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<p><strong>O governo dos Estados Unidos (EUA) de Donald Trump voltou a interferir em assuntos internos do Brasil após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decretar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro por ele descumprir as medidas cautelares determinadas pelo Judiciário</strong>.</p>
<p>Pelas redes sociais, o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental, órgão do Departamento de Estados dos EUA, ameaçou quem colaborar com o trabalho do ministro do STF.</p>
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<p>“Deixem Bolsonaro falar! Os Estados Unidos condenam a ordem de Moraes que impôs prisão domiciliar a Bolsonaro e responsabilizarão todos aqueles que colaborarem ou facilitarem condutas sancionadas”, afirmou o <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://x.com/WHAAsstSecty/status/1952536155276099903" target="_blank">Escritório ligado ao governo Trump</a>. </p>
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<p>Nesta terça-feira (5), o perfil do governo norte-americano voltou a comentar o caso publicando uma postagem do funcionário do Departamento de Estado, Cristopher Landau.</p>
<p>“Os impulsos orwellianos [em referência ao autor inglês George Orwell, que escreveu o livro <em>1984</em>, que retrata uma ditadura totalitária] desenfreados do Ministro estão arrastando sua Corte e seu país para o território desconhecido de uma ditadura judicial”, afirmou secretário-adjunto da instituição.</p>
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<p><!--copyright=428905-->Brasília (DF), 26/06/2025 &#8211; O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, classificou como &#8220;inaceitável&#8221; posicionamento do governo dos EUA. Foto-arquivo: Lula Marques/Agência Brasil &#8211; <strong>Lula Marques/Agência Brasil</strong><!--END copyright=428905--></p>
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<p><strong>A manifestação do governo dos EUA foi tida como “inaceitável” pelo líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). Para ele, o Escritório ultrapassou todos os limites ao atacar o STF e Moraes.</strong></p>
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<p>“O Brasil não será protetorado de luxo nem neocolônia da extrema direita internacional. A independência conquistada em 1822 não será revogada por pressão estrangeira nem por sanções ideológicas articuladas por Eduardo Bolsonaro e seus aliados no exterior”, <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://x.com/lindberghfarias" target="_blank">afirmou em uma rede social</a>. </p>
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<h2>Entenda</h2>
<p>O ex-presidente Jair Bolsonaro é investigado no inquérito que apura a atuação dele e do filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), junto ao governo dos EUA, para promover medidas de retaliação aos ministros do STF em função da acusação que Bolsonaro enfrenta no Supremo de liderar a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.</p>
<p>Segundo a denúncia, o ex-presidente pressionou os comandantes militares para suspender o processo eleitoral em que perdeu para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A polícia ainda apreendeu planos para assassinar e prender autoridades públicas. Bolsonaro nega as acusações.</p>
<p>Diante do julgamento, o filho Eduardo se licenciou do cargo e foi aos Estados Unidos, passando a defender sanções contra ministros do STF e ações contra o Brasil. Diante disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a abertura de nova investigação para apurar tentativa de obstrução do processo penal.</p>
<p>Com as sanções dos EUA contra Moraes pela sua atuação na ação penal da tentativa de golpe, o Supremo determinou medidas cautelares contra Bolsonaro, entre elas, a restrição do uso das redes sociais.</p>
<p>Após o ex-presidente descumprir a decisão do STF nesse domingo (3) ao se manifestar por meio do perfil do filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ministro Moraes determinou a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.</p>
<p><strong>&#8220;A Justiça não permitirá que um réu a faça de tola, achando que ficará impune por ter poder político e econômico A Justiça é igual para todos. O réu que descumpre deliberadamente as medidas cautelares &#8211; pela segunda vez- deve sofrer as consequências legais&#8221;, afirmou o magistrado na decisão.</strong> </p>
<p>A defesa de Bolsonaro alegou que foi surpreendida pela decisão de prisão domiciliar, prometeu recorrer e sustentou que Bolsonaro não descumpriu qualquer decisão da Corte.</p>
<p>&#8220;A frase &#8216;Boa tarde, Copacabana. Boa tarde meu Brasil. Um abraço a todos. É pela nossa liberdade. Estamos juntos&#8217; não pode ser compreendida como descumprimento de medida cautelar, nem como ato criminoso”, alegam os advogados.</p>
<p>O vídeo da frase citada pela defesa foi divulgado por Flávio Bolsonaro aos manifestantes reunidos nesse domingo (3) no Rio, em ato contra o julgamento no STF e a favor do presidente Donald Trump. </p>
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<p><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2025-08/governo-dos-eua-usa-redes-sociais-para-reagir-prisao-de-bolsonaro">Fonte: Clique aqui</a></p>


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