Categories: Política

Desastres climáticos atingiram 91,5% das cidades do país desde 1991

&NewLine;<&excl;-- WP QUADS Content Ad Plugin v&period; 3&period;0&period;4 -->&NewLine;<div class&equals;"quads-location quads-ad1" id&equals;"quads-ad1" style&equals;"float&colon;none&semi;margin&colon;0px&semi;">&NewLine;&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p><&sol;p>&NewLine;<p>Estudo analisou 59&period;658 registros em 3 décadas&semi; eventos causaram quase 5&period;000 mortes e custaram US&dollar; 123 bilhões à economia<&sol;p>&NewLine;<div>&NewLine;<p>Cada vez mais frequentes e severos&comma; os eventos climáticos extremos&comma; como secas e inundações&comma; têm causado impactos ambientais&comma; econômicos e sociais significativos no Brasil&comma; demandando políticas públicas específicas&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Para transformar dados científicos em formulação de ações de prevenção&comma; adaptação e mitigação&comma; um grupo de pesquisadores brasileiros analisou 59&period;658 registros de desastres desencadeados por excesso ou falta de chuva no país&comma; de 1991 a 2024&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O estudo concluiu que 91&comma;5&percnt; dos 5&period;570 municípios relataram no período pelo menos 1 desastre relacionado a 4 tipos de eventos&colon; inundação &lpar;categoria que também englobou alagamento e enxurrada&rpar;&comma; deslizamento de terra&comma; tempestade ou seca&period;<&sol;p>&NewLine;<p>No total&comma; o Nordeste aparece com o maior número de cidades afetadas &lpar;1&period;765&rpar;&comma; seguido pelo Sudeste &lpar;1&period;405&rpar;&comma; Sul &lpar;1&period;152&rpar;&comma; Norte &lpar;433&rpar; e Centro-Oeste &lpar;342&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Outro dado que chama a atenção é a sobreposição de riscos&colon; 1&period;814 cidades brasileiras enfrentaram 3 dos problemas elencados&comma; e outras 270 sofreram com todos os 4 tipos de desastres no período analisado&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Entre os impactos&comma; os pesquisadores mapearam&comma; por exemplo&comma; mortes e perdas econômicas&period; Em relação aos óbitos&comma; o Sudeste concentrou o maior número relacionado a inundações&comma; alagamentos&comma; enxurradas e deslizamentos&semi; enquanto o Sul liderou em tempestades e o Nordeste&comma; em secas&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A inundação é quando o leito de um rio transborda&period; Considera-se alagamento os casos em que o sistema de drenagem não suporta o volume de água&semi; a enxurrada se refere a uma grande quantidade de chuva em pouco tempo&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Mortes e prejuízo<&sol;h2>&NewLine;<p>De acordo com os achados&comma; os desastres naturais analisados foram responsáveis por&comma; pelo menos&comma; 4&period;774 mortes e 3&period;031 desaparecidos&comma; com mais de 129&comma;79 milhões de pessoas afetadas&period; Estima-se que os prejuízos econômicos tenham sido superiores a US&dollar; 123&comma;89 bilhões&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Ao analisar os prejuízos por região &lpar;incluindo danos materiais diretos e consequências indiretas que afetam a economia e a capacidade de recuperação local&rpar;&comma; as inundações&comma; alagamentos e enxurradas tiveram maior impacto no Sul&comma; enquanto deslizamentos de terra e secas afetaram mais o Nordeste e as tempestades&comma; o Sudeste&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Estão incluídos nesse contexto casos como o de São Sebastião – cidade do litoral norte de São Paulo que ficou parcialmente isolada no carnaval de 2023 após chuvas de volume recorde que provocaram ao menos 60 mortes&comma; além de perdas de infraestrutura e danos materiais – e da tragédia climática de maio de 2024 no Rio Grande do Sul&comma; que devastou o Estado&comma; com tempestades que afetaram 2&comma;3 milhões de moradores&comma; de 471 municípios&comma; e provocaram mais de 180 mortes&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Realizado por cientistas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais&comma; da USP e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais&comma; o estudo foi <a rel&equals;"nofollow" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"https&colon;&sol;&sol;iopscience&period;iop&period;org&sol;article&sol;10&period;1088&sol;1748-9326&sol;ae5991" target&equals;"&lowbar;blank" rel&equals;"noopener"><strong>publicado<&sol;strong><&sol;a> na