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Capitais da Região Norte têm desafios comuns a serem enfrentados

<p><&sol;p>&NewLine;<div>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-cheio&lowbar;8colunas type-image atom-align-center">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;396368&colon;cheio&lowbar;8colunas --><br &sol;>&NewLine; <br &sol;>&NewLine; <img src&equals;"https&colon;&sol;&sol;imagens&period;ebc&period;com&period;br&sol;ae4kfHL-pUBOtAmocx&lowbar;DBNW9HUs&equals;&sol;754x0&sol;smart&sol;https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;sites&sol;default&sol;files&sol;thumbnails&sol;image&sol;2024&sol;08&sol;19&sol;testeira&lowbar;sua&lowbar;cidade&lowbar;seus&lowbar;direitos&period;png&quest;itok&equals;h8Ve47F4" alt&equals;"banner sua cidade seus direitos " title&equals;"Arte&sol;Agência Brasil"&sol;><br &sol;>&NewLine; <&excl;-- END scald&equals;396368 --><&sol;div>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p>Semelhanças geográficas e humanas da Região Norte tornam comuns alguns dos desafios a serem encarados pelos futuros prefeitos das quatro capitais que terão segundo turno nas eleições deste domingo &lpar;27&rpar;&period; Belém&comma; Manaus&comma; Porto Velho e Palmas vivem sérios problemas habitacionais e fundiários&period; Há também muito por fazer com relação aos índices de violência e a serviços públicos falhos&comma; principalmente na área de saneamento&comma; com impactos significativos na área de saúde&period;<img src&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;ebc&period;png&quest;id&equals;1616449&amp&semi;o&equals;node" style&equals;"width&colon;1px&semi; height&colon;1px&semi; display&colon;inline&semi;"&sol;><img src&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;ebc&period;gif&quest;id&equals;1616449&amp&semi;o&equals;node" style&equals;"width&colon;1px&semi; height&colon;1px&semi; display&colon;inline&semi;"&sol;><&sol;p>&NewLine;<p>Professor do Instituto de Ciências Humanas da Universidade de Brasília &lpar;UnB&rpar;&comma; Fernando Luiz Araújo Sobrinho é autor de pesquisas sobre cidades da Amazônia&period; Ele desenvolveu diversos estudos relacionados a planejamento urbano e regional&period; Alguns deles&comma; voltados a serviços e aspectos econômicos desta e de outras regiões&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Com relação às quatro capitais que elegerão seus prefeitos para os próximos quatro anos&comma; ele elenca um conjunto de cinco problemas estruturais a serem enfrentados&colon; a regularização fundiária&comma; a promoção da habitação social&comma; o saneamento básico&comma; os serviços públicos e o combate à violência<&sol;p>&NewLine;<h2><strong>Políticas públicas&comma; saneamento<&sol;strong><&sol;h2>&NewLine;<p>O professor do Departamento de Geografia da UnB acrescenta que alguns destes problemas não são resolvidos em curto prazo&comma; motivo pelo qual é fundamental que os políticos e gestores locais tenham consciência da importância de se dar continuidade às políticas públicas de bom resultado adotadas por seus antecessores&comma; e que&comma; depois&comma; seja dada continuidade por seus sucessores&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Infelizmente não vamos resolver tudo isso de um dia para outro&period; É um processo que vai demorar alguns anos e algumas gestões municipais&comma; além de serem necessárias articulações com os governos federal e estaduais&period; É o caso&comma; por exemplo&comma; do saneamento&comma; uma questão bastante importante na Amazônia brasileira&period; Trata-se de um indicador que está em situação muito mais vulnerável do que em outras regiões brasileiras”&comma; disse à <strong>Agência Brasil<&sol;strong> o pesquisador&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Fernando Sobrinho explica que a questão do saneamento não está restrita a redes de água e esgotos&comma; abrangendo também coleta do lixo e extinção das áreas de descarte chamadas lixões&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Se você tem uma cidade que 80&percnt; da área urbana não é servida de saneamento básico&comma; nenhum prefeito&comma; por mais que haja um cenário positivo&comma; irá solucionar esse problema em um ou