Categories: Política

Constituição impede nova Força Municipal armada no Rio, diz entidade

<p><&sol;p>&NewLine;<div>&NewLine;<p>A proposta do prefeito do Rio&comma; Eduardo Paes&comma; de criar uma Força Municipal de Segurança&comma; com uso de armamento&comma; para ser uma parte da Guarda Municipal&comma; é inconstitucional&period; A conclusão é do presidente da Associação das Guardas Municipais do Brasil &lpar;AGM BRASIL&rpar;&comma; Reinaldo Monteiro&period; Conforme explicou&comma; os governos das cidades não têm atribuição constitucional de implantar qualquer outra força de segurança&comma; que não sejam as Guardas Municipais&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Essa ideia do prefeito do Rio de Janeiro não tem sustentação jurídica constitucional&comma; porque pela Constituição Federal a única força de segurança que o prefeito do Rio de Janeiro ou de qualquer outro lugar pode criar é a Guarda Municipal&period; Não existe outra previsão e a Guarda Municipal já existe no Rio de Janeiro”&comma; afirmou à <strong>Agência Brasil<&sol;strong>&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Para o presidente&comma; não é necessária a criação de uma nova força&comma; uma vez que a legislação já prevê o uso de armamento pelas Guardas Municipais&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;As Guardas Municipais hoje já estão totalmente regulamentadas para funcionar na sua plenitude&period; Temos a Constituição Federal&comma; artigo 144&comma; parágrafo 8º&comma; que foi regulamentado pela lei 13&period;022&comma; que é o Estatuto Geral das Guardas&comma; de 2014&period; Essa lei &lbrack;assinada pela presidente Dilma Rousseff&rsqb; disciplinou e padronizou todas as Guardas Municipais&comma; cor de uniforme&comma; competências&comma; atribuições&comma; princípios&comma; planos de carreira&comma; tudo previsto no Estatuto Geral das Guardas&period; Além disso&comma; tivemos em 2018 a lei 13675 do SUSP&comma; que disciplinou o funcionamento dos órgãos de segurança pública&comma; onde está previsto as Guardas como órgãos de segurança pública operacionais&period; Tudo que era necessário para o perfeito funcionamento das Guardas já existe”&comma; detalhou&period;<&sol;p>&NewLine;<p>No dia da posse &lpar;1º&rpar;&comma; Eduardo Paes anunciou a formação de um grupo de estudo para implantar a Força Municipal&period; A questão da Segurança do Rio foi um assunto central durante a campanha eleitoral de 2024 e embora tenha afirmado durante o período que cabia ao estado as ações de combate à criminalidade&comma; o candidato à reeleição defendeu a necessidade de trabalho conjunto do estado e do município no enfrentamento de um dos maiores problemas apontados pela população do Rio&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Todas as Guardas Municipais podem hoje usar arma de fogo&period; Está previsto no Estatuto do Desarmamento&period; O que acontece no Rio de Janeiro é que a Guarda Municipal até hoje não está estruturada para se adequar às leis federais&period; Olha o absurdo&period; Estamos em 2025 e o prefeito Eduardo Paes até hoje não fez a adequação e a reestruturação necessária para a guarda municipal ficar enquadrada no Estatuto Geral das Guardas e na lei do Susp &lbrack;Sistema Único de Segurança Pública&rsqb;”&comma; criticou&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Monteiro destacou ainda que a lei orgânica do Rio de Janeiro criou a Guarda Municipal desarmada&comma; mas isso não poderia ser levado em conta diante de uma lei federal que determina situação diferente&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Lei municipal não regulamenta uso de material bélico&comma; porque isso é competência do Congresso Nacional&period; Isso já foi regulamentado no Estatuto do Desarmamento&comma; então&comma; a lei orgânica do Rio de Janeiro é inconstitucional”&comma; apontou&comma; completando que o prefeito deveria&comma; sim&comma; propor mudança na lei orgânica de forma a adequá-la às leis federais&period;<&sol;p>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-medio&lowbar;4colunas type-image atom-align-right">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;410939&colon;medio&lowbar;4colunas &lbrace;"additionalClasses"&colon;""&rcub; --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- END scald&equals;410939 --><&sol;div>&NewLine;<div class&equals;"dnd-caption-wrapper">&NewLine;<p><&excl;--copyright&equals;410939-->Reinaldo Monteiro presidente da AGM BRASIL&period; Foto Arquivo Pessoal &&num;8211&semi; <&excl;--END copyright&equals;410939--><&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Se ele tivesse feito e a Câmara do Rio não aceitasse&comma; ele teria que entrar