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<p>De acordo com o MP do Ceará, a campanha utilizou conteúdo ofensivo e de natureza caluniosa</p>
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<div class="post_image"><span class="image_fonte">Divulgação</span><picture><source media="(max-width: 799px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2026/03/maria-da-penha-311x207.jpg"><source media="(min-width: 800px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2026/03/maria-da-penha-675x450.jpg"></source></source></picture><span class="image_credits">Maria da Penha<br /></span></div>
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<p>A Justiça aceitou nesta segunda-feira, 9, denúncia do Ministério Público do Ceará contra <strong>quatro suspeitos de participação em campanha de ódio contra Maria da Penha</strong> Fernandes, ativista que motivou a lei que carrega seu nome.</p>
<p><strong>Entre os acusados estão o ex-marido da ativista, Marco Antônio Heredia Viveiros;</strong> o influenciador digital Alexandre Gonçalves de Paiva; o produtor do documentário A Investigação Paralela: o Caso Maria da Penha Marcus Vinícius Mantovanelli; e o editor e apresentador do documentário, Henrique Barros Lesina Zingano. A reportagem não localizou as defesas dos acusados.</p>
<p><strong>Segundo a denúncia, os acusados atuaram de forma organizada para atacar a honra da ativista</strong> e descredibilizar a lei que leva o nome dela, utilizando perseguições virtuais, notícias falsas e um laudo de exame de corpo de delito forjado para sustentar a inocência de Heredia, já condenado por tentativa de homicídio.</p>
<p><strong>De acordo com o MP do Ceará, a campanha utilizou conteúdo ofensivo e de natureza caluniosa,</strong> configurando crimes de intimidação sistemática virtual (“cyberbullying”) e perseguição (“stalking”/”cyberstalking”). Para os promotores, os riscos foram além das redes sociais, pois Alexandre Paiva se deslocou até a antiga residência de Maria da Penha, em Fortaleza, onde gravou vídeos e divulgou o conteúdo nas redes.</p>
<p>A denúncia, que tramita na 9.ª Vara Criminal de Fortaleza, aponta que <strong>Alexandre Paiva praticou intimidação sistemática e perseguição,</strong> com agravantes como motivo torpe e violência contra mulher cometida contra pessoa de mais de 60 anos.</p>
<p><strong>Marco Heredia foi denunciado por falsificação de documento público</strong>; enquanto <strong>Mantovanelli e Zingano respondem por uso de documento falso</strong>, ao utilizarem um laudo adulterado no documentário.</p>
<p><strong>A denúncia aponta que, em maio de 2023, Alexandre Paiva foi à antiga residência de Maria da Penha, em Fortaleza.</strong> No local, Paiva e um advogado buscaram informações sobre o paradeiro da ativista e detalhes sobre a ocupação do imóvel. De forma reiterada, ele também fez postagens depreciativas contra Maria da Penha em redes sociais, atingindo sua honra e privacidade.</p>
<p><strong>Para o MP, as condutas configuram “stalking” e “cyberstalking”,</strong> causando perturbação da tranquilidade e da integridade psíquica da vítima. Os posts sugerem que Maria da Penha mente e que a narrativa sobre a tentativa de homicídio e de defesa da mulher são uma fraude.</p>
<p><em>*Estadão Conteúdo</em></p>
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<p><a href="https://jovempan.com.br/noticias/brasil/ex-marido-de-maria-da-penha-e-mais-3-viram-reus-por-campanha-de-odio-contra-a-ativista.html">Fonte: Clique aqui</a></p>


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