dois mandatos”&period;<&sol;p>&NewLine;<h2><strong>Violência&comma; regulação fundiária<&sol;strong><&sol;h2>&NewLine;<p>A violência é também um sério problema a ser enfrentado&period; Com o agravante de a região fazer fronteira com países produtores de drogas&comma; tornando-se rota para o tráfico de cocaína e&comma; também&comma; de armas&period; O cenário acaba facilitando o aliciamento de jovens dessas cidades para o crime&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Tem sido muito presente na realidade das cidades da Amazônia brasileira a questão da violência das facções&comma; e dos conflitos por disputa de área de interesse&comma; como o mercado e o tráfico de drogas&comma; armas e&comma; também&comma; de pessoas&period; Preocupação especial deve se ter em relação ao aliciamento dessas facções criminosas em cima dos mais jovens”&comma; detalhou Sobrinho&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Segundo o professor&comma; uma das questões centrais que também afeta as cidades na Amazônia é a da regularização fundiária&comma; algo que&comma; até pelas características da região&comma; tem relação com a questão habitacional&comma; uma vez que é grande o número de pessoas que se deslocam para a localidade&comma; na busca por uma vida melhor&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Temos uma série de legislações&comma; tanto federais e estaduais como municipais&comma; que travam os processos de regularização&period; Há quase uma institucionalização da informalidade urbana&comma; porque as cidades crescem sem planejamento e sem uma legislação que ampare esse crescimento urbano&period; O resultado é a expansão para áreas irregulares”&comma; disse o professor ao lembrar que habitações regularizadas são ponto de partida para acesso a políticas públicas&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Até mesmo Palmas&comma; cidade planejada que é a capital mais nova do Brasil&comma; nasceu sob a égide deste problema antigo&comma; que é a falta de regularização fundiária”&comma; acrescentou&period;<&sol;p>&NewLine;<h2><strong>Mudanças climáticas<&sol;strong><br &sol;> <&sol;h2>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-cheio&lowbar;8colunas type-image atom-align-center">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;360474&colon;cheio&lowbar;8colunas --><br &sol;>&NewLine; <img src&equals;"https&colon;&sol;&sol;imagens&period;ebc&period;com&period;br&sol;OrPjoanYz9II1ddqhkb4GUTRjb8&equals;&sol;754x0&sol;smart&sol;https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;sites&sol;default&sol;files&sol;thumbnails&sol;image&sol;raf05149&period;jpg&quest;itok&equals;UbTXl250" alt&equals;"Manaus &lpar;AM&rpar;&comma; 22&sol;11&sol;2023&comma; Embarcações e Flutuantes encalhados na comunidade de Nossa Senhora de Fátima&comma; devido ao nível baixo do rio Igarapé Tarumã-açu&comma; na maior seca em 121 anos que Manaus vem sofrendo&period; Foto&colon; Rafa Neddermeyer&sol;Agência Brasil" title&equals;"Rafa Neddermeyer&sol;Agência Brasil"&sol;><br &sol;>&NewLine; <img src&equals;"https&colon;&sol;&sol;imagens&period;ebc&period;com&period;br&sol;OrPjoanYz9II1ddqhkb4GUTRjb8&equals;&sol;754x0&sol;smart&sol;https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;sites&sol;default&sol;files&sol;thumbnails&sol;image&sol;raf05149&period;jpg&quest;itok&equals;UbTXl250" alt&equals;"Manaus &lpar;AM&rpar;&comma; 22&sol;11&sol;2023&comma; Embarcações e Flutuantes encalhados na comunidade de Nossa Senhora de Fátima&comma; devido ao nível baixo do rio Igarapé Tarumã-açu&comma; na maior seca em 121 anos que Manaus vem sofrendo&period; Foto&colon; Rafa Neddermeyer&sol;Agência Brasil" title&equals;"Rafa Neddermeyer&sol;Agência Brasil"&sol;><br &sol;>&NewLine; <&excl;-- END scald&equals;360474 --><&sol;div>&NewLine;<div class&equals;"dnd-caption-wrapper">&NewLine;<p><&excl;--copyright&equals;360474-->Manaus &lpar;AM&rpar;&comma; 22&sol;11&sol;2023&comma; Embarcações e Flutuantes encalhados na comunidade de Nossa Senhora de Fátima&comma; devido ao nível baixo do rio Igarapé Tarumã-açu&comma; na maior seca em 121 anos que Manaus vem sofrendo&period; Foto&colon; Rafa Neddermeyer&sol;Agência Brasil &&num;8211&semi; <strong>Rafa Neddermeyer&sol;Agência