Categories: Economia

Entenda nova versão do projeto que regulamenta reforma tributária

<p><&sol;p>&NewLine;<div>&NewLine;<p>Após mais de dois meses de discussões&comma; o projeto de lei complementar de cerca de 600 páginas que regulamenta a reforma tributária sobre o consumo recebeu as primeiras mudanças na Câmara dos Deputados&period; A nova versão do texto não incluiu as carnes na lista de produtos da cesta básica que terão isenção do futuro Imposto sobre Valor Adicionado &lpar;IVA&rpar;&period;<img src&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;ebc&period;gif&quest;id&equals;1603059&amp&semi;o&equals;node" style&equals;"width&colon;1px&semi; height&colon;1px&semi; display&colon;inline&semi;"&sol;><&sol;p>&NewLine;<p>Os deputados incluíram carros elétricos e apostas no Imposto Seletivo&comma; também conhecido como imposto do pecado&period; Os parlamentares também criaram a figura jurídica no nanoempreendedor e alteraram levemente a lista de medicamentos que terão alíquota zero e alíquota reduzida&period;<&sol;p>&NewLine;<p>As mudanças em relação ao texto original do governo&comma; enviado no fim de abril&comma; não são definitivas&period; O projeto pode receber emendas durante a tramitação em plenário&period; O presidente da Câmara dos Deputados&comma; Arthur Lira&comma; disse que pretende votar o texto na próxima semana&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Diferentemente da proposta de emenda à Constituição &lpar;PEC&rpar; da reforma tributária&comma; que exigia três quintos dos votos para ser aprovada &lpar;308 na Câmara e 49 no Senado&rpar;&comma; o projeto de lei complementar exige maioria absoluta&period; Isso equivale à metade mais um dos parlamentares &lpar;257 votos na Câmara e 41 no Senado&rpar;&period; Diferentemente da PEC&comma; a votação ocorre apenas em um turno&comma; não em dois&period; O texto&comma; no entanto&comma; pode voltar à Câmara caso sofra mudanças no Senado&period;<&sol;p>&NewLine;<p>As mudanças foram inseridas por um grupo de trabalho criado no fim de maio composto pelos seguintes deputados&colon; Claudio Cajado &lpar;PP-BA&rpar;&comma; Reginaldo Lopes &lpar;PT-MG&rpar;&comma; Hildo Rocha &lpar;MDB-MA&rpar;&comma; Joaquim Passarinho &lpar;PL-PA&rpar;&comma; Augusto Coutinho &lpar;Republicanos-PE&rpar;&comma; Moses Rodrigues &lpar;União-CE&rpar; e Luiz Gastão &lpar;PSD-CE&rpar;&period; Arthur Lira criou o grupo para chegar a um relatório comum&comma; dada a complexidade do texto&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A aprovação e a eventual sanção do projeto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva não significam que as regras tributárias mudarão instantaneamente&period; Haverá um prazo de transição que começa em 2026 e vai até 2033&comma; quando os tributos atuais sobre o consumo serão substituídos pelo IVA e pelo Imposto Seletivo&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Entenda as principais mudanças inseridas pelo grupo de trabalho na Câmara<&sol;p>&NewLine;<h2>Carnes e cesta básica<&sol;h2>&NewLine;<p>Apesar de o presidente Lula ter defendido a inclusão de carnes &OpenCurlyDoubleQuote;populares” na cesta básica nacional&comma; que terá isenção de IVA&comma; o grupo de trabalho deixou esses alimentos fora da cesta&period; Dessa forma&comma; as carnes de boi e de frango vão pagar 40&percnt; da alíquota cheia do IVA&comma; como previsto no texto enviado pelo governo&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Caso a alíquota cheia fique em 26&comma;5&percnt;&comma; as carnes pagariam 10&comma;5&percnt; de imposto&comma; assim como diversos alimentos e insumos agropecuários com alíquota reduzida&period; Segundo o grupo de trabalho&comma; caso as carnes fossem incluídas na cesta básica&comma; a alíquota do IVA poderia subir para até 27&comma;1&percnt;&comma; o que tornaria o Brasil o país com a maior alíquota desse tipo de imposto&comma; superando a Hungria&comma; que cobra 27&percnt;&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Em troca da não inclusão da carne da cesta básica&comma; o substitutivo sugeriu que a carne e o frango entrem no <em>cashback<&sol;em>&comma; sistema de devolução de imposto em dinheiro a famílias mais pobres&period; A reforma