edição de abril da <em>Environmental Research Letters<&sol;em>&comma; revista que busca chamar a atenção de formuladores de políticas públicas e da comunidade científica para temas socioambientais&period;<&sol;p>&NewLine;<p><em>&OpenCurlyDoubleQuote;Quisemos sair da mística de que o desastre é algo sobrenatural&comma; que as causas vêm de forças desproporcionais&period; Há exceções que os modelos climáticos não conseguem prever&comma; mas&comma; para a maioria dos eventos&comma; órgãos nacionais como o Cemaden emitem alertas e o poder público é informado do que pode vir a acontecer&period; O problema é a negligência&comma; a falta de estrutura e até ausência de atuação”<&sol;em>&comma; afirma o pesquisador do Cemaden Elton Vicente Escobar Silva&comma; 1º autor do estudo&comma; que é parte de seu pós-doutorado&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Na avaliação do pesquisador&comma; esses eventos extremos devem ser classificados como desastres &OpenCurlyDoubleQuote;socionaturais” ou socioambientais&comma; já que sua ocorrência e seus impactos podem ser influenciados pela ação humana&colon; <em>&OpenCurlyDoubleQuote;Há um agravante antropogênico&comma; não só com as mudanças climáticas&comma; mas também com falhas de gestão pública&period;”<&sol;em><&sol;p>&NewLine;<p>Silva destaca que&comma; nos últimos anos&comma; o Brasil avançou na geração de dados que permitem compreender melhor esses desastres&period; Enfrenta&comma; porém&comma; problemas de registro e de estrutura institucional para acompanhamento desses registros&period;<&sol;p>&NewLine;<h2><strong>Entraves<&sol;strong><&sol;h2>&NewLine;<p>Os pesquisadores alertam que os impactos reais tendem a ser maiores do que as estatísticas permitem quantificar&period; Isso porque&comma; para chegar aos resultados&comma; foram utilizados dados do <a rel&equals;"nofollow" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"https&colon;&sol;&sol;s2id&period;mi&period;gov&period;br&sol;paginas&sol;index&period;xhtml" target&equals;"&lowbar;blank" rel&equals;"noopener">Sistema Integrado de Informações sobre Desastres<&sol;a> -o S2iD- e do <a rel&equals;"nofollow" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"https&colon;&sol;&sol;atlasdigital&period;mdr&period;gov&period;br&sol;" target&equals;"&lowbar;blank" rel&equals;"noopener"><strong>Atlas Digital de Desastres no Brasil<&sol;strong><&sol;a>&period; Ambas as plataformas são de acesso público e estão sob a responsabilidade da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Esses registros são autodeclarados pelos municípios e servem&comma; entre outros objetivos&comma; para buscar recursos do governo federal quando as administrações locais e estaduais não têm capacidade de lidar e responder aos eventos adversos que afetaram aquela localidade&period; Ou seja&comma; muitos casos podem ter resultado em perdas ou fatalidades não registradas porque as próprias administrações locais não conseguiram gerenciar a situação ou fazer as notificações necessárias desses impactos&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Levantamento da Confederação Nacional de Municípios estima que cerca de 1&period;660 cidades no país não têm Defesa Civil organizada&period; Além disso&comma; um estudo publicado em 2025 mostrou que as defesas civis precisam investir em profissionalização e recurso próprio para enfrentar riscos climáticos&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Silva ressalta que a abordagem da coleta de dados das plataformas não é feita com olhar &OpenCurlyDoubleQuote;multirrisco”&comma; ou seja&comma; deixa de considerar os eventos de maneira simultânea e olha só para fatores isolados&period; Se houve&comma; por exemplo&comma; um deslizamento de terra que foi provocado por uma inundação&comma; só um desses eventos é notificado&period; Outro ponto é a imprecisão no registro das causas de mortes nos desastres&comma; que nem sempre são corretamente relacionadas aos eventos extremos que as resultaram&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A plataforma S2iD tem dados disponíveis somente a partir de 2013&comma; com ampliação da base ao longo dos anos&period; O número de cidades que relatam desastres cresceu de 29&percnt; em 2013 para 88&percnt; em 2024&period; Isso leva a lacunas na relação entre o aumento dos registros de desastres naturais e fatores climáticos&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Em