Brasil<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;360474--><&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p>Uma outra questão a ser encarada&comma; não apenas pelos prefeitos dessas cidades&comma; mas de todos os municípios da Amazônia Legal&comma; é a dos efeitos das mudanças climáticas na região&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A Amazônia tem passado por sucessivos anos de secas extremas&period; E seus rios têm papel fundamental para a conectividade e para a comunicação entre as populações da área rural&semi; entre as cidades&semi; e entre a região Amazônica e outras regiões do mundo&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Isso&comma; de certa forma&comma; afeta a vida nesses municípios&comma; tanto no sentido da conectividade como para a manutenção da vida&comma; uma vez que a população ribeirinha e a população urbana dependem da água desses rios&period; A mudança nos padrões climáticos verificada nos últimos anos mostra que precisamos pensar em como essas cidades enfrentarão desafios globais como as mudanças climáticas em curso”&comma; argumentou&period;<&sol;p>&NewLine;<h2><strong>Pretos&comma; pardos e indígenas<&sol;strong><&sol;h2>&NewLine;<p>A fim de qualificar o debate eleitoral e apontar prioridades para as futuras gestões municipais do país&comma; o<strong> <&sol;strong><a rel&equals;"nofollow noopener" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"https&colon;&sol;&sol;icidadessustentaveis&period;org&period;br&sol;">Instituto Cidades Sustentáveis<&sol;a> preparou um levantamento sobre os grandes desafios das capitais brasileiras&period; Ele comprova que&comma; nas quatro capitais onde haverá segundo turno&comma; a violência atinge&comma; de forma bem mais frequente&comma; grupos de jovens pretos&comma; pardos e indígenas&period;<&sol;p>&NewLine;<p>De acordo com o coordenador geral do Cidades Sustentáveis&comma; Jorge Abrahão&comma; &OpenCurlyDoubleQuote;a questão da violência&comma; tendo como recorte os jovens&comma; mostra que estamos perdendo nossa juventude&comma; que é o futuro do país&period; Isso deve ser encarado com muito cuidado nessas cidades de uma forma geral”&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Ele explica que&comma; quando se fala especificamente da Região Norte&comma; o grande desafio está bastante relacionado às questões das desigualdades sociais&period; &OpenCurlyDoubleQuote;E&comma; aí&comma; tem uma série de recortes que podem ser abordados&period; Mas o enfrentamento de questões relativas à saúde&comma; educação e geração de oportunidades de emprego são sempre são levantadas ente as preocupações dos eleitores”&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Ele cita alguns dados do levantamento&comma; mostrando quais devem ser as prioridades dos futuros prefeitos&comma; segundo os eleitores&period; Saúde foi citado por 60&percnt; das pessoas&semi; educação&comma; por 40&percnt;&period; Na sequência&comma; são citadas geração de oportunidades de trabalho e renda&comma; seguido de segurança&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Quando a gente pega a questão do homicídio juvenil masculino&comma; a gente percebe que há uma discrepância muito grande nessas quatro cidades&period; Manaus&comma; por exemplo&comma; é uma cidade em que morre nove vezes mais jovens negros do que jovens brancos&period; Esse número é ainda maior em Belém&period; Em Palmas e Porto Velho&comma; ele é um pouco menor&comma; em torno de seis vezes&comma; mas ainda são muito elevados”&comma; detalhou o coordenador do Cidades Sustentáveis&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Um indicador que reforça a necessidade do enfrentamento à desigualdade nessas cidades é o da idade média ao morrer&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Esse é um indicador importante porque integra muitos outros indicadores”&comma; explica Jorge Abrahão&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Segundo ele&comma; nota-se que baixas idades médias ao morrer ocorrem nas localidades onde o homicídio de jovens é mais frequente&comma; ou em lugares onde os serviços de saúde ou educação são precários&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;A mortalidade infantil mais