tributária prevê a criação desse mecanismo&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Também enviada no projeto de lei complementar&comma; a regulamentação do <em>cashback<&sol;em> estabeleceu que a devolução de tributos beneficiará famílias com renda per capita de até meio salário mínimo e as inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal &lpar;CadÚnico&rpar;&period; Quem estiver em uma dessas duas categorias será automaticamente incluído no programa&period; Uma lei ordinária definirá o funcionamento do programa&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Imposto Seletivo<&sol;h2>&NewLine;<p>Também apelidado de imposto do pecado&comma; o Imposto Seletivo teve a lista de produtos ampliada pelo grupo de trabalho&period; O tributo&comma; que substituirá parcialmente o Imposto sobre Produtos Industrializados &lpar;IPI&rpar;&comma; passará a incidir sobre carros&comma; incluindo os elétricos&comma; e apostas&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Em troca&comma; os parlamentares não incluíram a cobrança sobre caminhões&comma; armas e munições&period; Durante a tramitação da PEC&comma; o Imposto Seletivo sobre armamentos e munições foi retirado do Imposto Seletivo&period; Parlamentares e entidades da sociedade civil tentarão reincluir a tributação sobre os armamentos durante a tramitação&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Agora&comma; a lista de produtos com Imposto Seletivo é composta por&colon;<br &sol;>•    cigarros&semi;<br &sol;>•    bebidas alcoólicas&semi;<br &sol;>•    bebidas açucaradas&semi;<br &sol;>•    embarcações e aeronaves&semi;<br &sol;>•    extração de minério de ferro&comma; de petróleo e de gás natural&semi;<br &sol;>•    apostas físicas e online&semi;<br &sol;>•    carros&comma; incluindo os elétricos<&sol;p>&NewLine;<h2>Nanoempreendedor<&sol;h2>&NewLine;<p>Os deputados criaram a figura do nanoempreendedor&comma; que não existe na legislação brasileira&period; A categoria é composta por empreendedores que faturam R&dollar; 40&comma;5 mil anualmente &lpar;R&dollar; 3&period;375 mensais&rpar; que poderão escolher entre ficar no Simples Nacional&comma; regime simplificado para micro e pequenas empresas cumulativo &lpar;com taxação em cascata&rpar;&comma; ou migrar para o IVA&comma; que tem alíquota maior&comma; mas não é cumulativo&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Pelo texto proposto&comma; o nanoempreendedor que migrar para o IVA deixará de recolher para a Previdência Social&period; Atualmente&comma; o empreendedor com o menor volume de receitas são os microempreendedores individuais &lpar;MEI&rpar;&comma; que faturam até R&dollar; 81 mil anuais e contribuem para a Previdência&period; Dessa forma&comma; o volume de receita para definir o nanoempreendedor equivale à metade do MEI&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Medicamentos e absorventes<&sol;h2>&NewLine;<p>Os deputados retiraram o citrato de sildenafila&comma; medicamento para impotência sexual popularmente conhecido como Viagra&comma; da lista de medicamentos com alíquota zero&period; O princípio ativo passará a pagar 40&percnt; da alíquota cheia&period; A tadalafila&comma; outro princípio ativo usado para tratar disfunções eréteis&comma; continuará com o IVA reduzido&comma; na mesma categoria do Viagra&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Em contrapartida&comma; os absorventes&comma; que na versão original do projeto estavam na lista de alíquota reduzida de 40&percnt;&comma; passarão para a alíquota zero&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A quantidade de medicamentos e produtos para a saúde com alíquota reduzida e com isenção de IVA foi mantida&period; Como ocorreram troca de produtos entre as listas&comma; a quantidade de substâncias isentas de tributos ficou em 383 e a quantidade de princípios ativos com alíquota reduzida permaneceu em 850&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;p><&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;economia&sol;noticia&sol;2024-07&sol;entenda-nova-versao-do-projeto-que-regulamenta-reforma-tributaria">Fonte&colon; Clique aqui<&sol;a><&sol;p>&NewLine;&NewLine;

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