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<p><strong>Os cursos superiores de medicina, direito, odontologia, enfermagem e psicologia devem ser ofertados exclusivamente no formato presencial</strong>. A medida, determinada pelo decreto da Nova Política de Educação a Distância (EAD), assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na manhã desta segunda-feira (19), em Brasília, também determina que os demais cursos da área de saúde e licenciaturas deverão ser ofertadas nos formatos presencial ou semipresencial (híbrido).</p>
<p>De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o foco do novo marco regulatório é “o estudante e a valorização dos professores: a garantia de infraestrutura nos polos, a qualificação do corpo docente, a valorização da interação e mediação para uma formação rica e integral, independentemente da distância física.”</p>
<p>Na cerimônia no Palácio do Planalto, o ministro da Educação, Camilo Santana, disse que o marco regulatório traz regras mais claras para <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.instagram.com/p/DJ1-NNpNgw5/?hl=pt-br" target="_blank">garantir qualidade da oferta</a>.</p>
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<p>“Nós acreditamos que a educação a distância pode proporcionar ao estudante uma experiência rica quanto aos demais cursos, desde que haja um efetivo compromisso de todos com o processo de ensino e aprendizagem, que se estabelece nesse modelo”, diz Camilo Santana.</p>
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<p>As instituições de ensino superior terão dois anos de transição para adaptação gradual dos cursos.</p>
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<p><h6 class="meta"><!--copyright=424579-->Presidente assinou decreto durante evento no Palácio do Planalto &#8211; <strong>Ricardo Stuckert/PR</strong><!--END copyright=424579--></h6>
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<h2>Novidades</h2>
<p>De acordo com o ministro Camilo, as novidades principais da nova política são:</p>
<ul>
<li>as aulas online ao vivo deverão ter um máximo de 70 alunos por professor ou mediador pedagógico, para valorização destes profissionais;</li>
<li>criação do modelo semipresencial, com atividades presenciais físicas e atividades virtuais ao vivo (síncronas) mediadas.</li>
<li>mais atividades presenciais e avaliações, com infraestrutura física e tecnológica adequada nos polos EAD.</li>
</ul>
<p><strong>Os polos de EAD serão reconhecidos como espaços acadêmicos de apoio, devendo atender a requisitos mínimos de infraestrutura física e tecnológica, como salas de coordenação, ambientes de estudo, laboratórios e acesso à internet. </strong>Não será permitido o compartilhamento de polos entre instituições de ensino superior.</p>
<p><strong>O decreto cria, ainda, o cargo de mediador pedagógico, com formação compatível com o curso e vínculo formal com a instituição de ensino. </strong>O número destes profissionais deverá ser informado no Censo da Educação Superior, anualmente. A função de um mediador pedagógico será diferente do tutor, que era limitada a tarefas administrativas.</p>
<p>Outra determinação do decreto é que deverá haver pelo menos uma avaliação presencial a cada disciplina curricular, que deverá representar a maior parte da nota final, inclusive em cursos EAD.</p>
<h2>Formatos das aulas</h2>
<p>O decreto permite a modalidade semipresencial para cursos superiores, a exemplo dos cursos de licenciatura e da área de saúde, que poderão ser ofertados nesse formato, mas que terão limites para a carga horária virtual.</p>
<p>Em resumo, os três formatos contemplados pelo novo marco regulatório são de aulas:</p>
<ul>
<li><strong>presenciais</strong>: caracterizado pela oferta majoritária de carga horária presencial física, com limite de até 30% de EAD;</li>
<li><strong>semipresenciais:</strong> atividades presenciais físicas (estágio, extensão, práticas laboratoriais) e virtuais ao vivo (síncronas) mediadas, além de carga horária a distância;</li>
<li><strong>a distância</strong>: caracterizado pela oferta preponderante de carga horária a distância. Antes, não havia limite mínimo para atividades presenciais. Com o novo decreto, este limite mínimo passa a ser de 20% atividades presenciais e/ou online (síncronas) mediadas, com a exigência de provas presenciais.</li>
</ul>
<p>O controle de frequência dos estudantes é obrigatório.</p>
<h2>Relembre</h2>
<p>Em junho de 2024, o MEC <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-528-de-6-de-junho-de-2024-564275259" target="_blank">suspendeu a criação de novos cursos</a> de graduação EaD, novas vagas e polos até 10 de março de 2025.</p>
<p>A medida teve o objetivo de reformular os novos referenciais de qualidade da EAD e criar este novo marco regulatório para oferta de cursos de graduação na modalidade EaD pelas instituições de ensino superior.</p>
<p>No início de maio, o Ministério da Educação prorrogou o prazo pela segunda vez para 9 de junho. </p>
<h2>EAD em números</h2>
<p>O MEC aponta que, no período de 2018 a 2023, os cursos a distância cresceram 232% no país.</p>
<p><strong>Em 2023, o número de ingressantes em cursos EAD foi o dobro dos ingressantes nos cursos presenciais</strong>. De acordo com o <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://app.powerbi.com/view?r=eyJrIjoiMGJiMmNiNTAtOTY1OC00ZjUzLTg2OGUtMjAzYzNiYTA5YjliIiwidCI6IjI2ZjczODk3LWM4YWMtNGIxZS05NzhmLWVhNGMwNzc0MzRiZiJ9&;pageName=ReportSection4036c90b8a27b5f58f54" target="_blank">Censo da Educação Superior 2023</a>, divulgado em outubro de 2024 pelo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, na modalidade de EAD, a oferta de vagas foi de 77,2% (19.181.871); já as presenciais representaram 22,8% (5.505.259).</p>
<p>Se considerada somente a rede pública de ensino superior, a maior parte dos ingressos ocorreu nas graduações presenciais: 85% (481.578). Os outros 15% (87.511) são alunos de cursos a distância.</p>
<p>Na rede privada, a situação se inverte: 73% (3.226.891) dos ingressos em cursos de ensino superior foram na modalidade EAD, enquanto 27% (1.198.012) ingressaram em cursos presenciais.</p>
<p>Dos 5.570 municípios do Brasil, 3.392 deles têm estudantes matriculados em cursos de EAD. Esses municípios representam 93% da população brasileira.</p>
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<p><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2025-05/decreto-define-medicina--direito-e-odonto-como-cursos-presenciais">Fonte: Clique aqui</a></p>


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