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<p>O aumento da expectativa de vida trouxe um novo desafio para a população: preservar a saúde do cérebro ao longo dos anos. De acordo com o<a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.ibge.gov.br/" target="_blank" rel="noopener"> IBGE</a>, o Brasil já conta com mais de 35 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o que reforça a importância de discutir formas de prevenir o declínio cognitivo e manter a qualidade de vida na terceira idade.</p>
<p>Embora o envelhecimento provoque mudanças naturais no organismo, isso não significa, necessariamente, perda de autonomia ou desenvolvimento de doenças como as demências. Segundo a médica geriatra Dra. Polianna Souza, cofundadora do canal Longidade, o cérebro continua capaz de criar novas conexões durante toda a vida.</p>
<blockquote>
<p><strong>“Quanto mais estimulamos essa capacidade por meio da atividade física, da alimentação equilibrada, do sono de qualidade e de desafios cognitivos, maiores são as chances de preservar memória, atenção e raciocínio”</strong>, afirma a especialista.</p>
</blockquote>
<figure id="attachment_11586" aria-describedby="caption-attachment-11586" style="width: 335px" class="wp-caption alignnone"><figcaption id="caption-attachment-11586" class="wp-caption-text">Imagem: Magnific</figcaption></figure>
<h4><strong>Esquecimentos fazem parte do envelhecimento?</strong></h4>
<p>Lembrar um nome com mais demora ou esquecer temporariamente onde deixou um objeto pode fazer parte do processo natural de envelhecimento. No entanto, alguns sinais merecem atenção.</p>
<p>De acordo com a Dra. Polianna Souza, é importante buscar avaliação médica quando as falhas de memória começam a interferir nas atividades cotidianas.</p>
<blockquote>
<p><strong>“O que merece investigação é quando essas falhas passam a comprometer tarefas do dia a dia, como administrar as finanças, acompanhar uma conversa ou se orientar em lugares conhecidos”</strong>, explica.</p>
</blockquote>
<p>Por isso, observar a frequência e o impacto desses episódios é fundamental para diferenciar alterações esperadas da idade de possíveis doenças neurológicas.</p>
<h4><strong>Manter o cérebro ativo vai além de jogos de memória</strong></h4>
<p>Para o especialista em neurocomunicação Jotta Junior, também cofundador do canal Longidade, estimular o cérebro não se resume a fazer palavras cruzadas ou exercícios de lógica.</p>
<blockquote>
<p><strong>“Conversar, ensinar, aprender algo novo, ler, escrever ou até contar histórias estimulam diferentes áreas cerebrais ao mesmo tempo. A comunicação é uma ferramenta poderosa para fortalecer conexões neurais e manter a mente em funcionamento”</strong>, destaca.</p>
</blockquote>
<p>Além disso, incorporar novos aprendizados à rotina favorece a chamada reserva cognitiva, mecanismo que ajuda o cérebro a lidar melhor com os efeitos do envelhecimento.</p>
<figure id="attachment_11585" aria-describedby="caption-attachment-11585" style="width: 348px" class="wp-caption alignnone"><figcaption id="caption-attachment-11585" class="wp-caption-text">Imagem: Magnific</figcaption></figure>
<h4><strong>Saúde emocional também protege o cérebro</strong></h4>
<p>O psicólogo Francisco Carlos Gomes, cofundador do canal Longidade, ressalta que o equilíbrio emocional exerce papel importante na preservação das funções cognitivas.</p>
<p>Segundo ele, ansiedade, estresse, depressão e isolamento social podem prejudicar a memória, a atenção e a concentração.</p>
<blockquote>
<p><strong>“Muitas vezes, a dificuldade de lembrar não está relacionada ao envelhecimento em si, mas ao excesso de sobrecarga emocional. Manter vínculos sociais, cultivar relações e ter propósito de vida também protege o cérebro”</strong>, afirma.</p>
</blockquote>
<h4><strong>Cinco hábitos para preservar a saúde cerebral</strong></h4>
<p>Especialistas recomendam atitudes simples que podem fazer diferença ao longo dos anos:</p>
<ul>
<li>Praticar atividade física regularmente;</li>
<li>Dormir bem e respeitar o tempo de descanso;</li>
<li>Estimular o cérebro com leitura, novos aprendizados e interação social;</li>
<li>Cuidar da saúde emocional, controlando estresse, ansiedade e depressão;</li>
<li>Manter doenças como <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hipertensao" target="_blank" rel="noopener">hipertensão</a>, diabetes, obesidade e colesterol elevado sob controle.</li>
</ul>
<p>Para a Dra. Polianna Souza, nunca é tarde para investir na saúde do cérebro.</p>
<blockquote>
<p>“<strong>Quanto antes adotamos hábitos saudáveis, maior é a reserva cognitiva construída ao longo da vida. Isso pode retardar o declínio das funções cerebrais e contribuir para um envelhecimento mais independente e com melhor qualidade de vida”</strong>, conclui.</p>
</blockquote></div>
<p><a href="https://comsaudebahia.com.br/o-cerebro-envelhece-como-proteger-a-memoria-apos-os-60/">Fonte: Clique aqui</a></p>


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