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					<span class="span-reading-time rt-reading-time" style="display: block;"><span class="rt-label rt-prefix">Tempo de Leitura: </span> <span class="rt-time"> 2</span> <span class="rt-label rt-postfix">minutos</span></span></p>
<p>O papel dos dentistas nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) é cada vez mais reconhecido como fundamental para a segurança e recuperação dos pacientes críticos. Um estudo publicado no International Journal of Dental Hygiene revelou que a atuação odontológica pode reduzir em até 56% a incidência de <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.sbahq.org/wp-content/uploads/2018/07/382_portugues.pdf" target="_blank" rel="noopener">pneumonia associada à ventilação mecânica</a>, além de contribuir para a diminuição do tempo de internação e dos índices de mortalidade.</p>
<p>A cirurgiã-dentista Flávia Lobão — que atua no Hospital Municipal Evandro Freire, no Rio de Janeiro — explica que a boca abriga mais da metade dos microrganismos do corpo humano. Esse ambiente se torna ainda mais crítico em pacientes com imunidade comprometida, exigindo atenção constante.</p>
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<h4>“<strong>A saúde bucal do paciente crítico é uma questão de segurança. Lesões, infecções dentárias e o aumento da virulência do biofilme oral representam uma porta de entrada para infecções em outros órgãos</strong>”, alerta a especialista.</h4>
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<h4><strong>Como infecções orais podem afetar o corpo todo?</strong></h4>
<p>O <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/view/507" target="_blank" rel="noopener">microbioma oral</a> é formado por milhões de bactérias. Quando descontrolado, pode favorecer a ocorrência de pneumonias hospitalares, especialmente em pacientes entubados. O <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://microbiologia.icb.usp.br/cultura-e-extensao/textos-de-divulgacao/bacteriologia/bacteriologia-oral/biofilmes-bacterianos-vivendo-em-comunidade/" target="_blank" rel="noopener">biofilme buca</a>l, por exemplo, pode liberar microrganismos na corrente sanguínea, gerando infecções à distância, inclusive por via hematogênica.</p>
<h4><strong>A boca pode ser origem de uma sepse?</strong></h4>
<p>Sim. Focos infecciosos bucais são potenciais causadores de <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/medicina-de-cuidados-cr%C3%ADticos/sepse-e-choque-s%C3%A9ptico/sepse-e-choque-s%C3%A9ptico" target="_blank" rel="noopener">sepse</a>, condição grave e de alta mortalidade hospitalar.<br />“Um foco dentário pode ser a origem de uma sepse. O reconhecimento precoce dessas infecções, com o apoio da Odontologia, é determinante para o prognóstico do paciente”, afirma Flávia.</p>
<h4><strong>Como a atuação integrada pode salvar vidas?</strong></h4>
<p>A especialista destaca que o trabalho colaborativo entre equipes de medicina, enfermagem, fisioterapia e odontologia é essencial.<br />“A sepse pode ter várias origens. A comunicação entre as equipes permite identificar rapidamente o foco infeccioso e iniciar o protocolo adequado, reduzindo a morbimortalidade.”</p>
<h4><strong>A Odontologia já é prevista em protocolos oficiais?</strong></h4>
<p>Sim. Desde 2017, a atuação do cirurgião-dentista está incluída no Manual de Prevenção das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS), da Anvisa. Em 2023, também passou a constar nas diretrizes de ventilação mecânica elaboradas pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) e pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB).</p>
<h4><strong>E nos cuidados paliativos, a Odontologia também faz diferença?</strong></h4>
<p>Para Flávia, que atua com pacientes em fase avançada de doenças, o conforto oral deve ser prioridade.</p>
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<h4>“<strong>É um cuidado que vai além da doença, focado no ser humano, respeitando seus valores. O cuidado bucal proporciona dignidade, inclusive nos momentos finais da vida</strong>.”</h4>
</blockquote>
<h4><strong>Qual é o futuro da Odontologia nas UTIs?</strong></h4>
<p>Além de dirigir o Departamento de Odontologia da AMIB, Flávia acredita que a profissão seguirá os passos da fisioterapia, que entrou nas UTIs no fim dos anos 1970 e hoje é indispensável.</p>
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<h4>“<strong>Acredito que, em poucos anos, acontecerá o mesmo com os cirurgiões-dentistas.</strong>”</h4>
</blockquote>
<p>Ela destaca que instituições como a Universidade de Harvard já contam com o Department of Oral Health and Medicine e promovem campanhas como “Bring the mouth back to the body!”, reforçando a importância de integrar a saúde bucal ao cuidado sistêmico.</p>
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<p><a href="https://comsaudebahia.com.br/falta-de-dentistas-nas-utis-expoe-pacientes-a-infeccoes-e-sepse/">Fonte: Clique aqui</a></p>


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