elevada também reduz essa média&comma; assim como a questão do saneamento&comma; que gera doenças que efetivamente podem levar a óbito&period; Tudo isso é uma síntese de uma questão &lbrack;maior&rsqb;&comma; envolvendo o problema da desigualdade &lbrack;social&rsqb;”&comma; acrescentou o coordenador do instituto&period;<&sol;p>&NewLine;<p>De acordo com o levantamento&comma; as quatro capitais apresentam indicadores mostrando que as populações de pretos&comma; mestiços e indígenas morrem em idade mais baixa do que brancos e amarelos&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Existe&comma; de novo&comma; uma diferença grande aí&period; Em Belém&comma; a idade média ao morrer dos brancos é de 73&comma;4 anos&period; Na população negra&comma; é de 64&comma;7 anos&period; Temos aqui uma diferença de 8&comma;7 anos&period; É um problema que denota uma questão muito forte em relação a uma população vulnerável que deve ser efetivamente atendida”&comma; argumentou&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Na capital do Pará&comma; o índice de homicídio juvenil masculino de brancos e amarelos é de 1&comma;6 por 100 mil habitantes&period; Tendo como recorte pretos&comma; pardos e indígenas&comma; este índice sobe para 27&comma;2&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Em Manaus&comma; a situação é parecida&period; A cada 100 mil habitantes&comma; há um total de 52&comma;4 homicídios de jovens pretos&comma; pardos ou indígenas&period; No caso de brancos ou amarelos&comma; este número cai para 5&comma;9 mortes&period; Já a idade média ao morrer de brancos e amarelos é 64&comma;2 anos&comma; enquanto a de pretos&comma; pardos e indígenas é de 58&comma;1 anos&period;<&sol;p>&NewLine;<h2><strong>Belém<&sol;strong><&sol;h2>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-cheio&lowbar;8colunas type-image atom-align-center">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;402820&colon;cheio&lowbar;8colunas --><br &sol;>&NewLine; <img src&equals;"https&colon;&sol;&sol;imagens&period;ebc&period;com&period;br&sol;aiRwebV2kiFXRLcoWer8rO57nVw&equals;&sol;754x0&sol;smart&sol;https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;sites&sol;default&sol;files&sol;thumbnails&sol;image&sol;2024&sol;10&sol;22&sol;14616&lowbar;c4a63357-7dfb-6b29-b992-347f3779f230&period;jpg&quest;itok&equals;6SdIfA6q" alt&equals;"Belém &lpar;PA&rpar;&comma; 22&sol;10&sol;2024 - Orla de Santarém&period; Foto&colon; Roni Moreira&sol;Ag Pará" title&equals;"Roni Moreira&sol;Ag Pará"&sol;><br &sol;>&NewLine; <img src&equals;"https&colon;&sol;&sol;imagens&period;ebc&period;com&period;br&sol;aiRwebV2kiFXRLcoWer8rO57nVw&equals;&sol;754x0&sol;smart&sol;https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;sites&sol;default&sol;files&sol;thumbnails&sol;image&sol;2024&sol;10&sol;22&sol;14616&lowbar;c4a63357-7dfb-6b29-b992-347f3779f230&period;jpg&quest;itok&equals;6SdIfA6q" alt&equals;"Belém &lpar;PA&rpar;&comma; 22&sol;10&sol;2024 - Orla de Santarém&period; Foto&colon; Roni Moreira&sol;Ag Pará" title&equals;"Roni Moreira&sol;Ag Pará"&sol;><br &sol;>&NewLine; <&excl;-- END scald&equals;402820 --><&sol;div>&NewLine;<div class&equals;"dnd-caption-wrapper">&NewLine;<p><&excl;--copyright&equals;402820-->Belém &lpar;PA&rpar;&comma; 22&sol;10&sol;2024 &&num;8211&semi; Orla de Santarém&period; Foto&colon; Roni Moreira&sol;Ag Pará &&num;8211&semi; <strong>Roni Moreira&sol;Ag Pará<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;402820--><&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p>Fernando Sobrinho explica que&comma; no caso específico de Belém – a maior metrópole da Amazônia brasileira&comma; sede da COP-30 ano que vem – a cidade é agora um canteiro de obras&comma; com várias intervenções no sistema viário&comma; no saneamento básico&comma; na mobilidade urbana e nas áreas degradadas dentro da cidade&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Essas ações devem ter continuidade para além da COP-30&comma; nos próximos anos&period; Não se pode pensar a cidade para um evento apenas&period; Belém tem de ser pensada para a vida dos seus moradores&period; Sua região metropolitana tem sido desprovida de políticas mais fortes e concisas&period; Há muitos aspectos a serem