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Ibama pede à Petrobras mais dados para perfurar na Foz do Amazonas

&NewLine;<&excl;-- WP QUADS Content Ad Plugin v&period; 3&period;0&period;2 -->&NewLine;<div class&equals;"quads-location quads-ad1" id&equals;"quads-ad1" style&equals;"float&colon;none&semi;margin&colon;0px&semi;">&NewLine;&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p><&sol;p>&NewLine;<div>&NewLine;<p>O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis &lpar;Ibama&rpar; solicitou novamente à Petrobras novos esclarecimentos em relação ao processo de licenciamento ambiental para a concessão de autorização para perfuração de poços em busca de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas&period; O pedido foi encaminhado nesta terça-feira &lpar;29&rpar;&comma; após o último detalhamento do Plano de Proteção à Fauna apresentado pela estatal petrolífera no início de agosto&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Nessa etapa&comma; o órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima reconheceu avanços na entrega da documentação no que diz respeito à redução de tempo de resposta no atendimento à fauna em caso de vazamento de petróleo na região&comma; mas considerou necessários mais detalhamentos sobre &OpenCurlyDoubleQuote;adequação integral do plano ao Manual de Boas Práticas de Manejo de Fauna Atingida por Óleo&comma; como a presença de veterinários nas embarcações e quantitativo de helicópteros para atendimento de emergências”&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Localização<&sol;h2>&NewLine;<p>A Bacia da Foz do Amazonas ocupa uma faixa no território marítimo que se estende entre a fronteira do Amapá com a Guiana Francesa até onde a Baía do Marajó divide o arquipélago da costa paraense&period; Na região está o bloco exploratório de petróleo e gás natural FZA-M-59&comma; centro da polêmica entre a Petrobras e o Ibama&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O bloco é parte da chamada Margem Equatorial&comma; que comporta mais cinco bacias sedimentares&colon; Pará-Maranhão&comma; Barreirinhas&comma; Ceará e Potiguar&period; Por meio de avaliações com métodos indiretos como levantamento sísmico&comma; sem que haja perfuração&comma; foram identificados pela Agência Nacional de Petróleo&comma; Gás Natural e Biocombustíveis &lpar;ANP&rpar; de 41 blocos com potencial de exploração&comma; sendo que atualmente 34 estão sob concessão&comma; e nove para exploração na Foz do Amazonas&comma; sem descobertas em avaliação&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Contratos <&sol;h2>&NewLine;<p>No Brasil&comma; os contratos de concessão para petróleo e gás natural são divididos em duas fases&colon; a exploratória&comma; para identificação e avaliação da comercialidade&comma; e a de produção&comma; para desenvolvimento e consolidação de um campo produtivo&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Em janeiro&comma; o primeiro poço para pesquisa exploratória na Margem Equatorial foi perfurado na Bacia Potiguar&comma; e logo foi anunciado a presença de hidrocarboneto no Poço Pitu Oeste&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Uma segunda perfuração teve início em fevereiro para estudo complementar e&comma; em abril&comma; o poço exploratório Anhangá&comma; na mesma bacia&comma; identificou acumulação de petróleo em uma profundidade de 2&period;196 metros&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Do total de concessões&comma; atualmente 11 já operam na fase de produção&comma; todos na Bacia Potiguar&comma; sendo que cinco com uma pequena produção e os outros seis estão em processo de devolução&comma; que ocorre quando não há descobertas significativas&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Histórico<&sol;h2>&NewLine;<p>Desde a década de 80&comma; toda a Margem Equatorial brasileira passou por pesquisas para descobertas de novas reservas&comma; com o objetivo de aumentar a produção nacional de fontes energéticas fósseis&period; <&sol;p>&NewLine;<p>De acordo com a Petrobras&comma; em toda a extensão que se prolonga até a Bacia Potiguar&comma; no Rio Grande do Norte&comma; já foram perfurados 700 poços em águas rasas&comma; a maior parte antes da existência da ANP&period; Muitos desses poços exploratórios foram abandonados por acidente mecânico&period; A última perfuração de poço exploratório ocorreu em 2015&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Foi nesse mesmo ano&comma; que a descoberta de grandes volumes de petróleo na Bacia Guiana Suriname despertou o interesse de investidores em avançar nas investigações das bacias sedimentares análogas às que renderam 11 bilhões de barris de petróleo à reserva do país vizinho de língua inglesa&period; Mas segundo a ANP&comma; &OpenCurlyDoubleQuote;estas oportunidades ainda não foram testadas por poços”&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Em maio de 2023&comma; um pedido da Petrobras para Atividade de Perfuração Marítima no bloco FZA-M-59 já havia tido a licença negada&comma; por meio de um parecer técnico da Diretoria de Licenciamento Ambiental do Ibama&period; Mas o debate sobre a viabilidade da proposta foi intensificado