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<p>Grupo é acusado de transportar 126 quilos de cocaína do Brasil para a Europa ilegalmente, em um esquema que existia desde 2022 e foi descoberto em 2023</p>
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<div class="post_image"><span class="image_fonte">GABRIEL SILVA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO &#8211; 22/08/2023</span><picture><source media="(max-width: 799px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2023/08/aerporto-guarulhos-309x207.png"><source media="(min-width: 800px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2023/08/aerporto-guarulhos-673x450.png"></source></source></picture><span class="image_credits">Segundo as investigações, a operação criminosa funcionava com falso check-in feito por uma funcionária da Gol<br /></span></div>
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<p>Na manhã desta terça-feira, 22, a <strong>Polícia Federal</strong> prendeu um dos líderes da quadrilha que trocava etiquetas de bagagens de passageiros para o envio de cocaína ao exterior. Ele estava foragido há mais de dois anos. O grupo é acusado de transportar 126 quilos de cocaína do Brasil para a Europa ilegalmente, em um esquema que existia desde 2022 e foi descoberto em 2023, após um casal de mulheres brasileiras ser preso injustamente na Alemanha. Mesmo inocentes, elas ficaram detidas por 38 dias. Segundo as investigações, a operação criminosa funcionava com falso check-in feito por uma funcionária da Gol, e ação em área restrita por trabalhadores de empresas terceirizadas.</p>
<p>Imagens divulgadas pelo Fantástico, da TV Globo, em julho de 2023, mostravam um homem com uma mala (com 43 quilos de cocaína) se encontrando com Tamiris Zacharias, 31 anos, à época funcionária da Gol Linhas Aéreas. Os dois vão a um dos guichês de check-in da empresa. Tamiris, que também faz parte da quadrilha, finge fazer os procedimentos necessários, coloca a mala na esteira e despacha a bagagem com as drogas. A mala seguiu viagem para Lisboa, onde foi apreendida. As autoridades portuguesas localizaram a droga, mas ninguém apareceu para buscar a carga.</p>
<p>A investigação identificou que a mulher não emitiu nenhum comprovante para o dono da bagagem. Tamiris foi vista também pelas imagens em contato com outra mulher, Carolina Pennachiotti, de 35 anos. Carolina também trabalhava no aeroporto e era contratada por uma empresa para orientar os passageiros nas filas. Em áudios gravados para a mãe, interceptados pela polícia, ela faz declarações de também estar envolvida no esquema.</p>
<p>A segunda fase do crime, conforme apontado pelas investigações, envolvia a área restrita do aeroporto, especificamente o local para onde as malas vão após o check-in. Neste espaço, as imagens flagraram funcionários realizando a retirada de etiquetas de malas de outros passageiros e colocando, de forma escondida, na bagagem com as drogas. A ação dos criminosas é feita de forma sutil, de modo a driblar a segurança. Para esta etapa da operação, a quadrilha contou com a ajuda dos funcionários Deivid Souza Lima e Pedro Venâncio. Os dois foram flagrados realizando a troca de etiquetas em março de 2023, poucos dias antes do mesmo golpe ser aplicado nas duas brasileiras.</p>
<p>Na ocasião, a defesa de Carolina disse que a prisão era “violação das normas legais” e que demonstraria a improcedência das acusações. A WFS Orbital, empresa terceirizada que contratou Carolina, informou que colaborava com as investigações e oferecia treinamento aos seus colaboradores. Tamiris, da Gol, foi demitida da empresa e confessou participação no esquema. A Gol informou que estava à disposição das autoridades desde que soube das investigações. Os advogados de Deivid e Pedro Venâncio preferiram não se manifestar.</p>
<h3><strong>Presos e condenados</strong></h3>
<p>Em agosto do ano passado, parte da quadrilha foi condenada pela Justiça. Entre elas, alguns chefões do esquema de tráfico de drogas, como ‘Vovô’, ‘Brutus’, ‘Charles’, ‘Man’, ‘Bahia’ e Carolina, que ocupam cargos altos na hierarquia da quadrilha, segundo as investigações. Segundo a PF, eles eram responsáveis pela logística do tráfico, outros são apontados como ‘mentores intelectuais do crime’ e há até quem é classificado, pela própria quadrilha, como ‘chefão do esquema’.</p>
<p>Ao longo das investigações, a PF descobriu detalhes nos métodos de ação do grupo. Um deles é a utilização da senha ‘futebol’ para tratar da remessa de drogas para o exterior. Os achados se deram a partir da análise de diálogos entre os investigados, encontrados em celulares apreendidos nas operações.</p>
<h3><strong>Veja os condenados e as penas:</strong></h3>
<h6>Gleison Rodrigues dos Santos, o Vovô, pegou 39 anos, 8 meses e 10 dias em regime inicial fechado;</h6>
<h6>Fernando Reis de Araújo, o Brutus, foi condenado a 26 anos, 3 meses e 23 dias em regime inicial fechado;</h6>
<h6>Matheus Luiz Melo da Silva, o Man, recebeu pena de 8 anos e 2 meses em regime semiaberto;</h6>
<h6>Eubert Costa Ferreira Nunes, o Bahia, foi sentenciado a 8 anos e 2 meses em regime semiaberto;</h6>
<h6>Charles Couto Santos foi condenado a 7 anos em regime semiaberto;</h6>
<h6>Carolina Helena Pennacchiotti foi condenada a 16 anos e 4 meses em regime inicial fechado.</h6>
<h6>A reportagem tenta contato com a defesa dos citados.</h6>
<h3><strong>Brasileiras presas na Alemanha</strong></h3>
<p>As brasileiras Kátyna Baía e Jeanne Paolini ficaram 38 dias presas em Frankfurt depois de ter as etiquetas de identidade das malas trocadas por bagagens com drogas. As goianas foram libertadas depois que o Ministério Público alemão, de posse do inquérito da Polícia Federal (PF) e de vídeos que comprovavam que as etiquetas das malas foram trocadas no Aeroporto de Cumbica, autorizou a soltura do casal. Na ocasião, uma operação da PF prendeu sete suspeitos de participar do esquema.</p>
<p>Segundo relatado pela família das vítimas, elas foram detidas no aeroporto separadamente, algemadas pelos pés e mãos, escoltadas por vários policiais e a única palavra que entendiam era cocaína As duas tentaram argumentar que aquelas não eram suas malas, pois tinham cores e pesos diferentes, mas os policiais só repetiam a palavra “cocaína”.</p>
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<p>Elas tiveram as mãos raspadas para coleta de DNA, sem que tivessem dado autorização para isso. A bagagem de mão foi retida e elas ficaram sem os medicamentos e agasalhos. As duas foram levadas para celas separadas. Nesse local, que era frio e tinha as paredes escritas com fezes, elas ficaram três dias, nos quais lhes foram oferecidos apenas pão e água. Depois, foram transferidas para o presídio feminino de Frankfurt, onde permaneceram separadas e convivendo com mulheres condenadas por diversos crimes em celas frias e desconfortáveis.</p>
<p><em>*Com informações do Estadão Conteúdo<br />Publicado por Fernando Dias</em></p>
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<p><a href="https://jovempan.com.br/noticias/brasil/como-agia-quadrilha-que-trocava-etiquetas-de-malas-no-aeroporto-de-guarulhos.html">Fonte: Clique aqui</a></p>


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