na justiça contra a lei orgânica para questionar sua constitucionalidade e fazer a adequação da Guarda Municipal&period; É muito ruim quando um prefeito de capital&comma; com uma guarda municipal de sete mil homens não cumpre o básico já previsto na legislação e na Constituição Federal”&comma; comentou&comma; lembrando que a fiscalização do funcionamento das Guardas cabe à Polícia Federal&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;O prefeito compra o armamento&comma; treina&comma; capacita&comma; mas quem fiscaliza é a Polícia Federal&period; Além da Polícia Federal&comma; as Guardas Municipais são fiscalizadas pelos ministérios públicos locais&comma; que têm a obrigação de fazer o controle externo das Guardas Municipais&period; Isso está previsto tanto na Constituição Federal&comma; quanto na resolução 279 do Conselho Nacional do Ministério Público”&comma; concluiu&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O antropólogo&comma; especialista em segurança pública e capitão veterano do Batalhão de Operações Especiais &lpar;Bope&rpar;&comma; da Polícia Militar do Rio de Janeiro&comma; Paulo Storani&comma; disse que foi surpreendido pela proposta do prefeito Eduardo Paes e reforçou que já existe legislação em vigor que permite a utilização de armamento pela Guarda Municipal&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Ficou uma incógnita&period; Se já existe uma lei que já transforma as Guardas Municipais em algo semelhante a uma polícia municipal&comma; que poderia atuar dentro desse campo&comma; óbvio&comma; integrada com as forças policiais tanto da PM&comma; quanto da Polícia Civil&comma; ele vem agora com a novidade da criação de uma força não prevista em lei&period; Precisaria de uma nova legislação própria para isso”&comma; disse à <strong>Agência Brasil<&sol;strong>&period;<&sol;p>&NewLine;<p>De acordo com Storani&comma; a criação de uma nova força vai demandar um período longo de discussões e mudanças na legislação&comma; o que poderia até superar o tempo do atual mandato de Paes&comma; que começou em 1º de janeiro depois de ser reeleito em 2022&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Uma situação como essa levaria&comma; só para discutir&comma; pelo menos dois anos&period; Para tentar alguma coisa no Congresso Nacional&comma; mais dois anos&comma; ou seja&comma; terminaria o mandato do prefeito e ele não conseguiria colocar em prática essa sua ideia&comma; quando na verdade&comma; a própria legislação&comma; a lei que já existe&comma; faculta à Guarda Municipal ser armada nesse campo da segurança pública com certas restrições&period; Ele prefere não considerar essa possibilidade de criar uma nova instituição”&comma; completou&comma; observando que o Rio de Janeiro vive os piores retrocessos de indicadores de criminalidade desde que acompanha o cenário da segurança pública há 42 anos&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Integração<&sol;h2>&NewLine;<p>Na visão do doutor e mestre em direito pela PUC-Rio&comma; pós-doutor pela Columbia Law School e professor da Faculdade de Direito da Fundação Getúlio Vargas &lpar;FGV&rpar;&comma; Thiago Bottino&comma; antes de ter uma nova guarda armada&comma; a questão da segurança pública precisa ser tratada de forma integrada&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Uma coisa importante que tem que ser destacada é que mais do que ter mais pessoas&comma; mais guardas armados&comma; é que a segurança pública seja trabalhada de forma integrada&period; Isso foi muito a tônica das eleições municipais&period; O município não tem uma guarda armada&period; A Guarda Municipal não tem função de promoção de segurança&period; Essa é uma responsabilidade do governo do estado&comma; mas é óbvio que pode ter ações integradas&period; Pode ter ações de inteligência e de investigações integradas com a Polícia Civil&comma; Polícia Militar&comma; Polícia Federal e também no âmbito municipal&period; Acho que mais eficiente do que uma arma na mão é uma informação na cabeça e o uso de inteligência na política pública de segurança”&comma; pontuou&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Monteiro destacou que a função das Guardas Municipais não se restringe à proteção de patrimônio público&period; É muito mais que isso é ter políticas públicas de segurança no âmbito do município que vão fazer policiamento de proximidade&comma; policiamento comunitário&comma; proteção e defesa da mulher&comma; policiamento escolar&comma; proteção e defesa do meio ambiente&comma; arquitetônico e cultural da cidade&period; Políticas de preservação da tranquilidade&comma; ou seja&comma; redução da perturbação do sossego&comma; então&comma; a Guarda