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Brasil tem “vazio estratégico” em minerais críticos, diz especialista

&NewLine;<&excl;-- WP QUADS Content Ad Plugin v&period; 3&period;0&period;3 -->&NewLine;<div class&equals;"quads-location quads-ad1" id&equals;"quads-ad1" style&equals;"float&colon;none&semi;margin&colon;0px&semi;">&NewLine;&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p><&sol;p>&NewLine;<div>&NewLine;<p><strong>O Brasil dispõe dos instrumentos jurídicos necessários para controlar as riquezas minerais&comma; mas falha ao não transformá-los em desenvolvimento industrial&period; A opinião é da especialista em justiça e direito climático Luciana Bauer&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Ex-juíza federal e fundadora do Instituto Jusclima&comma; Luciana considera que a falta de um plano estratégico&comma; com metas de longo prazo que estimulem o desenvolvimento tecnológico e industrial brasileiro&comma; impede que o Brasil aproveite todo o seu potencial geológico&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Para a especialista&comma; o que ela classifica como um &OpenCurlyDoubleQuote;vazio estratégico” ameaça inclusive a soberania nacional&period;<&sol;strong> Sobretudo em um contexto no qual potências globais como a China e os Estados Unidos disputam o controle das jazidas de minerais críticos e terras raras – insumos indispensáveis para as indústrias de tecnologia&comma; automobilística&comma; defesa e para a concretização da transição energética&period;<&sol;p>&NewLine;<p><a rel&equals;"nofollow" target&equals;"&lowbar;blank" href&equals;"https&colon;&sol;&sol;www&period;whatsapp&period;com&sol;channel&sol;0029VaoRTgrInlqYLSk59B2M" target&equals;"&lowbar;blank">&gt&semi;&gt&semi; Siga o canal da <strong>Agência Brasil <&sol;strong>no WhatsApp<&sol;a><&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;O Brasil já conta com um ordenamento jurídico&comma; principalmente o texto constitucional&comma; que estabelece sua soberania sobre o subsolo e as <em>commodities <&sol;em>minerais”&comma; afirmou Luciana à <strong>Agência Brasil<&sol;strong>&period;<&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;O que precisamos é pegar os princípios constitucionais basilares e densificar &lbrack;especificar&rsqb; isto em estratégias de como usar não só as terras raras e os minerais críticos&comma; mas todos os recursos minerais de que dispomos para beneficiar a população” acrescentou&comma; referindo-se a fundamentos constitucionais como o de que os recursos minerais pertencem à União e só podem ser explorados com autorização desta&comma; de acordo com o interesse nacional&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Só possuir recursos minerais não assegura vantagem estratégica”&comma; alerta a especialista&comma; repetindo uma das conclusões do estudo que elaborou com o cientista político Pedro Costa&comma; a pedido da Rede Soberania&comma; coletivo formado por representantes de organizações sociais do campo progressista&comma; comunicadores populares&comma; ambientalistas e militantes sociais&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>A partir das conclusões de Luciana e Costa&comma; a Rede Soberania elencou um conjunto de recomendações que apresentou ao deputado federal Arnaldo Jardim &lpar;Cidadania-SP&rpar;&comma; relator do Projeto de Lei nº 2&period;780&sol;2024&comma; que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Como Jardim apresentou o parecer sobre a proposta nesta segunda-feira &lpar;4&rpar;&comma; <strong>a expectativa é que o relatório seja lido e votado em plenário ainda nesta terça-feira &lpar;5&rpar;&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Segundo o relator&comma; o parecer leva em conta sugestões apresentadas por entidades&comma; órgãos e especialistas do setor de mineração&comma; da indústria e do Poder Público&period; E busca garantir que o Brasil aproveite as reservas de minerais estratégicos para desenvolver uma cadeia industrial interna&comma; de produtos com valor agregado&period;<&sol;p>&NewLine;<blockquote>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Não é apenas sobre extrair recursos&period; É sobre decidir qual papel o Brasil quer ocupar nessa nova economia&colon; ser fornecedor de matéria-prima ou protagonista na geração de valor&comma; tecnologia e desenvolvimento”&comma; acrescentou o deputado&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;blockquote>&NewLine;<p><strong>Para Luciana&comma; o projeto de lei&comma; conforme referendado pelo relator&comma; tem aspectos positivos&comma; mas é um &OpenCurlyDoubleQuote;marco regulatório mínimo” que&comma; se aprovado na Câmara dos Deputados&comma; precisará ser mais debatido e aperfeiçoado no Senado<&sol;strong>&comma; onde será apreciado na sequência&period; Sem prejuízo de futuros aprimoramentos&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;&lbrack;O PL nº 2&period;780&sol;2024&rsqb; é bom para esta fase &lbrack;dos debates&rsqb;&period; Porque institui o modelo híbrido que defendemos &lbrack;afastando a hipótese de criar&comma; por ora&comma; uma estatal para o setor&rsqb;&comma; mas ele ainda fica