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Brasil abriga mais de 2 milhões de imigrantes de 200 nacionalidades

&NewLine;<&excl;-- WP QUADS Content Ad Plugin v&period; 3&period;0&period;2 -->&NewLine;<div class&equals;"quads-location quads-ad1" id&equals;"quads-ad1" style&equals;"float&colon;none&semi;margin&colon;0px&semi;">&NewLine;&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p><&sol;p>&NewLine;<p>Entre residentes&comma; temporários&comma; refugiados e solicitantes de reconhecimento da condição de refúgio&comma; a população estrangeira está presente em todas as unidades da federação <&sol;p>&NewLine;<div wp&lowbar;automatic&lowbar;>&NewLine;<div class&equals;"post&lowbar;image"><span class&equals;"image&lowbar;fonte">© Divulgação Acnur<br &sol;>&NewLine;<&sol;span><picture><source media&equals;"&lpar;max-width&colon; 799px&rpar;" srcset&equals;"https&colon;&sol;&sol;jpimg&period;com&period;br&sol;uploads&sol;2026&sol;05&sol;design-sem-nome-2-331x207&period;png"><source media&equals;"&lpar;min-width&colon; 800px&rpar;" srcset&equals;"https&colon;&sol;&sol;jpimg&period;com&period;br&sol;uploads&sol;2026&sol;05&sol;design-sem-nome-2-720x450&period;png"><&sol;source><&sol;source><&sol;picture><span class&equals;"image&lowbar;credits">Estima-se a residência de 680 mil venezuelanos no Brasil no início de 2026&comma; com participação em maior número de mulheres e crianças &lpar;0 a 14 anos&rpar;&period;<br &sol;><&sol;span><&sol;div>&NewLine;<p><&quest;xml encoding&equals;"UTF-8"&quest;&quest;&quest;><&sol;p>&NewLine;<p><strong>O Brasil abriga pouco mais de 2 milhões de imigrantes internacionais<&sol;strong> entre residentes&comma; temporários&comma; refugiados e solicitantes de reconhecimento da condição de refugiado&comma; de 200 nacionalidades diferentes&comma; presentes em todas as unidades da federação&period; Venezuelanos&comma; haitianos&comma; cubanos e angolanos são os grupos em destaque&period; <strong>Estima-se a residência de 680 mil venezuelanos no Brasil no início de 2026&comma; com participação em maior número de mulheres e crianças &lpar;0 a 14 anos&rpar;&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Os dados constam no 12º Relatório Anual do Observatório das Migrações Internacionais &lpar;OBMigra&rpar; – &OpenCurlyDoubleQuote;Política Migratória no Brasil&colon; evidências para gestão de fluxos e políticas setoriais”&period; O documento foi apresentado nesta quinta-feira &lpar;30&rpar; pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública &lpar;MJSP&rpar;&comma; em Brasília&comma; traz diversas recomendações para a efetiva integração destes públicos à sociedade brasileira&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O levantamento tem o objetivo de subsidiar a implementação da nova Política Nacional de Migrações&comma; Refúgio e Apatridia &lpar;PNMRA&rpar;&comma; editada no fim do ano passado &lpar;decreto nº 12&period;657&sol;2025&rpar;&comma; que substituiu a Lei de Migração de 2017&period;<&sol;p>&NewLine;<p>As análises incluíram aspectos em relação à evolução na intensidade dos fluxos migratórios&comma; pontos de entrada no Brasil&comma; composição por sexo e idade&comma; distribuição espacial nas unidades da federação e a estratégia de regularização desses grupos no país&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Os resultados também analisaram a situação de migrantes&comma; refugiados e apátridas sob os seguintes eixos&colon; trabalho&comma; educação&comma; proteção social e governança local&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<h2>Política brasileira acolhedora<&sol;h2>&NewLine;<p><strong>O atual representante da Agência da Organização das Nações Unidas &lpar;ONU&rpar; para Refugiados &lpar;Acnur&rpar;<&sol;strong> no Brasil&comma; Davide Torzilli&comma; afirma que os dados públicos atualizados ajudam a enfrentar desafios mundiais e regionais desta temática&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Quero destacar o compromisso &lbrack;do Brasil&rsqb; em fortalecer continuamente sua base de dados públicos como forma de garantir que informações qualificadas&comma; transparentes sobre refugiados ou pessoas deslocadas à força e apátridas para que sejam mantidos e aprimorados&period; Dados confiáveis nos ajudam a responder ao desafio contemporâneo da mobilidade