relação às estimativas monetárias das perdas econômicas&comma; quando a pesquisa foi finalizada&comma; os sistemas traziam informações até 2024 &lpar;com dados do ano anterior&comma; atualizados levando em consideração a inflação&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Por meio da assessoria de comunicação&comma; a Sedec informou à <strong>Agência FAPESP<&sol;strong> que está desenvolvendo versões do S2iD&comma; com lançamento previsto para este ano&comma; e do Atlas Digital de Desastres&period; Elas permitirão o registro de eventos sob abordagem multirrisco e a atualização contínua das informações após o reconhecimento federal&period;<&sol;p>&NewLine;<p><em>&OpenCurlyDoubleQuote;Para superar limitações históricas&comma; como a falta de detalhamento em danos humanos e a subnotificação municipal&comma; a nova plataforma possibilitará a desagregação de dados por gênero e faixa etária&comma; enquanto a Sedec fortalece a capilaridade do sistema por meio de capacitações técnicas e educação a distância para gestores locais&period; Essa reestruturação busca reduzir as assimetrias entre as defesas civis estaduais e municipais&comma; consolidando o S2iD como uma ferramenta de planejamento e formulação de políticas públicas”<&sol;em>&comma; informou a secretaria&period;<&sol;p>&NewLine;<h2><strong>Prevenção<&sol;strong><&sol;h2>&NewLine;<p>Para o sociólogo Victor Marchezini&comma; pesquisador do Cemaden e coautor do artigo&comma; é preciso investir em estratégias que permitam reduzir as perdas&comma; e não somente recuperar os prejuízos&period;<&sol;p>&NewLine;<p><em>&OpenCurlyDoubleQuote;Esse estudo faz uma análise longitudinal dos impactos dos desastres no Brasil&comma; sendo importante para demonstrar que eles são derivados de uma crise crônica&comma; não algo pontual&period; Precisamos parar de naturalizar os prejuízos econômicos&period; Até quando vamos investir dinheiro somente em resposta aos desastres e reconstrução&comma; sem pensar nos mecanismos para reduzir as perdas&quest;”<&sol;em>&comma; disse&period;<&sol;p>&NewLine;<hr&sol;>&NewLine;<p class&equals;"p1"><em>Este texto foi <a rel&equals;"nofollow" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"https&colon;&sol;&sol;agencia&period;fapesp&period;br&sol;nove-em-cada-dez-cidades-brasileiras-ja-enfrentaram-desastres-climaticos-nas-ultimas-tres-decadas&sol;58646" target&equals;"&lowbar;blank" rel&equals;"noopener">publicado<&sol;a> originalmente pela Agência Fapesp&comma; em 13 de julho de 2026&period; O conteúdo é livre para republicação&comma; citada a fonte&comma; e foi adaptado para o padrão do <strong>Poder360<&sol;strong>&period;<&sol;em><&sol;p>&NewLine;<&sol;p><&sol;div>&NewLine;<p><script>&NewLine;&Tab;&Tab;&Tab;window&period;fbAsyncInit &equals; function &lpar;&rpar; &lbrace;&NewLine;&Tab;&Tab;&Tab;&Tab;FB&period;init&lpar;&lbrace;&NewLine;&Tab;&Tab;&Tab;&Tab;&Tab;appId&colon; '176130429467305'&comma;&NewLine;&Tab;&Tab;&Tab;&Tab;&Tab;xfbml&colon; true&comma;&NewLine;&Tab;&Tab;&Tab;&Tab;&Tab;version&colon; 'v2&period;7'&NewLine;&Tab;&Tab;&Tab;&Tab;&rcub;&rpar;&semi;&NewLine;&Tab;&Tab;&Tab;&Tab;window&period;api&lowbar;started &equals; true&semi;&NewLine;&Tab;&Tab;&Tab;&rcub;&semi;&NewLine;&Tab;&Tab;&Tab;&lpar;function &lpar;d&comma; s&comma; id&rpar; &lbrace;&NewLine;&Tab;&Tab;&Tab;&Tab;var js&comma; &fjlig;s &equals; d&period;getElementsByTagName&lpar;s&rpar;&lbrack;0&rsqb;&semi;&NewLine;&Tab;&Tab;&Tab;&Tab;if &lpar;d&period;getElementById&lpar;id&rpar;&rpar; &lbrace;&NewLine;&Tab;&Tab;&Tab;&Tab;&Tab;return&semi;&NewLine;&Tab;&Tab;&Tab;&Tab;&rcub;&NewLine;&Tab;&Tab;&Tab;&Tab;js &equals; d&period;createElement&lpar;s&rpar;&semi;&NewLine;&Tab;&Tab;&Tab;&Tab;js&period;id &equals; id&semi;&NewLine;&Tab;&Tab;&Tab;&Tab;js&period;src &equals; "https&colon;&sol;&sol;connect&period;facebook&period;net&sol;pt&lowbar;BR&sol;sdk&period;js"&semi;&NewLine;&Tab;&Tab;&Tab;&Tab;&fjlig;s&period;parentNode&period;insertBefore&lpar;js&comma; &fjlig;s&rpar;&semi;&NewLine;&Tab;&Tab;&Tab;&rcub;&lpar;document&comma; 'script'&comma; 'facebook-jssdk'&rpar;&rpar;&semi;&NewLine;&Tab;&Tab;<&sol;script><&sol;p>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;www&period;poder360&period;com&period;br&sol;poder-sustentavel&sol;desastres-climaticos-atingiram-90-das-cidades-do-pais-desde-1991&sol;">Fonte&colon; Clique aqui<&sol;a><&sol;p>&NewLine;&NewLine;

Redação

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