devendo a densificação dos princípios constitucionais que trariam a necessária segurança territorial e da exploração dos recursos”&comma; argumentou Luciana&comma; alegando que&comma; a seu ver&comma; o projeto ainda deixa a desejar em termos de planejamento estratégico e de medidas práticas para a defesa da soberania nacional sobre os recursos minerais&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Propostas<&sol;h2>&NewLine;<p>Segundo a Rede Soberania&comma; as propostas elaboradas a partir do estudo encomendado a Luciana e Costa e apresentadas a Jardim reforçam não só importância da soberania nacional&comma; mas também da proteção ao meio ambiente e ao regime democrático brasileiro&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A exemplo dos autores do estudo&comma; <strong>a entidade defende o &OpenCurlyDoubleQuote;modelo híbrido de gestão” dos recursos minerais estratégicos&comma; por entender que&comma; neste campo&comma; o elemento decisivo não é a posse dos recursos em si&comma; mas o controle das cadeias de valor &lpar;refino&comma; processamento e aplicação tecnológica&rpar;&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;No modelo híbrido&comma; não é &lbrack;determinante&rsqb; criar uma empresa estatal de exploração&comma; com monopólio&comma; a exemplo da Petrobras&period; O país pode até criá-la&comma; mas permite que atores privados atuem”&comma; explicou a proposta Luciana&period; Segundo ela&comma; este é o modelo chinês&comma; que articula coordenação e controle regulatório estatal à atuação particular&comma; incluindo de várias pequenas mineradoras&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;É uma falácia dizer que só grandes <em>players<&sol;em> &lbrack;grupos empresariais&rsqb; vão fazer mineração de terras raras e minerais críticos&period; Um argumento desmentido pelas várias pequenas mineradoras que atuam na China&comma; na Austrália e no Canadá&comma; por exemplo”&comma; complementou Luciana&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A Rede Soberania também sugere que a União adote uma política de estoques estratégicos&semi; condicionantes para a exportação de minério bruto ou concentrado&semi; obrigatoriedade da consulta a comunidades indígenas e tradicionais&comma; entre outras recomendações&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Entenda<&sol;h2>&NewLine;<p><strong>Com cerca de 21 milhões de toneladas&comma; a reserva brasileira de terras raras é a segunda maior já mapeada no mundo&comma; ficando atrás apenas da China&comma; que detém aproximadamente 44 milhões de toneladas&period; <&sol;strong>Porém&comma; só cerca de 25&percnt; do território nacional foi mapeado&comma; o que indica um enorme potencial ainda desconhecido&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Conhecidos pelo potencial para impulsionar a transição energética&comma; terras raras&comma; minerais estratégicos e minerais críticos vêm ganhando cada vez mais protagonismo global&period;<strong> Embora frequentemente tratados como sinônimos&comma; os três conceitos cumprem papéis diferentes na geopolítica e na economia global&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Segundo o Serviço Geológico do Brasil &lpar;SGB&rpar;&comma; os minerais estratégicos são aqueles considerados essenciais para o desenvolvimento econômico dos países&comma; importantes por serem imprescindíveis para produtos e processos de alta tecnologia&comma; defesa e transição energética&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Os minerais críticos são aqueles cujo suprimento pode envolver diferentes riscos de abastecimento&colon; concentração geográfica da produção&comma; dependência externa&comma; instabilidade geopolítica&comma; limitações tecnológicas&comma; interrupção no fornecimento e dificuldade de substituição&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Já os chamados elementos terras raras &lpar;ETR&rpar; são um grupo específico de 17 elementos químicos da tabela periódica&colon; 15 lantanídeos &lpar;como lantânio&comma; cério&comma; neodímio e disprósio&rpar;&comma; escândio e ítrio&period; São essenciais para tecnologias de ponta&comma; como turbinas eólicas&comma; carros elétricos&comma; baterias&comma; eletrônicos e sistemas de defesa&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A definição de quais minerais são estratégicos ou críticos depende de cada país&period; A lista também pode mudar conforme o tempo&comma; de acordo com avanços tecnológicos&comma; descobertas geológicas&comma; mudanças geopolíticas e evolução da demanda&period; As terras raras&comma; por sua vez&comma; também podem ser consideradas minerais críticos ou estratégicos&comma; dependendo do contexto&period;<&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada --><&sol;p>&NewLine;<p> <&excl;-- Relacionada -->&NewLine; <&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;agenciabrasil&period;ebc&period;com&period;br&sol;politica&sol;noticia&sol;2026-05&sol;brasil-tem-vazio-estrategico-em-minerais-criticos-diz-especialista">Fonte&colon; 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Redação

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