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Golpismo do 8/1 pede reforma nas Forças Armadas, avaliam especialistas

<p><&sol;p>&NewLine;<div>&NewLine;<p><strong>A falta de responsabilização e punição pelos crimes da ditadura militar brasileira &lpar;1964-1985&rpar;&comma; além de outras tentativas de golpe de Estado ao longo da história do país&comma; incentivou o movimento golpista que culminou no 8 de janeiro de 2023&comma; avaliam especialistas consultados pela Agência Brasil&period; Por isso&comma; a reforma das Forças Armadas seria uma necessidade do país&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Para esses cientistas sociais&comma; o entendimento dos militares de que eles devem definir o destino do país&comma; à revelia das escolhas populares e tutelando a sociedade civil&comma; serviu de base para os movimentos golpistas tanto em 1964 quanto o após a eleição de 2022&period;<&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;A ligação entre os dois momentos históricos se dá pela ausência de prestação de contas&period; Isso não só acaba por legitimar&comma; mas como autoriza e incentiva que esses militares voltem a conspirar contra o regime democrático”&comma; avalia o cientista político Rodrigo Lentz&comma; que estuda o pensamento político do militar brasileiro&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<p><strong>A professora de história do Brasil da Universidade Federal de Uberlândia &lpar;UFU&rpar; Carla Teixeira disse à Agência Brasil que a persistência da tutela militar sobre a sociedade civil exige uma reforma das Forças Armadas&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;É chocante que aconteça tantas vezes e a gente não consiga&comma; no âmbito da sociedade civil&comma; o que inclui o Congresso Nacional&comma; além do Judiciário e até do Executivo&comma; propor uma reforma para que as Forças Armadas sirvam ao Brasil e não coloquem o país o serviço dos seus interesses corporativos&comma; como é hoje”&comma; analisou&period;<&sol;p>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-grande&lowbar;6colunas type-image atom-align-left">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;332306&colon;grande&lowbar;6colunas &lbrace;"additionalClasses"&colon;""&rcub; --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- END scald&equals;332306 --><&sol;div>&NewLine;<p><h6 class&equals;"meta"><&excl;--copyright&equals;332306-->Cientista político Rodrigo Lentz estuda o pensamento político do militar brasileiro &&num;8211&semi; <strong>Rodrigo Lentz&sol;Arquivo pessoal<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;332306--><&sol;h6>&NewLine;<&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p><strong>Para Rodrigo Lentz&comma; faltam reformas na estrutura da organização militar&comma; que foi aumentando seu poder político até 1964&comma; quando consolidou esse poder&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;A partir de 1988&comma; com a nova Constituição democrática&comma; esse poder não foi desmantelado&comma; a instituição não foi democratizada&period; As mesmas estruturas seguiram de pé e&comma; por isso&comma; permitiram essa politização da caserna e a militarização da política&comma; levando a uma nova tentativa de golpe contra a democracia”&comma; avaliou&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Julgamento no STF<&sol;h2>&NewLine;<p>O julgamento no Supremo Tribunal Federal &lpar;STF&rpar; que tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro réu por tentativa de golpe de Estado&comma; junto com outros sete aliados&comma; sendo cinco militares&comma; é um marco na história do país&period; Porém&comma; para Carla Teixeira&comma; trata-se de um recuo das Forças Armadas para se manterem sem reformas&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;É a primeira vez que militares são julgados em tribunais civis na história da República no Brasil&period; Isso é muito importante&period; Mas vejo esse julgamento como um recuo tático das Forças Armadas no jogo político&period; Elas entregam os anéis&comma; ou seja&comma; os oficiais envolvidos com essa tentativa de golpe do Bolsonaro&comma; para manter os dedos&comma; que seria o lugar político e institucional das Forças Armadas”&comma; comentou Carla Teixeira&period;<&sol;p>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-grande&lowbar;6colunas type-image atom-align-right">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;315077&colon;grande&lowbar;6colunas &lbrace;"additionalClasses"&colon;""&rcub; --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- END scald&equals;315077 --><&sol;div>&NewLine;<p><h6 class&equals;"meta">Atos golpistas de 8 de janeiro de 2023  &&num;8211&semi; <strong>Joédson Alves&sol;Agencia Brasil<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;315077--><&sol;h6>&NewLine;<&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<h2>Desorganização da direita<&sol;h2>&NewLine;<p>Para Carla Teixeira&comma; também doutora em história pela Universidade Federal de Minas Gerais &lpar;UFMG&rpar;&comma; dessa vez os golpistas estão sendo julgados porque Bolsonaro desorganizou o campo da direita&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Por que houve golpes que deram errado antes e não foram a julgamento&comma; como em 1961&quest;”&comma; questionou&period; Naquele ano&comma; após a renúncia do presidente Jânio Quadros&comma; militares tentaram impedir a posse do então vice-presidente João Goulart&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;É porque esse julgamento não é só uma tentativa de salvar a democracia&period; A democracia é a última preocupação da burguesia&period; Ele é uma tentativa de reorganizar o campo da direita&period; Não à toa que eles querem fazer o julgamento este ano para que ano que vem a direita esteja organizada&comma; com o nome definido e condições de concorrer com o &lbrack;presidente&rsqb; Lula”&comma; completou&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Carla Teixeira avalia que&comma; enquanto Bolsonaro atacava apenas a esquerda e o PT&comma; não havia problema&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Quando o Bolsonaro começou a atacar o STF&comma; começou a atacar governadores&comma; como&comma; o João Doria &lbrack;ex-governador de São Paulo&rsqb;&comma; aí a história mudou”&comma; destacou&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>CPF e CNPJ<&sol;h2>&NewLine;<p><strong>A professora Carla Ferreira analisa que esse julgamento é também uma forma de separar os militares diretamente envolvidos do conjunto da instituição&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Separa o CPF do CNPJ&period; É um recuo tático para manter as Forças armadas isentas responsabilidade&comma; mas&comma; na verdade&comma; as Forças Armadas estão envolvidas até o pescoço”&comma; completou Carla&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<p>Para ela&comma; os militares agiram tanto por ação como por omissão&comma; como no caso do general Gustavo Henrique Dutra&comma; responsável pela segurança do Palácio do Planalto que&comma; segundo a especialista&comma; não apresentou uma resistência efetiva à invasão do Palácio do Planalto no dia 8 de janeiro&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Ou ainda o caso do general Júlio César Arruda&comma; que colocou tanques em frente ao quartel-general do Exército&comma; em Brasília&comma; para impedir a prisão dos acampados no dia 8 de janeiro&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Tem os ativos&comma; que foram aqueles que queriam matar o Lula&comma; o Alckmin e o Moraes&comma; mas tem os passivos&comma; que são aqueles que ficaram esperando para ver o que ia acontecer”&comma; finalizou&period;<&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada -->&NewLine; <&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;politica&sol;noticia&sol;2025-03&sol;golpismo-do-81-pede-reforma-nas-forcas-armadas-dizem-especialistas">Fonte&colon; Clique aqui<&sol;a><&sol;p>&NewLine;&NewLine;

Redação

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