Categories: Política

Especialistas consideram inadequada nota de apoio dos EUA ao Rio

<p><&sol;p>&NewLine;<div>&NewLine;<p>O comunicado enviado pelo governo norte-americano oferecendo &OpenCurlyDoubleQuote;qualquer apoio que se faça necessário” à Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro não é um procedimento adequado&comma; ainda que os EUA sejam reincidentes em suas relações com níveis de governos subnacionais de outros países&period;<&sol;p>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-medio&lowbar;4colunas type-image atom-align-right">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;386239&colon;medio&lowbar;4colunas &lbrace;"additionalClasses"&colon;""&rcub; --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- END scald&equals;386239 --><&sol;div>&NewLine;<p><h6 class&equals;"meta">Professor Bruno Lima Rocha relembra situações semelhantes &&num;8211&semi; <strong>Arquivo pessoal<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;386239--><&sol;h6>&NewLine;<&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p>Especialistas consultados pela <strong>Agência Brasil<&sol;strong> lembram que situação similar já ocorreu no país&comma; no caso da Lava Jato&comma; sob a justificativa de contraterrorismo e lavagem de dinheiro&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Todo o imbróglio da Lava Jato se deu porque o Brasil estava tendo relações diretas com o FBI &lbrack;Departamento Federal de Investigação dos EUA&rsqb; por meio de autoridades do Ministério Público e até da Justiça”&comma; lembra o cientista político&comma; jornalista e professor de relações internacionais das Faculdades São Francisco de Assis &lpar;Unifin&rpar;&comma; Bruno Lima Rocha&period;<&sol;p>&NewLine;<p><a rel&equals;"nofollow" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"https&colon;&sol;&sol;www&period;whatsapp&period;com&sol;channel&sol;0029VaoRTgrInlqYLSk59B2M" target&equals;"&lowbar;blank">&gt&semi;&gt&semi; Siga o canal da <strong>Agência Brasil <&sol;strong>no WhatsApp<&sol;a><&sol;p>&NewLine;<h2>&OpenCurlyDoubleQuote;Incomum e inadequada”<&sol;h2>&NewLine;<p><strong>Professor do Departamento de Estudos Latino-americanos da Universidade de Brasília &lpar;UnB&rpar;&comma; especialista em história latinoamericana&comma; Raphael Lana Seabra classifica a forma como o governo Trump ofereceu ajuda ao Rio de Janeiro como &OpenCurlyDoubleQuote;incomum e inadequada” por envolver questões relacionadas à soberania&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>A carta enviada à Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro foi assinada pelo representante da Divisão Antidrogas dos EUA&comma; James Sparks&period; Ela manifesta as condolências do governo norte-americano pela perda de quatro policiais durante a Operação Contenção nos complexos do Alemão e da Penha&period; A operação&comma; entretanto&comma; registrou 121 mortes&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Na sequência&comma; colocou-se à disposição para &OpenCurlyDoubleQuote;qualquer apoio que se faça necessário”&period;<&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Isso não é algo que caiba ao governo dos Estados Unidos fazer&period; Afinal de contas&comma; eles têm uma série de problemas com drogas também&comma; com o narcotráfico e com grupos ilegais como a máfia&period; E ninguém faz isso quando acontece alguma coisa como essa nos EUA”&comma; argumentou Seabra&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<h2>Guerra fria<&sol;h2>&NewLine;<p>Bruno Lima Rocha vai além e diz que o que o governo Trump fez não é muito diferente do que os EUA faziam no período da Guerra Fria&comma; especialmente no Brasil&comma; com a cooperação policial pan-americana&comma; que deu&comma; inclusive&comma; o conceito da polícia militar moderna do Brasil&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Essa ideia de classificar como narcoterrorismo seria uma espécie de uma ingerência”&comma; disse Rocha ao lembrar que&comma; assim como Israel&comma; os EUA sempre tentam entrar no nível da chamada &&num;8220&semi;paradiplomacia&&num;8221&semi;&comma; que&comma; segundo o professor&comma; é uma relação entre níveis de governos subnacionais&colon; secretarias de Estado&comma; prefeituras e demais níveis de governo que estão abaixo do governo dos países&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Dessa forma&comma; acrescenta&comma; toda força policial ou militar que tem elementos de ligação com instituições locais pode também acabar tendo uma série de vínculos com o governo dos Estados Unidos e os governos subnacionais do Brasil&comma; &OpenCurlyDoubleQuote;atropelando ou passando ao largo da diplomacia formal do Itamaraty”&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Narcoterrorismo<&sol;h2>&NewLine;<p><strong>Os dois especialistas criticam a iniciativa da oposição brasileira em classificar facções ligadas ao tráfico de drogas como terroristas&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Isso seria uma aberração”&comma; sentencia Bruno