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<p>O cachorro comunitário de Praia Brava, em Florianópolis, morreu depois de sofrer agressões no início do mês</p>
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<div class="post_image"><span class="image_fonte">Divulgação/Polícia Civil de Santa Catarina</span><picture><source media="(max-width: 799px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2026/01/cao-orelha-de-praia-brava-336x207.jpeg"><source media="(min-width: 800px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2026/01/cao-orelha-de-praia-brava.jpeg"></source></source></picture><span class="image_credits">O cão Orelha tinha cerca de 10 anos e teve de ser submetido a eutanásia em razão da gravidade dos ferimentos<br /></span></div>
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<p>O caso de maus-tratos contra o cão Orelha, de cerca de 10 anos, gerou comoção popular na última semana. O cachorro comunitário de Praia Brava, em Florianópolis, em Santa Catarina, morreu depois de ser agredido por um grupo de adolescentes. Na segunda-feira (26), por meio da Delegacia de Proteção Animal (DPA) e da Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (Deacle), a Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências dos envolvidos e de seus responsáveis legais. Os agentes da corporação também fizeram buscas em endereços ligados a “adultos investigados por suposta coação relacionada ao andamento do processo”.</p>
<p>Após a <strong>operação</strong>, a Polícia Civil informou que identificou quatro adolescentes suspeitos de cometer as agressões e três familiares dos jovens que teriam coagido testemunhas. “Por meio do procedimento da DPA, ouvimos mais de 20 pessoas e analisamos mais de 72 horas de imagens de um total de 14 câmeras de monitoramento, sejam elas públicas ou privadas, apenas referentes ao fato do cão Orelha”, disse a delegada Mardjoli Valcareggi, responsável pelo caso.</p>
<p>Segundo a Polícia Civil, as agressões contra Orelha teriam ocorrido em 4 de janeiro. No dia seguinte, o cão foi levado para atendimento veterinário após moradores encontrá-lo ferido. De acordo com os exames periciais, o cachorro foi atingido na cabeça por um objeto sólido que não foi localizado. Em razão da gravidade dos machucados, o animal foi submetido a eutanásia. A corporação só foi comunicada sobre o caso no dia 16.</p>
<p>Além de Orelha, outro cão comunitário da região sofreu maus-tratos do grupo. Conforme informou Valcareggi, os adolescentes jogaram o cachorro chamado de Caramelo no mar. O animal conseguiu fugir e foi adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel.</p>
<p>Por meio de publicação nas redes sociais, a Associação de Praia Brava (APBrava) disse que Orelha “fazia parte do cotidiano do bairro há muitos anos e era cuidado de forma espontânea por pessoas da comunidade”. A entidade também declarou que o cão “se tornou um símbolo simples, porém afetivo, da convivência e da relação de cuidado que muitos mantêm com o espaço e com os animais” que vivem na região.</p>
<h2><strong>Suspeitos nos Estados Unidos</strong></h2>
<p>Em entrevista a jornalistas nesta terça-feira (27), Ulisses Gabriel comunicou que, dos quatro adolescentes suspeitos, <strong>dois estão nos Estados Unidos</strong> em viagem “pré-programada”. O delegado-geral disse que os jovens devem retornar ao Brasil na próxima semana.</p>
<p>Por serem menores de 18 anos, a Polícia Civil de Santa Catarina não divulgou a identidade dos suspeitos. “É importante esclarecer que é vedada a divulgação de imagens, fotos e nomes dos adolescentes investigados. A responsabilização se dá perante a autoridade judicial, que vai, conforme as medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente, impor uma sanção penal a eventuais autores dessa prática delitiva”, explicou o delegado-geral.</p>
<p>Desde que o caso de Orelha ganhou projeção nacional, perfis nas redes sociais <strong>associaram o casal Cynthia e Alberto Ambrogini</strong> aos suspeitos. No entanto, eles não possuem relação com os adolescentes envolvidos no crime.</p>
<p>Após ser alvo de ataques e receber ameaças, o casal registrou boletim de ocorrência. De acordo com a defesa deles, professores, empresários, funcionários e influenciadores estariam por trás dos perfis.</p>
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<p><a href="https://jovempan.com.br/noticias/brasil/entenda-o-que-aconteceu-com-o-cao-orelha-morto-por-adolescentes-em-sc.html">Fonte: Clique aqui</a></p>


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