Categories: Economia

Entenda a guerra de tarifas de Trump e consequências para Brasil

<p><&sol;p>&NewLine;<div>&NewLine;<p><strong>A medida do governo dos Estados Unidos &lpar;EUA&rpar; de impor tarifas a todos os parceiros comerciais&comma; nessa quarta-feira &lpar;2&rpar;&comma; representa uma tentativa da maior potência do planeta de retomar a posição que a indústria do país já teve&comma; além de tentar combater os déficits comerciais de bens que somam cerca de US&dollar; 1 trilhão ao ano&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Essa avaliação é feita por diversos analistas&comma; entre eles&comma; o economista-chefe do Banco Master&comma; Paulo Gala&comma; consultado pela <strong>Agência Brasil<&sol;strong>&period; O também professor em economia da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo &lpar;FGV-SP&rpar;&comma; contudo&comma; avalia que as tarifas não podem sozinhas reverter a perda de competitividade da economia estadunidense&comma; em especial&comma; para a Ásia&period;<&sol;p>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-medio&lowbar;4colunas type-image atom-align-left">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;414368&colon;medio&lowbar;4colunas &lbrace;"additionalClasses"&colon;""&rcub; --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- END scald&equals;414368 --><&sol;div>&NewLine;<p><h6 class&equals;"meta">Para Paulo Gala&comma; tarifaço representa um choque brutal para a economia mundial &period; <strong>Foto&colon;<&sol;strong> <strong>Paulo Gala&sol;Arquivo pessoal<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;414368--><&sol;h6>&NewLine;<&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;A Ásia foi muito eficiente em desenhar políticas para desenvolver a indústria dela nos últimos 20 a 30 anos&period; Os governos do Vietnã&comma; da Malásia&comma; da Tailândia&comma; da Indonésia&comma; da China&comma; até mesmo da Índia&comma; têm conseguido desenhar políticas de inovação e industriais com subsídios ao desenvolvimento tecnológico”&comma; comentou&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<p><strong>O especialista argumenta que o tarifaço representa &OpenCurlyDoubleQuote;um choque brutal” na economia mundial&comma; o maior desde os anos 1930&period;<&sol;strong> Além disso&comma; diz que não se tratam de tarifas recíprocas&comma; como prometia o governo Trump&comma; e que haverá impacto para economia brasileira&comma; em especial&comma; para alguns setores e empresas&comma; como a Embraer&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Em média&comma; as tarifas aplicadas por Trump foram de 10&percnt; para países da América Latina&comma; de 20&percnt; para Europa e de 30&percnt; para Ásia&comma; mostrando que o problema maior está no continente asiático&period; <&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Hoje&comma; a Ásia deve ter quase 25&percnt; do mercado mundial de carro&comma; para não falar da China com a BYD&comma; que está quase matando a Tesla nos mercados mundiais”&comma; comentou Paulo&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<p>A Tesla é a fabricante de carros do multibilionário Elon Musk&comma; dono da plataforma X e aliado do presidente Trump&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Em 2023&comma; a produção industrial dos EUA como parcela da produção industrial global foi de 17&comma;4&percnt;&comma; bem abaixo dos 28&comma;4&percnt; de 2001&comma; segundo dados da Casa Branca&period; <&sol;strong>&OpenCurlyDoubleQuote;Grandes e persistentes déficits comerciais anuais de bens dos EUA levaram ao esvaziamento de nossa base de manufatura&semi; inibiu nossa capacidade de fabricação doméstica”&comma; <a rel&equals;"nofollow" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"https&colon;&sol;&sol;www&period;whitehouse&period;gov&sol;presidential-actions&sol;2025&sol;04&sol;regulating-imports-with-a-reciprocal-tariff-to-rectify-trade-practices-that-contribute-to-large-and-persistent-annual-united-states-goods-trade-deficits&sol;" target&equals;"&lowbar;blank">justificou Trump<&sol;a>&period; <&sol;p>&NewLine;<p><strong>Paulo Gala diz que as tarifas não podem reverter o custo de produção nos EUA&period; <&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;O problema é que o custo de produção nos EUA hoje é 5 a 6 vezes maior do que na Ásia&period; Enquanto a média salarial nos EUA é de US&dollar; 5 mil&comma; na Ásia é de US&dollar; 1 mil”&comma; disse&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-cheio&lowbar;8colunas type-image">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;153571&colon;cheio&lowbar;8colunas --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- END scald&equals;153571 --><&sol;div>&NewLine;<p><h6 class&equals;"meta"><&excl;--copyright&equals;153571-->Especialista diz que custo de produção estadunidense é 5 a 6 vezes maior que na Ásia- <strong>REUTERS&sol;Charles Mostoller<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;153571--><&sol;h6>&NewLine;<&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<h2>Choque brutal<&sol;h2>&NewLine;<p>As medidas geram incerteza no mercado mundial&comma; derrubam bolsas em todo o mundo e devem paralisar as decisões empresariais&period;<strong> Uma multinacional que produz no Vietnã&comma; na China&comma; em Taiwan&comma; ou na Europa&comma; vai pensar duas vezes agora no que fazer&comma; avalia Paulo Gala&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;É o maior choque tarifário desde os anos 1930&comma; é um choque tarifário brutal e o mercado está reagindo