humana&period;”<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Davide Torzilli reforçou que a nova política nacional é única no mundo e que o Brasil tem&comma; de maneira consistente&comma; afirmado seu compromisso com a governança do sistema de proteção social baseado em direitos humanos&comma; cooperação internacional e responsabilidades compartilhadas&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>A apresentação deste relatório antecede a participação da delegação brasileira na reunião agendada pelas Nações Unidas&comma; em Nova York &lpar;EUA&rpar;&comma; na próxima semana&comma; no para debater o Pacto Global para a Migração Segura&comma; Ordenada e Regular&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O diretor do departamento de Migrações do Ministério da Justiça e Segurança Pública&comma; Victor Semple&comma; afirmou que o governo federal recentemente formulou o Plano Nacional de Imigração Refúgio&comma; e Apatridia&comma; previsto na nova política nacional&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;O governo federal reafirma o compromisso do governo com essa pauta e a vocação do Brasil&comma; enquanto país acolhedor&period; Também confirma a perspectiva de inclusão nas políticas de governo&period;”<&sol;p>&NewLine;<h2>Trabalho e renda<&sol;h2>&NewLine;<p>No lançamento do relatório&comma; o ministro do Trabalho e Emprego&comma; Luiz Marinho&comma; enfatizou que a busca por trabalho é o <strong>principal motor da migração global e o vetor essencial para a integração do estrangeiro na sociedade&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;O trabalho não é apenas fonte de renda&semi; é o que permite ao migrante construir vínculos e exercer plenamente sua cidadania”&comma; disse o ministro&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>O 12º Relatório Anual do OBMigra aponta que o fluxo de trabalhadores migrantes no mercado de trabalho formal no Brasil aumentou 54&percnt;&comma; entre 2023 e 2025&period;<&sol;strong> O número de trabalhadores imigrantes com carteira assinada superou os 414&comma;96 mil vínculos&comma; em 2025&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Neste universo&comma; 43&percnt; estão concentrados na produção industrial &lpar;especialmente no setor de abate de animais na região Sul&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Na comparação com pedidos de residência para trabalhar no Brasil&comma; entre 2022 e 2024&comma; <strong>o aumento foi de 68&percnt;&comma; indicando mais oportunidades de trabalho no país&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Isso se deve a maior demanda por mão de obra de migrantes no Brasil&comma; já que o país vive hoje um contexto de pleno emprego”&comma; afirmou o Ministério da Justiça e Segurança Pública &lpar;MJSP&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Sobre as principais nacionalidades&comma; em 2025&comma; o mercado formal de trabalho brasileiro contava com mais de 201 mil trabalhadores venezuelanos&period; Os haitianos vieram em seguida&comma; com um crescimento de 20&comma;4&percnt; entre 2023 e 2025&comma; com o total de 51&comma;2 mil haitianos formalmente contratados&comma; no ano passado&period; Já os cubanos&comma; aparecem na terceira posição com 30&comma;7 mil trabalhadores formais&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Porém&comma; o documento destaca que muitos imigrantes com ensino superior sofrem com a inconsistência de status e ocupam cargos de baixa qualificação e renda e&comma; consequentemente&comma; com menores rendimentos&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Frente à situação&comma; o relatório recomenda ao poder público&comma; entre outros&comma; a promoção do reconhecimento de diplomas&comma; a intermediação de mão de obra qualificada e a redução de barreiras institucionais e educacionais com o objetivo de melhorar a alocação ocupacional&period;<&sol;p>&NewLine;<p>As informações do panorama atualizado das migrações internacionais também mostram que a maioria absoluta dos trabalhadores domésticos migrantes está na informalidade&comma; ou seja&comma; sem carteira assinada&period; Em 2024&comma; 78&comma;8&percnt; dos trabalhadores domésticos estavam sem carteira &lpar;1&period;184&rpar;&comma; enquanto apenas 21&comma;2&percnt; tinham carteira assinada &lpar;318&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O