Municipal tem que atuar neste sentido”&comma; apontou&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Representação<&sol;h2>&NewLine;<p>Para tentar evitar que a proposta de Paes vá à frente e acabe aprovada pela Câmara dos Vereadores do Rio&comma; a AGM BRASIL entrou no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro &lpar;TJRJ&rpar; com outras entidades representativas das Guardas Municipais no país&comma; com uma Representação de Inconstitucionalidade com pedido de medida cautelar &OpenCurlyDoubleQuote;com a finalidade de declarar inconstitucional do Decreto Municipal&comma; de nº 55&period;584&comma; de 1º de janeiro de 2025&comma; no Município do Rio de Janeiro que cria grupo de trabalho voltado a instituição da Força Municipal de Segurança da Cidade do Rio de Janeiro com ofensa direta ao disposto no artigo 183 da Constituição Federal&comma; tendo como autoridade que emanou o ato o i&period; O Prefeito Municipal do Rio de Janeiro&comma; Dr&period; Eduardo Paes”&comma; apontou o documento&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;A gente fez esta representação para nem criar&comma; porque depois que vira lei é muito mais difícil&period; Infelizmente&comma; no âmbito dos municípios nem sempre o pessoal faz um estudo técnico da proposta&period; É mais um estudo político do que técnico e aí acaba passando a lei inconstitucional&period; Depois que vira lei para isso ser revertido demora&period; A gente está batalhando para que isso não prospere&comma; para que não gere insegurança jurídica para a cidade do Rio de Janeiro e não tenha reflexos nas demais Guardas Municipais do país”&comma; explicou&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O TJRJ informou à <strong>Agência Brasil<&sol;strong>&comma; que o processo foi distribuído ontem &lpar;9&rpar;&comma; para o Órgão Especial do Tribunal e que o desembargador Benedicto Abicair&comma; &OpenCurlyDoubleQuote;que será o relator&comma; determinou a regularização das custas processuais&period; Portanto&comma; sem qualquer decisão sobre o pedido”&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Sugestão<&sol;h2>&NewLine;<p>Em outra frente&comma; a AGM BRASIL busca incluir na PEC da Segurança Pública&comma; elaborada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública&comma; uma parte do texto destinado às Guardas Municipais&period; A sugestão da entidade&comma; segundo Reinaldo Monteiro&comma; será entregue em uma reunião com o ministro Lewandowski na semana que vem&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Vamos propor uma alteração nesta proposta justamente para adequar a proposta do ministro à legislação federal e às decisões da Suprema Corte&comma; porque não foi observada na proposta dele toda essa atualização das Guardas Municipais”&comma; revelou&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Na verdade é atualizar a Constituição Federal àquilo que já acontece no mundo real”&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>MJSP<&sol;h2>&NewLine;<p>De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública &lpar;MJSP&rpar;&comma; a Pesquisa MUNIC 2023&comma; indica que dos 5&period;570 municípios brasileiros&comma; 1&period;322 possuem Guardas Civis Municipais&period; A pasta informou que desempenha um papel estratégico na coordenação do Sistema Único de Segurança Pública &lpar;SUSP&rpar;&comma; articulando ações que fortalecem as instituições de segurança em todo o país&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;No caso das Guardas Municipais&comma; o MJSP apoia a gestão dessas instituições por meio de iniciativas que promovem capacitação&comma; modernização de recursos e valorização profissional&period; Além disso&comma; fomenta a troca de experiências entre os entes federativos e incentiva a adoção de boas práticas&period; Esse acompanhamento visa assegurar que as Guardas Municipais atuem de forma integrada ao SUSP&comma; contribuindo para a segurança dos cidadãos e a proteção dos bens públicos municipais”&comma; contou&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Prefeitura do Rio<&sol;h2>&NewLine;<p>Até o fechamento desta matéria&comma; a Prefeitura do Rio não enviou um posicionamento pedido pela Agência Brasil&comma; sobre as críticas feitas à proposta de criação da Força Municipal de Segurança&comma; armada para a capital fluminense&period;<&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada -->&NewLine; <&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;politica&sol;noticia&sol;2025-01&sol;constituicao-impede-nova-forca-municipal-armada-no-rio-diz-entidade">Fonte&colon; Clique aqui<&sol;a><&sol;p>&NewLine;&NewLine;

Redação

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