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<p>A Comissão de Comunicação da Câmara dos Deputados aprovou em dezembro projeto de lei que proíbe a veiculação de propaganda com imagens, mensagens ou insinuações de apelo erótico envolvendo crianças e adolescentes. A medida se aplica a qualquer conteúdo publicitário visual, sonoro ou textual, incluindo representações reais, simulações, encenações ou conteúdo gerado por inteligência artificial.</p>
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<p>Conforme o projeto, ficam proibidos conteúdos que usem crianças ou adolescentes em contexto erótico, situações explícitas ou implícitas de conotação sexual como gestos, falas, roupas ou poses e qualquer imagem de crianças ou adolescentes em cenários de sexualização.</p>
<p>Quem descumprir a norma, poderá ter como pena: advertência, obrigação de publicar retificação da propaganda e multa entre R$ 20 mil e R$ 200 mil, variando conforme gravidade, alcance, reincidência e capacidade econômica. Os valores poderão ser aplicados em dobro em caso de reincidência.</p>
<p>Foi aprovada a versão do relator, deputado Gustavo Gayer (PL-GO), ao <a rel="nofollow" target="_blank" target="_blank" href="https://www.camara.leg.br/noticias/575016-COMISSAO-REJEITA-PROIBICAO-DE-PROPAGANDA-DE-LINGERIE-QUE-EXPLORE-CORPO-FEMININO">Projeto de Lei 967/15</a> , do ex-deputado Delegado Waldir (GO). O projeto original pretendia proibir em todo o País publicidades de lingerie que explorem a imagem de mulheres e seus corpos.</p>
<p> <strong>Autorregulação</strong> <br />Ao analisar a proposta, Gayer lembrou a publicidade como elemento essencial da vida moderna, em especial para setores como lingerie e moda íntima, e destacou que a imposição de proibições rígidas poderia gerar insegurança jurídica, já que conceitos como “exploração do corpo feminino” são subjetivos e sujeitos a múltiplas interpretações.</p>
<p>Ele ressaltou ainda que o modelo de autorregulação publicitária, conduzido pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), já dispõe de normas éticas voltadas à proteção da dignidade humana.</p>
<p>“Optamos por aproveitar a oportunidade para enfrentar de forma mais direta um problema específico e urgente: a erotização de crianças e adolescentes em conteúdos publicitários”, disse.</p>
<p> <strong>Próximas etapas</strong> <br />A proposta será ainda analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e, em seguida, pelo Plenário. Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.</p>
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<p><a href="https://www.estadodabahia.com.br/noticia/45238/comissao-aprova-proibicao-de-propaganda-com-apelo-erotico-envolvendo-criancas-e-adolescentes">Fonte: Clique aqui</a></p>


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