com muita preocupação&period; Vai ter uma desestruturação dramática do comércio&comma; investimentos e tecido produtivo”&comma; acrescentou&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<p>Para ele&comma; as tarifas devem pressionar a inflação interna dos EUA&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Todos os produtos asiáticos ficam 30&percnt; mais caros&period; Equipamentos&comma; máquinas&comma; tratores&comma; computadores&comma; chips&comma; tudo isso”&comma; alertou&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Tarifas recíprocas&quest;<&sol;h2>&NewLine;<p>Um dos principais argumentos da Casa Branca para o tarifaço desta semana é que os parceiros comerciais têm adotado tarifas aos produtos estadunidenses superiores aos que os EUA aplicam nas suas importações e cita o caso do Brasil&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Grandes e persistentes déficits comerciais anuais de bens dos EUA são causados &ZeroWidthSpace;&ZeroWidthSpace;em parte substancial pela falta de reciprocidade em nossas relações comerciais bilaterais&comma; que dificultam a venda de produtos por fabricantes dos EUA em mercados estrangeiros&period; O Brasil &lpar;18&percnt;&rpar; e a Indonésia &lpar;30&percnt;&rpar; impõem uma tarifa mais alta sobre o etanol do que os Estados Unidos &lpar;2&comma;5&percnt;&rpar;”&comma; afirmou Trump na Ordem Executiva publicada ontem&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Na avaliação do economista Paulo Gala&comma; as medidas não respeitaram qualquer princípio de reciprocidade&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Não foi tarifa recíproca&period; É a ideia de que&comma; se um país tarifa os EUA em 30&percnt;&comma; os EUA vão lá e tarifam 30&percnt; de volta&period; Isso é tarifa recíproca&period; Mas não foi isso que foi feito”&comma; afirmou&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Para Paulo Gala&comma; o governo Trump apenas pegou os grandes déficits comerciais que os EUA têm e colocaram uma tarifa em cima<&sol;strong>&period;<&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Foi uma resposta meio tosca&period; Na verdade&comma; é uma tarifação de países e produtos que causam déficit nos Estados Unidos”&comma; completou&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<h2>Brasil<&sol;h2>&NewLine;<p>O Brasil ficou com a tarifa mais baixa entre as divulgadas&comma; com uma taxação de 10&percnt; sobre todas exportações para os Estados Unidos&period; O governo promete tentar reverter a situação e mesmo recorrer à Organização Mundial do Comércio &lpar;OMC&rpar; que&comma; devido a paralisia promovida pelos EUA&comma; teve sua atuação limitada nos últimos anos&period; <&sol;p>&NewLine;<p>O efeito geral que a guerra de tarifas vai causar&comma; com provável retaliação por todo o mundo&comma; deve trazer problemas adicionais para o comércio internacional no Brasil&comma; não diretamente relacionado com a taxação sobre as importações brasileiras&period;<&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;O Brasil ficou com a tarifa &OpenCurlyQuote;mais barata’ de 10&percnt;&period; Claro que isso é um benefício&comma; mas o Brasil vai sofrer por conta desse terremoto global que está acontecendo&period; Um medo de crise derrubando juros e dólar e uma recessão&comma; obviamente&comma; que afetariam o Brasil também”&comma; afirmou o economista-chefe do Banco Master&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<p>A Confederação Nacional da Indústria &lpar;CNI&rpar; lembrou que os EUA são o principal destino das exportações da indústria brasileira&comma; especialmente de produtos de maior intensidade tecnológica&comma; além de liderarem o comércio de serviços e os investimentos bilaterais&period; <&sol;p>&NewLine;<p>Paulo Gala avalia que a fabricante de aviões brasileira Embraer deve ser uma das companhias mais atingidas&period;  &OpenCurlyDoubleQuote;Talvez Embraer seja a empresa mais impactada&period; A nossa dependência em relação aos EUA não é muito alta&period; Para além dos efeitos diretos em algumas empresas brasileiras&comma; não deve ter um efeito tão dramático&period;”&comma; completou&period;<&sol;p>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-cheio&lowbar;8colunas type-image">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;352157&colon;cheio&lowbar;8colunas --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- END scald&equals;352157 --><&sol;div>&NewLine;<p><h6 class&equals;"meta">Avião da Embraer KC 390&period; <strong>Foto<&sol;strong> &&num;8211&semi; <strong>Marcos Corrêa&sol;PR&sol;Wikipedia<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;352157--><&sol;h6>&NewLine;<&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<h2>Oportunidades para o Brasil&period;<&sol;h2>&NewLine;<p>Especialistas têm destacado ainda que a crise aberta pela guerra de tarifas abre oportunidades que podem ser aproveitadas pelas exportações brasileiras&period; <&sol;p>&NewLine;<p>&&num;8220&semi;Se souber aproveitar esse momento&comma; o Brasil pode expandir suas exportações&comma; especialmente porque a taxação sobre produtos americanos pode levar importadores a buscar alternativas&&num;8221&semi;&comma; na avaliação de Volnei Eyng&comma; CEO da gestora de ativos Multiplike&period;<&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada -->&NewLine; <&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;economia&sol;noticia&sol;2025-04&sol;entenda-guerra-de-tarifas-de-trump-e-consequencias-para-brasil">Fonte&colon; 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