melhorados&comma; em especial na área central da cidade&comma; uma vez que Belém possui um patrimônio histórico extremamente importante”&comma; explica o professor da UnB&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Os indicadores da capital paraense&comma; segundo ele&comma; são muito ruins em termos de habitação social&comma; serviços públicos&comma; saneamento&comma; saúde pública e saneamento&period; &OpenCurlyDoubleQuote;A mobilidade urbana também é um problema muito sentido na cidade&period; Projetos como o do BRT ainda não saíram efetivamente do papel&period; Com isso&comma; continuam os problemas de trânsito&comma; prejudicando o deslocamento da população na área urbana”&comma; acrescentou&period;<&sol;p>&NewLine;<h2><strong>Manaus<&sol;strong><&sol;h2>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-cheio&lowbar;8colunas type-image atom-align-center">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;402823&colon;cheio&lowbar;8colunas --><br &sol;>&NewLine; <img src&equals;"https&colon;&sol;&sol;imagens&period;ebc&period;com&period;br&sol;ns2OQtRl9joW32ppwXxwrDdAgtc&equals;&sol;754x0&sol;smart&sol;https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;sites&sol;default&sol;files&sol;thumbnails&sol;image&sol;2024&sol;10&sol;22&sol;captura-de-tela-2022-01-06-as-15&period;24&period;jpg&quest;itok&equals;cllptnDv" alt&equals;"Manaus &lpar;AM&rpar;&comma; 22&sol;10&sol;2024 - Centro de Manaus&period; Foto&colon; Michael Dantas&sol;Gov AM" title&equals;"Michael Dantas&sol;Gov AM"&sol;><br &sol;>&NewLine; <img src&equals;"https&colon;&sol;&sol;imagens&period;ebc&period;com&period;br&sol;ns2OQtRl9joW32ppwXxwrDdAgtc&equals;&sol;754x0&sol;smart&sol;https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;sites&sol;default&sol;files&sol;thumbnails&sol;image&sol;2024&sol;10&sol;22&sol;captura-de-tela-2022-01-06-as-15&period;24&period;jpg&quest;itok&equals;cllptnDv" alt&equals;"Manaus &lpar;AM&rpar;&comma; 22&sol;10&sol;2024 - Centro de Manaus&period; Foto&colon; Michael Dantas&sol;Gov AM" title&equals;"Michael Dantas&sol;Gov AM"&sol;><br &sol;>&NewLine; <&excl;-- END scald&equals;402823 --><&sol;div>&NewLine;<div class&equals;"dnd-caption-wrapper">&NewLine;<p><&excl;--copyright&equals;402823-->Manaus &lpar;AM&rpar;&comma; 22&sol;10&sol;2024 &&num;8211&semi; Centro de Manaus&period; Foto&colon; Michael Dantas&sol;Gov AM &&num;8211&semi; <strong>Michael Dantas&sol;Gov AM<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;402823--><&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p> <&sol;p>&NewLine;<p>Apresentando um dos índices de crescimento urbano mais elevados do Brasil&comma; devido à expansão das fronteiras agrícolas e oportunidades de emprego em sua zona franca&comma; Manaus apresenta problemas muito sérios ligados a saneamento básico&comma; a regularização fundiária e&comma; principalmente&comma; à questão das mudanças climáticas&comma; segundo Fernando Sobrinho&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Manaus segue uma tendência de concentração da população do estado&period; É uma cidade grande&comma; com 2 milhões de habitantes&period; A segunda maior cidade do estado tem apenas 100 mil habitantes&period; Há&comma; portanto&comma; muitos desafios porque trata-se de uma cidade que ainda está crescendo&comma; não tendo chegado a uma fase de estabilização do seu crescimento demográfico”&comma; explicou o pesquisador da UnB&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Segundo ele&comma; esse crescimento demográfico é reforçado por a capital amazonense receber também migrantes de outros países&comma; principalmente fronteiriços&comma; o que torna ainda mais necessário dotar a cidade de infraestrutura para esse crescimento urbano&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Aluno de mestrado da Universidade Federal do Oeste do Pará&comma; João Neto Sousa Rodrigues desenvolve pesquisas sobre os processos de territorialização&comma; voltados principalmente a terras quilombolas&period; Ele conhece bem três das quatro capitais em questão&colon; Belém&comma; Manaus e Porto Velho&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;No que se refere à política habitacional de Manaus&comma; os problemas são cada vez maiores&comma; com