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Cenário fiscal dos municípios melhora diante de conjuntura econômica

<p><&sol;p>&NewLine;<div>&NewLine;<p>O Índice Firjan de Gestão Fiscal &lpar;IFGF&rpar;&comma; elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro &lpar;Firjan&rpar;&comma; aponta que em um contexto de conjuntura econômica favorável e maior repasse de recursos&comma; o cenário fiscal das cidades melhorou&comma; mas 36&percnt; delas&comma; com 46 milhões de brasileiros&comma; ainda têm situação fiscal difícil ou crítica&period; <strong>O estudo analisou as contas de 5&period;129 municípios com base em dados declarados pelas prefeituras&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Segundo a Firjan&comma; com pontuação que varia de zero a um&comma; o IFGF é composto pelos indicadores de Autonomia&comma; Gastos com Pessoal&comma; Investimentos e Liquidez&period; Após a análise de cada um deles&comma; a situação dos municípios é considerada crítica&comma; se os resultados são inferiores a 0&comma;4 ponto&semi; em dificuldade&comma; com resultados entre 0&comma;4 e 0&comma;6 ponto&semi; boa&comma; resultados entre 0&comma;6 e 0&comma;8 ponto&semi; ou de excelência&comma; com resultados superiores a 0&comma;8 ponto&period; <&sol;p>&NewLine;<p>Na média&comma; os municípios brasileiros atingiram 0&comma;6531 ponto&comma; referente à boa situação fiscal&period; <strong>Vitória é a única capital a alcançar nota máxima no estudo&period;<&sol;strong> Já Cuiabá tem nota zero em liquidez e nível crítico de investimentos&period;<&sol;p>&NewLine;<p>De acordo com o presidente da Firjan&comma; Luiz Césio Caetano&comma; é fundamental considerar que o cenário está melhor por conta dos resultados econômicos de 2024 e de maior repasse de recursos&comma; mas que isso pode não se repetir em outros momentos&period; <&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Também é importante frisar que&comma; mesmo com maior folga fiscal&comma; continuamos com uma parcela significativa de cidades em situação desfavorável&comma; evidenciando desigualdades históricas e mantendo o Brasil longe de patamar elevado de desenvolvimento”&comma; disse Caetano&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<p>Somente do Fundo de Participação dos Municípios &lpar;FPM&rpar; foi registrado o total de R&dollar; 177 bilhões de repasses em 2024&period; <&sol;p>&NewLine;<p><strong>De acordo com o presidente da Firjan&comma; as cidades precisam desenvolver ações para estimular a economia e gerar recursos localmente&period;<&sol;strong> <&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Assim&comma; além de não ficarem tão vulneráveis aos ciclos econômicos&comma; darão oportunidades para a população&comma; com melhoria da renda e da qualidade de vida”&comma; acrescenta Caetano&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Naiara Freire&comma; especialista de estudos econômicos da Firjan&comma; explica que o crescimento de distribuição de receitas nos últimos anos&comma; principalmente pós-pandemia&comma; tornou as cidades mais ricas&comma; mas esse crescimento foi bem desigual&period;<&sol;strong> <&sol;p>&NewLine;<p>Segundo Naiara&comma; &OpenCurlyDoubleQuote;as cidades que recebem mais FPM&comma; que são as cidades pequenas&comma; ficaram com mais receitas disponíveis do que as médias e grandes cidades”&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A pesquisadora acrescenta que os municípios nunca tiveram uma situação fiscal tão favorável&comma; mas esse ajuste foi feito por meio de receitas&period; <&sol;p>&NewLine;<p><strong>&OpenCurlyDoubleQuote;A maior descentralização dos recursos públicos permitiu que a maior parte das prefeituras tivessem uma situação fiscal melhor&period; Mas os municípios estão longe da excelência&period; Existem muitos gargalos a serem superados”&comma; avalia Naiara&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Segundo o estudo&comma; no indicador de Autonomia&comma; que mostra se as receitas oriundas da atividade econômica local suprem as despesas essenciais para o funcionamento da máquina pública municipal&comma; a média das cidades brasileiras é de 0&comma;4403 ponto&comma; de gestão em dificuldade&period; <&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;A pontuação evidencia a alta dependência de municípios por transferência de recursos da União para suprir necessidades mínimas locais&period; O estudo ressalta que mais de 50&percnt; das prefeituras vivem situação crítica de autonomia e que&comma; desse grupo&comma; 1&period;282 cidades não produzem receita suficiente para manter prefeito e Câmara de Vereadores”&comma; alerta a federação&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<h2>Gastos com pessoal<&sol;h2>&NewLine;<p><strong>Em Gastos com Pessoal&comma; indicador que aponta quanto os municípios gastam com o pagamento de pessoal em relação ao total da Receita Corrente Líquida&comma; a