com a nomeação da nova presidente da estatal&comma; Magda Chambriard e posterior declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em defesa da exploração na Bacia da Foz do Amazonas do bloco FZA-M-59&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O Plano Estratégico da Petrobras para o período de 2024 a 2028 prevê investimentos de US&dollar; 3&comma;1 bilhões e a perfuração de 16 poços em toda a extensão da Margem Equatorial&period; Entre os focos está o bloco FZA-M-59&comma; que além de ter características similares é o mais próximo&comma; em território brasileiro&comma; da Bacia Guiana Suriname&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Riscos<&sol;h2>&NewLine;<p>Assim como os acidentes ocorridos na década de 80&comma; que inviabilizaram os poços na região&comma; o histórico de problemas ambientais causados pela Petrobras também chama a atenção&period; Um exemplo foi o que aconteceu na Baía de Guanabara em 2000&comma; quando o rompimento de um duto da Refinaria Duque de Caxias &lpar;Reduc&rpar; provocou o vazamento de mais de 1 milhão de litros de óleo&comma; atingindo fauna e flora da região e afetando diretamente o modo de subsistência das comunidades da região&period; <&sol;p>&NewLine;<p>De acordo com o Ibama&comma; em caso de acidente no bloco FZA-M-59&comma; o tempo mínimo de deslocamento da embarcação rápida entre a locação do poço e o porto de Belém&comma; a 830 quilômetros de distância&comma; onde a Petrobras mantém estrutura de remediação&comma; é estimado entre 22 horas e 31 horas&period; <&sol;p>&NewLine;<p>Os cálculos são de relatório apresentado em 2023 pelo Ibama&comma; que aponta que a média para embarcações tradicionais transitarem entre os dois pontos é de 43 horas de deslocamento&comma; tempo que extrapola bastante as 10 horas necessárias para que o petróleo fosse além das águas jurisdicionais brasileiras&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O documento também relata as diferenças das correntes na comparação entre as zonas de exploração&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Outro fator importante relacionado à hidrodinâmica da margem equatorial se refere às correntes de subsuperfície&comma; que&comma; a partir de 201 metros de profundidade&comma; começam a apresentar fluxo contrário às correntes de superfície&comma; com maior ocorrência variando na faixa de velocidade entre 0&comma;39 nós e 0&comma;77 nós&period; As correntes de subsuperfície&comma; normalmente&comma; apresentam velocidades inferiores às de superfície&comma; porém&comma; no caso da margem equatorial&comma; tais velocidades são comparáveis àquelas da superfície da região sudeste”&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Mudança climática<&sol;h2>&NewLine;<p>Uma pesquisa publicada na revista <em>Science<&sol;em>&comma; uma das mais importantes publicações científicas&comma; reúne uma base de dados que justifica porque não é mais necessária a busca por novas fontes de combustível fóssil&period; <a rel&equals;"nofollow noopener" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"https&colon;&sol;&sol;www&period;science&period;org&sol;stoken&sol;author-tokens&sol;ST-1888&sol;full">O artigo <em>No new fossil fuel projects&colon; The norm we need<&sol;em><&sol;a> defende que os argumentos para novos projetos petrolíferos pressupõem que os governos não cumprirão os seus objetivos climáticos comuns&comma; inviabilizando cenários representativos de limitar o aquecimento global em 1&comma;5°C&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O estudo partiu da conclusão apresentada pela Agência Internacional de Energia &lpar;AIE&rpar; de que para um cenário de Emissões Líquidas Zero até 2050&comma; não são necessários novos projetos de extração de combustíveis fósseis&period; Os pesquisadores analisaram as possíveis combinações de dados da capacidade de extração de petróleo e gás existente com a dos novos projetos propostos&comma; e foi além&comma; complementando com a análise de segmentos consumidores e os dados sobre geração de energia a carvão e gás&period;<&sol;p>&NewLine;<p>No Brasil&comma; a rede de organizações da sociedade civil Observatório do Clima&comma; também realizou um estudo que mostra que não há necessidade de expansão de fontes fósseis para que o país atinja uma transição energética de acordo com os compromissos internacionais assumidos para o enfrentamento da crise climática&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Somados aos riscos&comma; a Petrobras tem atualmente reservas comprovadas a serem exploradas&comma; como na região do Pré-Sal&comma; que garantem a exploração até que a transição energética aconteça&period; De acordo com o Boletim Anual de Recursos e Reservas &lpar;BAR&rpar; de 2023&comma; o país tem 15&comma;894 bilhões de barris de petróleo de reservas provadas&period;<&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada -->&NewLine; <&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;economia&sol;noticia&sol;2024-10&sol;ibama-pede-petrobras-mais-dados-para-perfurar-na-foz-do-amazonas">Fonte&colon; 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Redação

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