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Governo aciona PF após ameaça do Comando Vermelho a subestação de energia no Pará

O governo federal determinou que a Polícia Federal investigue supostas ameaças de ataque do Comando Vermelho (CV) à Subestação Belém-Marituba, no Pará — uma das principais estruturas do sistema elétrico que abastece a capital paraense. O caso ocorre em meio aos preparativos para a Conferência do Clima das Nações Unidas (COP30), marcada para acontecer em Belém em 2025, com a presença de líderes de mais de 150 países.

De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a denúncia foi encaminhada à Polícia Federal, à Agência Brasileira de Inteligência (Abin), ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI) e às forças de segurança do estado. A Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), ligada à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), coordena a apuração.

As informações teriam partido da empresa Verene Energia S.A., responsável pela gestão da Subestação Belém-Marituba, que relatou atos de coação e ameaças feitas por um indivíduo que se apresentou como membro do Comando Vermelho. Segundo o relato, o suspeito exigiu a suspensão imediata da obra de expansão da subestação e a paralisação das operações a partir das 15h de cada dia, sob risco de ataques.

A instalação é classificada como infraestrutura crítica do Sistema Interligado Nacional (SIN), responsável pela geração e transmissão de energia em grande parte do país — o que aumenta a gravidade do caso.

Apesar das ameaças, a Secretaria de Segurança Pública do Pará informou que as obras seguem normalmente e que a Polícia Militar intensificou as rondas no entorno da subestação. A Polícia Civil também abriu inquérito para investigar a origem das ameaças e identificar os responsáveis.

Nos bastidores, o episódio acendeu o alerta nas áreas de segurança e energia do governo federal, que já tratam a proteção de infraestruturas estratégicas como prioridade, especialmente diante da proximidade da COP30. O evento colocará Belém sob os holofotes internacionais e exigirá um esquema de segurança reforçado, com integração entre forças estaduais e federais.

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