média brasileira é de 0&comma;7991 ponto&comma;considerado boa gestão&period;<&sol;strong> <&sol;p>&NewLine;<p>A Firjan informa que essa foi a maior nota entre os indicadores do IFGF é resultado do forte crescimento do orçamento total&comma; e não de ajuste na folha de pagamentos&comma; medida que atualmente não é possível por conta da legislação&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>&OpenCurlyDoubleQuote;As cidades destinam&comma; em média&comma; 46&percnt; da receita para essa despesa &lbrack;gastos com pessoal&rsqb;&period; Em período de baixa arrecadação&comma; esse percentual alcançou 56&comma;1&percnt;&period; Porém&comma; mesmo com cenário mais favorável&comma; 540 prefeituras comprometem mais de 54&percnt; do orçamento com gastos com pessoal&period; Entre elas&comma; 131 destinam mais de 60&percnt; para essa finalidade e ultrapassam o limite máximo estipulado pela Lei de Responsabilidade Fiscal &lpar;LRF&rpar;”&comma; aponta a federação&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<h2>Investimentos<&sol;h2>&NewLine;<p>O indicador de Investimentos mede a parcela da receita total dos municípios para essa finalidade&period; O país alcançou 0&comma;7043 ponto &lpar;boa gestão&rpar;&comma; o que reflete a destinação de&comma; em média&comma; 10&comma;2&percnt; da receita para os investimentos públicos&period; Esse é o maior percentual registrado na série histórica do IFGF&period; Além disso&comma; 1&period;601 cidades conquistaram a nota máxima no indicador &lpar;1 ponto&rpar; ao destinar mais de 12&percnt; do orçamento para essa despesa&period; <&sol;p>&NewLine;<p><strong>No entanto&comma; a Firjan ressalta que&comma; como não há plano nacional de desenvolvimento com mecanismos para medir a qualidade dos gastos&comma; os investimentos podem não ser os mais eficientes para diminuir as desigualdades no país&period;<&sol;strong> Além disso&comma; 938 cidades &lpar;18&comma;3&percnt; do total&rpar; apresentam nível crítico no IFGF Investimentos por destinarem&comma; em média&comma; apenas 3&comma;2&percnt; da receita para essa finalidade&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Liquidez<&sol;h2>&NewLine;<p><strong>No indicador que verifica se as prefeituras estão adiando pagamentos de despesas para o exercício seguinte sem a devida cobertura de caixa&comma; a média das cidades brasileiras é de 0&comma;6689 ponto &lpar;boa gestão&rpar;&period;<&sol;strong> <&sol;p>&NewLine;<p>De acordo com a Firjan&comma; o aumento das receitas também contribuiu para que os municípios terminassem 2024 com boa liquidez&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Apesar do cenário majoritariamente positivo&comma; 2&period;025 municípios apresentaram nível de liquidez difícil ou crítico em 2024&period;<&sol;strong> Nesse grupo&comma; destacam-se negativamente as 413 prefeituras que terminaram o ano sem recursos em caixa suficientes para cobrir as despesas postergadas para o ano seguinte e&comma; por isso&comma; ficaram com nota zero no indicador&period; Na prática&comma; esses municípios estão no &OpenCurlyDoubleQuote;cheque especial”&comma; explica a federação&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O gerente de Estudos Econômicos da Firjan&comma; Jonathas Goulart&comma; ressalta que no contexto doméstico há um claro cenário de desigualdade na economia regional&period; <&sol;p>&NewLine;<p><strong>&OpenCurlyDoubleQuote;Quando a gente olha os municípios que têm alto desenvolvimento&comma; 98&percnt; estão no Centro-Oeste&comma; Sul e Sudeste&period; E quando a gente olha os municípios que estão com desenvolvimento crítico&comma; 95&percnt; estão no Norte e no Nordeste”&comma; disse&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>O gerente destaca que&comma; diante do quadro geral apresentado pelo IFGF&comma; reformas são essenciais para tornar a gestão municipal mais eficiente para o desenvolvimento do país&period; <&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Entre os principais pontos que precisam ser considerados estão os critérios de distribuição de recursos&comma; que necessitam de revisão para incluir regras que estimulem os gestores públicos a ampliarem a arrecadação local e que garantam qualidade no gasto público&period; A reforma administrativa para permitir a flexibilização do orçamento e a otimização das despesas de pessoal também é uma questão de extrema importância”&comma; defende Goulart&period; <&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<p>Ele também aponta a necessidade de fusão de municípios para melhorar a gestão municipal&period;<&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada -->&NewLine; <&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;economia&sol;noticia&sol;2025-09&sol;cenario-fiscal-dos-municipios-melhora-diante-de-conjuntura-economica">Fonte&colon; Clique aqui<&sol;a><&sol;p>&NewLine;&NewLine;

Redação

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