uma especulação imobiliária impulsionada pela verticalização&comma; gerando o sufocamento de pessoas economicamente menos favorecidas nas periferias&comma; gerando um crescimento desordenado&comma; sem planejamento&comma; tendo o estado um tempo muito lento de respostas aos problemas que decorrem desta situação”&comma; disse ele à Agência Brasil&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Ele acrescenta que a saúde pública &OpenCurlyDoubleQuote;continua a ser um tormento&comma; sobretudo para a população pobre que depende deste serviço e tem que se desdobrar em longas filas de espera por atendimento especializado em hospitais lotados”&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Do ponto de vista dos efeitos das mudanças climáticas&comma; Fernando Sobrinho reitera que &OpenCurlyDoubleQuote;é grande a dependência que Manaus tem do transporte hidroviário”&comma; e que&comma; com essas secas cada vez mais presentes na Bacia do Rio Amazonas afetando a cidade&comma; este é um problema muito grande para a sua população&period;<&sol;p>&NewLine;<h2><strong>Porto Velho<&sol;strong><br &sol;> <&sol;h2>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-cheio&lowbar;8colunas type-image atom-align-center">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;402824&colon;cheio&lowbar;8colunas --><br &sol;>&NewLine; <img src&equals;"https&colon;&sol;&sol;imagens&period;ebc&period;com&period;br&sol;Px2sZbKxzePB9Vi1&lowbar;63aZtZFXiY&equals;&sol;754x0&sol;smart&sol;https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;sites&sol;default&sol;files&sol;thumbnails&sol;image&sol;2024&sol;10&sol;22&sol;porto&lowbar;velho&lowbar;aereo&lowbar;-&lowbar;leandro&lowbar;morais-3&lowbar;11&period;jpg&quest;itok&equals;OKiyAI-U" alt&equals;"Turismo em Porto Velho - RO" title&equals;"Leandro Morais&sol;Prefeitura Porto Velho"&sol;><br &sol;>&NewLine; <img src&equals;"https&colon;&sol;&sol;imagens&period;ebc&period;com&period;br&sol;Px2sZbKxzePB9Vi1&lowbar;63aZtZFXiY&equals;&sol;754x0&sol;smart&sol;https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;sites&sol;default&sol;files&sol;thumbnails&sol;image&sol;2024&sol;10&sol;22&sol;porto&lowbar;velho&lowbar;aereo&lowbar;-&lowbar;leandro&lowbar;morais-3&lowbar;11&period;jpg&quest;itok&equals;OKiyAI-U" alt&equals;"Turismo em Porto Velho - RO" title&equals;"Leandro Morais&sol;Prefeitura Porto Velho"&sol;><br &sol;>&NewLine; <&excl;-- END scald&equals;402824 --><&sol;div>&NewLine;<div class&equals;"dnd-caption-wrapper">&NewLine;<p><&excl;--copyright&equals;402824-->&&num;8211&semi; <strong>Leandro Morais&sol;Prefeitura Porto Velho<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;402824--><&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p> <&sol;p>&NewLine;<p>Capital de Rondônia&comma; Porto Velho integra redes na Amazônia tanto na questão da Bacia do Rio Madeira para a geração de energia&comma; como também para transporte hidroviário&period; Sobrinho explica que a ligação entre Manaus e Porto Velho se transforma&comma; hoje&comma; em um porto estratégico para o agronegócio brasileiro – o que representa potencial logístico e oportunidades de emprego e renda&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Ele explica que há ali um dos portos da Amazônia brasileira que escoam a produção do Mato Grosso&comma; além da produção agropecuária do próprio estado – o Porto Organizado de Porto Velho&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Nesse cenário de expansão do agronegócio e do comércio internacional do Brasil com o mundo&comma; Porto Velho desempenha uma questão estratégica importante que pode melhorar as condições de vida na cidade”&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Por outro lado&comma; por Rondônia estar próxima a fronteiras internacionais com Bolívia e Peru&comma; acaba ficando vulnerável em termos de segurança&comma; uma vez que há&comma; na região&comma; facções criminosas e milícias&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Isso precisará ser considerado pela futura gestão municipal”&comma; diz o pesquisador&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Segundo José Neto&comma; há na cidade sérios problemas decorrentes dos garimpos e da expansão do