estudo usou a base de dados da Relação Anual de Informações Sociais &lpar;RAIS&rpar; do Ministério do Trabalho e Emprego &lpar;MTE&rpar; e os dados da Coordenação de Imigração Laboral &lpar;CGIL&rpar; do MJSP&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O <strong>ministro Luiz Marinho alertou que a falta de organização nessa inserção pode gerar riscos elevados de exploração e trabalho análogo à escravidão&comma;<&sol;strong> o que prejudica todo o mercado ao permitir a concorrência baseada na redução de direitos&period; Para acompanhamento destas situações&comma; o titular da pasta lembrou da retomada do Conselho Nacional de Imigração e combate à exploração laboral&comma; na atual gestão federal&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Marinho pontuou ainda que a estratégia de interiorização de migrantes no país somente será bem-sucedida&comma; se for acompanhada de qualificação&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Interiorizar com trabalho precário não resolve o problema&comma; apenas o desloca&period; Interiorizar com qualificação inclusão produtiva ao contrário&colon; gera desenvolvimento local&comma; fortalece as economias regionais e promove a integração social&period;”<&sol;p>&NewLine;<h2>Proteção social<&sol;h2>&NewLine;<p>No campo da proteção social&comma; <strong>o relatório evidencia a relação entre mobilidade internacional e vulnerabilidade socioeconômica&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>O documento constata o aumento expressivo de migrantes inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal&comma; entre 2023 e 2024&period; O número de migrantes cadastrados no CadÚnico cresceu de 562&period;687 para 650&period;683&comma; no período&period;<&sol;p>&NewLine;<p>No perfil sociodemográfico da população migrante cadastrada&comma; a predominância é feminina &lpar;55&comma;6&percnt;&comma; em 2024&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Com relação à idade&comma; os dados do CadÚnico indicam crescimento mais acentuado no <strong>número de migrantes crianças e adolescentes de 0 a 17 anos que passou de 159&period;011&comma; em 2023&comma; para 188&period;531&comma; em 2024&period; Alta de 18&comma;6&percnt;&comma; em apenas um ano&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Esse resultado evidencia a ampliação de famílias migrantes com crianças no sistema de assistência social&period; O relatório reforça &OpenCurlyDoubleQuote;a necessidade de articulação entre políticas de assistência social&comma; educação e proteção à infância&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O relatório indica maior acesso a programas sociais&comma; como Bolsa Família&period; Em 2023&comma; do total de 562&period;687 migrantes cadastrados no CadÚnico&comma; 302&period;497 eram beneficiários do Bolsa Família&comma; enquanto 260&period;190 não recebiam o benefício&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Por isso&comma; o relatório recomenda&colon;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p style&equals;"padding-left&colon; 40px&semi;">&CenterDot; reduzir o tempo entre cadastramento e acesso a benefícios&comma; por meio da ampliação da transparência e comunicação sobre critérios e etapas&semi;<&sol;p>&NewLine;<p style&equals;"padding-left&colon; 40px&semi;">&CenterDot; aperfeiçoar mecanismos de monitoramento e gestão das filas de acesso a programas sociais&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Localização<&sol;h2>&NewLine;<p>Os<strong> dados do CadÚnico evidenciam uma forte concentração da população migrante cadastrada em um conjunto reduzido de unidades da federação<&sol;strong>&comma; com destaque para grandes centros econômicos e estados estratégicos do ponto de vista migratório&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Três estados concentram parcela expressiva do total de migrantes registrados no país&period; Em 2024&comma; São Paulo manteve-se como o estado com o maior número de migrantes cadastrados&comma; totalizando 140&period;033 registros&comma; seguido por Paraná &lpar;102&period;046&rpar; e Roraima &lpar;86&period;845&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Também se destacaram&comma; em 2024&comma; como polos de atração econômica e permanência da população migrante os estados de Santa Catarina &lpar;71&period;055&rpar; e Rio Grande do Sul &lpar;61&period;386&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Educação<&sol;h2>&NewLine;<p>O eixo dedicado à educação&comma; o estudo confirma o crescimento consistente das matrículas de estudantes imigrantes na educação básica entre 2010 e 2024 e evidencia a ampliação do acesso ao direito à educação&period;<&sol;p>&NewLine;<p>No período&comma; <strong>o número de matriculados nas três etapas da educação básica<&sol;strong>&comma; somado ao número de imigrantes nas modalidades educação profissional técnica de nível médio e na Educação de Jovens e Adultos &lpar;EJA&rpar;&comma; passou de 41&period;916 para 224&period;924 estudantes&comma; resultando em um aumento de 437&percnt;&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Desde 2010&comma; o número de migrantes em instituições de ensino superior cresceu 77&comma;5&percnt;&period; Saltou de 16&period;696&comma; em 2010&comma; para 29&period;635 pessoas matriculadas&comma; em 2023&period;<&sol;p>&NewLine;<p>No entanto&comma; mesmo com a consolidação da presença migrante nas políticas públicas de educação&comma; o estudo conclui que existem desafios relativos à inclusão linguística&comma; à adaptação pedagógica e à capacidade institucional dos sistemas educacionais locais&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>E mesmo a escola sendo considerada um espaço central de socialização e mobilidade social&comma; também é local de reprodução de desigualdades estruturais&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Diante dos fatos&comma; o estudo recomenda que as instituições educacionais&comma; sejam elas de ensino básico ou superior&comma; propiciem &OpenCurlyDoubleQuote;espaços de diálogos&comma; vivências e aprendizagem ancorados no respeito à dignidade humana&period;”<&sol;p>&NewLine;<p>E nas escolas públicas municipais e estaduais&comma; deve-se garantir a cobertura suficiente para a incorporação do público migrante&comma; adequada às demandas locais&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Já na educação superior&comma; devem ser considerados aspectos como alimentação&comma; moradia&comma; saúde e trabalho para promover o acesso e permanência dos estudantes imigrantes&comma; refugiados e apátridas&period;<&sol;p>&NewLine;<h2>Governança local<&sol;h2>&NewLine;<p>No Brasil&comma; <strong>a política migratória é de responsabilidade da União&comma; mas&comma; em grande parte quem oferece os serviços públicos &lpar;escolas&comma; postos de saúde&comma; assistência social&rpar;&comma; são as gestões estaduais e municipais&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Por isso&comma; o relatório também foca nos maiores desafios da gestão pública de melhorar o atendimento real na ponta&comma; sobretudo&comma; no município onde o migrante vive&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O documento propõe que haja uma colaboração técnica e financeira mais clara entre os três níveis de governo &lpar;federal&comma; estadual e municipal&rpar; para que sejam criadas estruturas permanentes e preparadas para atender a população migrante&comma; refugiada e solicitante de refúgio no país&comma; de forma justa em todo o território nacional&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;A consolidação da política migratória nacional&comma; especialmente no eixo da integração&comma; depende do fortalecimento do pacto federativo&comma; da governança local&comma; da institucionalização das respostas municipais e da construção de mecanismos que garantam sustentabilidade&comma; equidade territorial e efetividade no acesso a direitos para migrantes e refugiados no Brasil”&comma; conclui o relatório&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O texto do relatório recomenda a ampliação das políticas de acolhimento e interiorização de migrantes para além de Roraima&comma; ponto de entrada de pessoas vindas da Venezuela&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&ast;Agência Brasil<&sol;p>&NewLine;<&sol;p><&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;jovempan&period;com&period;br&sol;noticias&sol;brasil&sol;brasil-abriga-mais-de-2-milhoes-de-imigrantes-de-200-nacionalidades&period;html">Fonte&colon; Clique aqui<&sol;a><&sol;p>&NewLine;&NewLine;

Redação

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