Jerônimo defende educação e políticas públicas para combater violência contra mulheres na bahia

O governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT) colocou o fortalecimento das políticas públicas e a educação como pilares para o enfrentamento da violência contra as mulheres na Bahia. A declaração foi feita neste domingo (9), durante o debate promovido pela Band Bahia, o primeiro confronto entre os candidatos ao governo do Estado.

Ao responder a uma pergunta sobre violência contra a mulher, Jerônimo defendeu que a prevenção comece ainda na infância, com ações educativas voltadas à construção de uma cultura de respeito. Entre as iniciativas citadas pelo candidato está o programa “Oxe, Me Respeite!”, desenvolvido na rede estadual de ensino.

A Secretaria de Políticas para as Mulheres da Bahia mantém materiais específicos do programa voltados às escolas, além de ações de enfrentamento à violência e promoção dos direitos das mulheres.

Durante a resposta, Jerônimo também fez referência à própria trajetória familiar e afirmou que a convivência com a mãe e cinco irmãs influenciou sua visão sobre o respeito às mulheres.

O governador destacou ainda a estrutura estadual criada para atender vítimas de violência e citou a Secretaria de Políticas para as Mulheres como parte dessa estratégia. A pasta foi criada pela Lei Estadual nº 12.212, de 2011, e atua em áreas como prevenção e enfrentamento à violência de gênero.

Outro ponto mencionado foi a Ronda Maria da Penha, serviço especializado de proteção a mulheres em situação de violência doméstica. A iniciativa integra atualmente a rede estadual de enfrentamento à violência contra a mulher.

Jerônimo afirmou que, em um eventual segundo mandato, pretende ampliar a atuação das políticas destinadas às mulheres em parceria com os municípios baianos. A estratégia apresentada durante o debate envolve ações articuladas entre segurança pública, educação e assistência social.

Para o candidato, a prevenção precisa caminhar junto com a proteção das vítimas. Segundo ele, trabalhar a questão desde a escola pode contribuir para modificar comportamentos e reduzir a reprodução de uma cultura de violência contra as mulheres.

“A mudança cultural começa cedo”, afirmou Jerônimo, ao defender ações voltadas a meninos e meninas desde os primeiros anos de formação.

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