadas ainda é desconhecida.</p>
<p><strong>Juiz que usava nome falso foi coordenador da Escola do Tribunal de Justiça de São Paulo</strong></p>
<p>A <strong>CNN</strong> tenta contato com a defesa de José Eduardo.</p>
<h2>Como o juiz que usava nome falso em SP foi descoberto</h2>
<p>Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo – que foi aceita pela Justiça na semana passada – José Eduardo foi ao Poupatempo da Sé, na região central da capital paulista, para obter a segunda via do documento.</p>
<p><strong>Saiba como juiz teve identidade revelada por órgão em São Paulo</strong></p>
<p>A denúncia informa que “mais uma vez falsamente firmou a Ficha de Identificação do Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD) como Edward Albert Lancelot Dodd Canterbury Caterham Wickfield”. Para isso, ele teria apresentado uma certidão de nascimento falsificada.</p>
<p>Porém, quando foram colhidas as impressões digitais do “fictício Edward Albert Lancelot Dodd Canterbury Caterham Wickfield”, foi constado que as mesmas batiam com as de José Eduardo Franco dos Reis.</p>
<p>Diante da inconsistência entre os dados, foi instaurado um inquérito preliminar na Delegacia de Polícia de Combate a Crimes de Fraude Documental e Biometria, “na qual se comprovou que, além da duplicidade de registro geral ocasionada pela criação da pessoa fictícia Edward Albert Lancelot Dodd Canterbury Caterham Wickfield, o denunciado José Eduardo Franco dos Reis também obteve dupla inscrição eleitoral e dupla inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas [CPF] da Receita Federal do Brasil, além de passaporte por ele utilizado para deixar o território nacional depois de descoberta fraude“.</p>
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<p><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/sp/juiz-de-nome-falso-fez-curso-de-direito-mais-concorrido-do-pais-saiba-como/">Fonte: Clique aqui</a></p>


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