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<p>O Senado realizou, nesta terça-feira (18), sessão solene em homenagem aos 40 anos da redemocratização do país. O evento ocorreu em meio aos debates, na Câmara dos Deputados, sobre o projeto de lei (PL) que anistia acusados por tentativa de golpe de Estado no Brasil.</p>
<p>O ex-presidente Jose Sarney (MDB)<strong> </strong>foi<strong> </strong>o<strong> </strong>homenageado no evento por ter sido o primeiro presidente do Brasil após o fim da ditadura civil-militar, que prevaleceu entre 1964 e 1985. <br /> </p>
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<p><h6 class="meta">Ex-presidente José Sarney é homenageado durantes sessão solene em memória aos 40 anos da redemocratização do Brasil. Foto: <strong>Lula Marques/Agência Brasil</strong><!--END copyright=417791--></h6>
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<p>Considerado o “fiador” da redemocratização pelos que discursaram na sessão, o <strong>ex-presidente Sarney criticou os atos que culminaram no 8 de janeiro de 2023</strong>, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília, e pediram golpe militar no Brasil.</p>
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<p>“Hoje, o Senado é uma instituição forte, apesar de ter sido vítima daquele vandalismo condenável do dia 8 de janeiro”, disse.</p>
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<p>A sessão também contou com homenagem a Tancredo Neves, primeiro presidente eleito da redemocratização, que faleceu pouco antes de assumir o cargo.</p>
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<p><h6 class="meta">O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (ao centro), afirma que evento firma o compromisso da Casa com a democracia. Foto: <strong>Lula Marques/Agência Brasil</strong><!--END copyright=417781--></h6>
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<p>O<strong> presidente do Senado, Davi Alcolumbre </strong>(União-AP), &#8211; que afirmou que o atual projeto de anistia aos golpistas do dia 8 de janeiro de 2023 não é de interesse da sociedade &#8211; <strong>destacou que o evento no Plenário do Senado firma o compromisso da Casa com a democracia. </strong></p>
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<p>“A democracia não se sustenta sem diálogo, sem respeito às instituições e sem o compromisso diário com a pluralidade e a harmonia entre os Poderes. Que esta sessão sirva não apenas para relembrar o passado, mas para reafirmarmos nosso compromisso com o futuro do Brasil, com o fortalecimento da democracia”, afirmou o presidente do Senado.</p>
</blockquote>
<p><strong>O</strong> <strong>ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) destacou que o “monstro” do autoritarismo segue vivo no Brasil</strong>.</p>
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<p>&#8220;A luta pela democracia é uma luta constante, diária &#8211; o monstro não está exterminado daqueles que pensam que outro regime pode ser instalado no Brasil e em outros países do mundo”, disse Pacheco.</p>
</blockquote>
<p>O líder do MDB na Casa, senador Eduardo Braga (MDB-AM), por sua vez, ressaltou que<strong> </strong>a sessão em homenagem à redemocratização contou com a assinatura de oito partidos da Casa, o que mostra o apoio das legendas “à política da construção de pontes, e não de muros de silêncio, de discórdia e de enfrentamentos, que apenas servem para dividir e enfraquecer”.</p>
<h2>Anistia na Câmara</h2>
<p>Após o início da sessão do Senado, a assessoria do presidente da Câmara, Hugo Motta, informou que o parlamentar não compareceria ao evento, apesar de sua participação constar na agenda oficial divulgada no início da manhã desta terça.</p>
<p>Pressionado para pautar o projeto de lei da anistia, Motta chegou a afirmar, logo após assumir a presidência da Câmara, que não houve tentativa de golpe de Estado no dia 8 de janeiro. A declaração de Motta foi anterior à apresentação, pela Procuradoria-Geral da República (PGR), da denúncia contra 33 pessoas mais o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe. </p>
<h2>Trama golpista<br /> </h2>
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<p><h6 class="meta">Atos golpistas de 8 de janeiro. &#8211; Foto: <strong>Joédson Alves/Agência Brasil</strong><!--END copyright=365855--></h6>
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<p>Na acusação, a<strong> PGR afirma que houve uma trama golpista que tentava impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva</strong> e previa, entre outras medidas, a tentativa de assassinatos<strong> </strong>do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A PGR diz que Bolsonaro concordou com o plano. </p>
<p>Com participação de ministros militares, como o general Augusto Heleno, e o da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, o grupo pressionou os comandantes das Forças Armadas para aderir ao golpe, tendo tido o apoio do comandante da Marinha, almirante Almier Garnier.</p>
<p>A denúncia sustenta que grupos em torno da presidência da República defendiam a decretação de um estado de sítio para suspender o resultado eleitoral do dia 30 de outubro de 2022, o que provocaria uma ruptura institucional e democrática, ainda segundo a PGR. </p>
<p>Os envolvidos negam as acusações. O STF marcou para esta semana a análise de pedidos da defesa do ex-presidente Bolsonaro. </p>
<h2>Anistia</h2>
<p>Enquanto o julgamento prossegue no STF,<strong> aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro pressionam pela</strong> <strong>aprovação da anistia aos acusados pelo movimento que pedia um golpe militar no Brasil</strong> após as eleições de 2022. No último domingo, um ato na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, com Bolsonaro e aliados, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pedia a anistia aos envolvidos na tentativa de golpe.</p>
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<p><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2025-03/em-meio-ao-pl-da-Anistia-senado-homenageia-redemocratizacao-do-brasil">Fonte: Clique aqui</a></p>


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