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<p>Queda registrada em 2024 é a maior dos últimos 16 anos e a segunda mais significativa da série histórica iniciada em 1990</p>
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<div class="post_image"><span class="image_fonte">Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil<br />
</span><picture><source media="(max-width: 799px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2017/04/2772594715-caminhao-poluicao-efeito-estufa.jpg"><source media="(min-width: 800px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2017/04/2772594715-caminhao-poluicao-efeito-estufa.jpg"></source></source></picture><span class="image_credits">Brasil emitiu 2,145 bilhões de toneladas de gás carbônico equivalente (GtCO2e) ao longo de 2024<br /></span></div>
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<p>O <strong>Brasil</strong> emitiu 2,145 bilhões de toneladas de gás carbônico equivalente (GtCO2e) ao longo de 2024, registrando queda de 16,7% nas emissões brutas de gases do efeito estufa, em relação ao ano anterior, quando foram emitidas 2,576 GtCO2e. A diminuição é de 22%, quando consideradas emissões líquidas, que descontam a captura de carbono por florestas secundárias e áreas protegidas. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (3) pela rede Observatório do Clima, na 13ª edição do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), que traz um panorama do ano de 2024 a partir do inventário de cinco grandes setores: mudança de uso da terra, agropecuária, energia, processos industriais e resíduos.</p>
<p>A queda registrada no último ano é a maior dos últimos 16 anos e a segunda mais significativa da série histórica iniciada em 1990, quando os dados revelaram uma diminuição de 17,2% na população climática.</p>
<p>Na avaliação de Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, o resultado positivo posiciona bem a liderança brasileira na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (<strong>COP30</strong>), que se inicia no próximo dia 10 de novembro. “Dificilmente teremos dentro do G20 [países mais ricos] ou dentro dos dez maiores emissores, países chegando na COP30 com um número de redução total das suas emissões, tal qual esse número que a gente está apresentando agora”.</p>
<p>Quando consideradas as emissões brutas por setor, do total de 2,145 bilhões de toneladas de gás carbônico equivalente em 2024, a mudança de uso da terra respondeu por 42%, agropecuária foi responsável por 29%, o setor de energia emitiu 20%, enquanto os resíduos e os processos industriais foram responsáveis por 5% e 4% respectivamente.</p>
<p>No Brasil, o setor de mudança de uso do solo é o maior responsável pelas emissões desde o início da série histórica. Em 2024, o setor foi responsável pela emissão de 906 milhões de toneladas de CO2e, sendo que 98% desse total tem origem no desmatamento.</p>
<p>Segundo a pesquisadora Bárbara Zimbres, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), desde 2022, o setor tem observado queda nas emissões decorrente do aumento do controle do desmatamento. “No último ano a gente teve a maior queda nas emissões brutas de 32%”, destacou.</p>
<p>A <strong>Amazônia</strong> registrou a queda expressiva com redução de 41% nas emissões de gases do efeito estufa e o Cerrado também reduziu em 20% a poluição climática, mas o Pantanal foi o bioma com a queda mais expressiva de forma proporcional ao seu território, com redução de 66%. Apenas o Pampa aumentou as emissões no últmo ano, com crescimento de 6%.</p>
<p>Em 2024, o setor de agropecuária também registrou queda de 0,7% nas emissões de gases do efeito estufa, enquanto que os demais setores aumentaram o volume de poluição climática, registrando aumentos de 0,8% em energia, 2,8% em processos industriais e 3,6% em resíduos.</p>
<p>No recorte por estado, Rondônia, Pará e Mato Grosso foram os campeões na redução de emissões brutas, com redução de 65%, 44% e 44% respectivamente. Apenas Minas Gerais, Piauí, Roraima, Rio Grande do Sul e Sergipe registraram aumento nas emissões de 2024, em relação ao ano anterior.</p>
<h3><strong>Emissões líquidas</strong></h3>
<p>O total de emissões líquidas do Brasil, em 2024, foi de 1,49 GtCO2e, quando consideradas as remoções por áreas protegidas e florestas secundárias. Isso leva o setor de uso da terra a registrar uma queda ainda maior de 64% no total das emissões, com redução de 685 milhões para 249 milhões de toneladas de CO2 equivalente entre 2024 e 2023.</p>
<p>A queda reposiciona o setor em segundo lugar de emissões líquidas no país, respondendo por 17% do total em 2024, enquanto que a agropecuária, passa a ser responsável por 42% da poluição líquida do Brasil, no último ano.</p>
<h3><strong>Queimadas</strong></h3>
<p>No SEEG, as queimadas não são associadas ao desmatamento, que não chegam a caracterizar mudança no uso do solo, entram em um estudo a parte, não contabilizados no inventário.</p>
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<p>“O Brasil queimou inteiro, em quase todos os biomas houve aumentos expressivos na área queimada em 2024. Isso refletiu no aumento de duas vezes e meia nas emissões líquidas por fogo no Brasil nos biomas”, destaca Bárbara Zimbres.</p>
<p>De acordo com a pesquisadora, se esse processo entrasse para o inventário de emissões haveria de 20% a 30% nas emissões líquidas dos últimos 10 anos. “Em 2024 chegou a quase 100% das emissões líquidas, então se [as queimadas] fossem contabilizadas, a gente veria as emissões líquidas no setor de uso do solo dobrarem”.</p>
<p><em>*Com informações da Agência Brasil<br /></em><em>Publicado por Nícolas Robert</em></p>
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<p><a href="https://jovempan.com.br/noticias/brasil/brasil-reduz-167-emissoes-de-gases-do-efeito-estufa.html">Fonte: Clique aqui</a></p>


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