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<p></p>
<p>Ministro do STF negou pedido da defesa da influenciadora presa por suspeita de participar de esquema de lavagem para o PCC</p>
<div>
<p><span style="font-weight: 400;">O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino rejeitou o pedido de liberdade da advogada e influenciadora digital </span><span style="font-weight: 400;">Deolane Bezerra</span><span style="font-weight: 400;">. A empresária está </span><span style="font-weight: 400;">presa preventivamente</span><span style="font-weight: 400;"> desde a 5ª feira (21.mai.2026) por suspeita de participar de um esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao PCC (Primeiro Comando da Capital). O ministro assinou a decisão no sábado (23.mai.2026) e a publicou neste domingo (24.mai). Eis a <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://static.poder360.com.br/2026/05/dino-prisao-deolane.pdf" target="_blank" rel="noopener">íntegra</a> (PDF – 187 kB). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dino não deu seguimento à reclamação apresentada pela defesa de Deolane contra a decisão de 1ª instância da Justiça de São Paulo, que determinou a prisão preventiva. A advogada da influenciadora solicitava a revogação da prisão, o estabelecimento de regime domiciliar ou a aplicação de medidas cautelares alternativas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ministro argumentou que o STF não deve ser utilizado como atalho para contestar decisões de 1ª instância. </span><i><span style="font-weight: 400;">“Observo que o ato atacado consiste em decisão proferida em 1º grau de jurisdição, contra a qual cabível meio adequado de impugnação, observados seus pressupostos de admissibilidade”</span></i><span style="font-weight: 400;">, afirmou.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Decidiu: </span><i><span style="font-weight: 400;">“De qualquer maneira, ainda que superado referido óbice, não detecto manifesta ilegalidade ou teratologia hábil à concessão da ordem de habeas corpus de ofício. Ante o exposto, nego seguimento à presente Reclamação”.</span></i></p>
<h2><b>PRISÃO DE DEOLANE</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A prisão de Deolane se deu durante a operação Vérnix, deflagrada em São Paulo. A ação investiga suspeitas de lavagem de dinheiro para o PCC. A Justiça também decretou prisões contra Marco Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder da facção, parentes dele e operadores financeiros do grupo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A operação investiga o uso de uma transportadora de cargas com sede em Presidente Venceslau (SP) como empresa de fachada. Segundo a apuração, a estrutura teria sido usada para movimentar dinheiro da cúpula do PCC e repassar valores a familiares de Marcola e a terceiros. As informações são da jornalista Isabela Leite, do </span><i><span style="font-weight: 400;">GloboNews</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Deolane havia passado as últimas semanas em Roma, na Itália. O nome dela foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol, mas ela voltou ao Brasil na 4ª feira (20.mai). Agentes cumprem mandados de busca e apreensão em endereços ligados à influenciadora, incluindo a casa dela, em Barueri (SP). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de Deolane, foi preso Everton de Souza, conhecido como Player. Ele é apontado como operador financeiro da organização. Também há mandados contra Alejandro Camacho, irmão de Marcola, e contra os sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho. Paloma estaria na Espanha, e Leonardo, na Bolívia, segundo a investigação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Marcola e Alejandro Camacho já estão presos na Penitenciária Federal de Brasília e serão comunicados da ordem de prisão preventiva. A Justiça também determinou bloqueios patrimoniais e financeiros. </span></p>
<p><b>Eis os principais alvos das medidas: </b></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">R$ 357,5 milhões em bloqueios financeiros dos investigados; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">R$ 27 milhões em nome de Deolane Bezerra. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A investigação começou em 2019, depois da apreensão de bilhetes e manuscritos com 2 presos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau. O material citava ordens internas da facção, contatos com integrantes de alta hierarquia e menções a ações violentas contra servidores públicos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos trechos mencionava uma “mulher da transportadora”, que teria levantado endereços de agentes públicos. A partir disso, os investigadores passaram a apurar a relação de uma empresa de cargas com o PCC.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2021, a operação Lado a Lado identificou movimentações financeiras consideradas incompatíveis, crescimento patrimonial sem lastro e uso da transportadora como braço financeiro da facção. A apreensão do celular de Ciro César Lemos, apontado como operador central do esquema, abriu uma frente de investigação sobre repasses a uma influenciadora digital de projeção nacional. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a apuração, imagens de depósitos para contas de Deolane e Everton foram encontradas no aparelho de Ciro, que está foragido. A investigação afirma que a influenciadora tinha vínculos pessoais e de negócios com um dos gestores fantasmas da transportadora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os investigadores dizem que Deolane recebeu R$ 1.067.505 em depósitos fracionados abaixo de R$ 10.000 de 2018 a 2021. Também foram identificados quase 50 depósitos a duas empresas dela, no total de R$ 716 mil. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A polícia afirma não ter encontrado prestação de serviços como advogada que justificasse os repasses. Para a Justiça, há indícios de movimentações suspeitas, risco de fuga, ocultação de patrimônio e possibilidade de interferência na investigação.</span></p>
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<p><a href="https://www.poder360.com.br/poder-justica/dino-nega-prisao-domiciliar-para-deolane-bezerra/">Fonte: Clique aqui</a></p>


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