agronegócio&comma; gerando muita poluição ambiental sobre a cidade e a região&period; Isso foi constatado também pelo levantamento do Instituto Cidades Sustentáveis&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Em relação a Porto Velho&comma; chama atenção a questão das emissões de gases de efeito estufa &lpar;dióxido de carbono&rpar; per capita&comma; que é elevadíssimo”&comma; disse o coordenador Jorge Abrahão&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Porto Velho é a cidade com maior emissão de gases de efeito estufa&comma; com 62 toneladas emitidas por habitante a cada ano&period; É mais de 60 vezes o que é a meta para 2030&period; Temos aí um problema gravíssimo que está fortemente ligado à questão agropecuária&period; Uma ação intensa &lbrack;dos futuros prefeitos&rsqb; nesse ponto é fundamental”&comma; acrescentou&period;<&sol;p>&NewLine;<h2><strong>Palmas<&sol;strong><br &sol;> <&sol;h2>&NewLine;<div class&equals;"dnd-widget-wrapper context-cheio&lowbar;8colunas type-image atom-align-center">&NewLine;<div class&equals;"dnd-atom-rendered"><&excl;-- scald&equals;402822&colon;cheio&lowbar;8colunas --><br &sol;>&NewLine; <img src&equals;"https&colon;&sol;&sol;imagens&period;ebc&period;com&period;br&sol;wID91LJZLriYNr6gSrodfCiqWO0&equals;&sol;754x0&sol;smart&sol;https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;sites&sol;default&sol;files&sol;thumbnails&sol;image&sol;2024&sol;10&sol;22&sol;32642000321&lowbar;885d5957a0&lowbar;o&period;jpg&quest;itok&equals;SOvP8SGx" alt&equals;"Palmas &lpar;TO&rpar;&comma; 22&sol;10&sol;2024 - Avenida JK&period; Foto&colon; Antônio Gonçalves&sol;Prefeitura de Palmas" title&equals;"Antônio Gonçalves&sol;Prefeitura de Palmas"&sol;><br &sol;>&NewLine; <img src&equals;"https&colon;&sol;&sol;imagens&period;ebc&period;com&period;br&sol;wID91LJZLriYNr6gSrodfCiqWO0&equals;&sol;754x0&sol;smart&sol;https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;sites&sol;default&sol;files&sol;thumbnails&sol;image&sol;2024&sol;10&sol;22&sol;32642000321&lowbar;885d5957a0&lowbar;o&period;jpg&quest;itok&equals;SOvP8SGx" alt&equals;"Palmas &lpar;TO&rpar;&comma; 22&sol;10&sol;2024 - Avenida JK&period; Foto&colon; Antônio Gonçalves&sol;Prefeitura de Palmas" title&equals;"Antônio Gonçalves&sol;Prefeitura de Palmas"&sol;><br &sol;>&NewLine; <&excl;-- END scald&equals;402822 --><&sol;div>&NewLine;<div class&equals;"dnd-caption-wrapper">&NewLine;<p><&excl;--copyright&equals;402822-->Palmas &lpar;TO&rpar;&comma; 22&sol;10&sol;2024 &&num;8211&semi; Avenida JK&period; Foto&colon; Antônio Gonçalves&sol;Prefeitura de Palmas &&num;8211&semi; <strong>Antônio Gonçalves&sol;Prefeitura de Palmas<&sol;strong><&excl;--END copyright&equals;402822--><&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p>Sendo a capital mais jovem do Brasil&comma; Palmas tem a vantagem de ser uma cidade planejada&period; Sua área central tem uma excelente dotação de infraestrutura&comma; pelo próprio planejamento original da cidade&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Na avaliação do professor Fernando Sobrinho&comma; o desafio do futuro prefeito está para além do centro urbano de Palmas&comma; abrangendo a região metropolitana que se configura numa cidade média&period; &OpenCurlyDoubleQuote;São os chamados consórcios intermunicipais&comma; de forma a pensar formas mais integradas para a região que começa a ter um processo de crescimento muito grande&comma; afetando principalmente a periferia da capital e os municípios de seu entorno”&comma; disse&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Há ali uma expansão da população migrante mais pobre&comma; que vem à capital do Tocantins em busca de melhores condições de vida&comma; principalmente nas cidades do entorno metropolitano&comma; o que acaba resultando em uma expansão para fora do município de Palmas”&comma; complementou&period;<&sol;p>&NewLine;<p> <&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada -->&NewLine; <&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;politica&sol;noticia&sol;2024-10&sol;capitais-da-regiao-norte-tem-desafios-comuns-serem-enfrentados">Fonte&colon; 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Redação

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