Rocha&comma; sob o argumento de que a reclassificação descaracterizaria essa tipificação criminal&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;O terrorismo tem motivação doutrinária&comma; religiosa&comma; ideológica&comma; política&period; É um projeto de poder&comma; e não um projeto de acumulação de riqueza&period; É uma situação muito arriscada&comma; principalmente neste período pré-eleitoral&comma; em meio às tensões vividas em todo o continente”&comma; acrescentou&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<p>Em outubro&comma; Trump admitiu ter autorizado a Agência Central de Inteligência &lpar;CIA&rpar; a conduzir operações secretas na Venezuela&comma; com o objetivo de pressionar o regime do presidente Nicolás Maduro&comma; sob o argumento de que grandes quantidades de drogas estariam entrando em território norte-americano&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Soberanias violadas<&sol;h2>&NewLine;<p>Segundo Raphael Seabra&comma; o caso da Venezuela demonstra a pouca importância que os EUA dão a leis internacionais&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Eles bombardeiam e assassinam as pessoas&comma; sem muito critério&period; A questão da Venezuela está mostrando que &lbrack;os EUA&rsqb; violam soberanias em nome de um terrorismo supostamente cometido pelo narcotráfico”&comma; disse&comma; ao lembrar que o México também está sendo ameaçado pelo vizinho&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;A presidente Claudia Sheinbaum&comma; inclusive&comma; já declarou que não aceita qualquer ação por terra da CIA dentro do território mexicano&period; E&comma; de fato&comma; há uma relação bem mais conhecida e complexa do narcotráfico mexicano com os Estados Unidos”&comma; acrescentou&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Para o professor da UnB&comma; a estratégia dos EUA vem desde os anos 50&period;<&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Eles constroem um inimigo externo&comma; infiltrado&comma; e elaboram uma situação em que todo indivíduo é um possível transgressor&period; Definem um padrão do que é suspeito&semi; do que é terrorista&semi; e do que é insurgente&period; Adotam então estratégias que são informais&comma; não estatais e ilegais”&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<h2>O que fazer<&sol;h2>&NewLine;<p><strong>Para o especialista em história latinoamericana&comma; Raphael Seabra&comma; a atitude tanto do governo federal como do estadual não deve ser a de buscar apoio nos Estados Unidos&period; <&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Esta é uma questão própria nossa&period; Deveria ser de buscar uma solução nacional para o problema&period; Enfrentar o crime organizado na fonte de recurso&comma; e não só na base da pirâmide&comma; atacando os pequenos criminosos&comma; sem chegar aos cabeças da organização”&comma; disse&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<p>Bruno Rocha defende que&comma; diante do comunicado dos EUA ao Rio de Janeiro&comma; o ideal é uma resposta conjunta de autoridades federais&comma; como Polícia Federal e Itamaraty&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Eles precisam dizer que o governo do RJ é um dos que não apoiaram a PEC da Segurança Pública&comma; ao lado de operadores políticos que fazem demagogia policial penal&period; Precisam chamar atenção ao fato de que&comma; ao lado de outros governadores de direita&comma; eles estão tentando se subordinar a um governo estrangeiro”&comma; acrescentou&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Ele sugere&comma; também&comma; tipificar essas atitudes&comma; na forma da lei&comma; como violação de soberania e crime de traição à pátria&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Resposta do governo<&sol;h2>&NewLine;<p>Em nota&comma; o governo do Rio de Janeiro disse que mantém constante troca de informações com instituições de combate ao narcotráfico dos EUA e de outros países&comma; &&num;8220&semi;já que se trata de crime com ramificações internacionais&&num;8221&semi;&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&&num;8220&semi;É neste contexto que o DEA se coloca à disposição para qualquer apoio que se faça necessário&period; James M&period; Sparks&comma; que assina a nota&comma; trabalha no Consulado dos Estados Unidos no Rio de Janeiro&period; Essa interlocução nada tem a ver com qualquer permissão a ações do governo americano em solo brasileiro&period; Até porque não é permitido pela legislação brasileira&&num;8221&semi;&comma; diz o comunicado&period;<&sol;p>&NewLine;<p><em>Matéria ampliada para acréscimo de nota do governo do Rio de Janeiro&period;<&sol;em><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada -->&NewLine; <&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;politica&sol;noticia&sol;2025-11&sol;especialistas-consideram-inadequada-nota-de-apoio-dos-eua-ao-rio">Fonte&colon; Clique aqui<&sol;a><&sol;p>&NewLine;&NewLine;

Redação

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