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<p>Polícia Civil pediu a internação do adolescente responsável pela morte do animal, e três adultos foram indiciados por coação a testemunhas </p>
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<div class="post_image"><span class="image_fonte"> Foto: Divulgação/Polícia Civil de Santa Catarina</span><picture><source media="(max-width: 799px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2026/02/imagem-jvp-2026-02-04t115345.641-345x207.png"><source media="(min-width: 800px)" srcset="https://jpimg.com.br/uploads/2026/02/imagem-jvp-2026-02-04t115345.641-750x450.png"></source></source></picture><span class="image_credits">Para chegar ao autor do crime, a Polícia Civil analisou mais de 1 mil horas de filmagens na região, em 14 equipamentos que captaram imagens. <br /></span></div>
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<p>A Polícia Civil de Santa Catarina finalizou nesta terça-feira (3) a investigação sobre a <strong>morte do Cão Orelha</strong>, em Santa Catarina. Para chegar à autoria dos crimes, foi montada uma força-tarefa que envolveu as forças de segurança do Estado, responsáveis por identificar <strong>dez pontos-chave que levaram a polícia ao autor.</strong></p>
<p><strong>Um adolescente teve o pedido de internação solicitado pela polícia, e três adultos </strong>foram indiciados por coação a testemunha.</p>
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<p id="caption-attachment-2102395" class="wp-caption-text">Delegada Mardjoli Valcareggi – Delegacia de Proteção Animal (DPA) da Capital – Foto: Divulgação/Polícia Civil de Santa Catarina</p>
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<h2><strong>Confira os 10 pontos que levaram à identificação do autor do caso Orelha</strong></h2>
<h3><strong>1 – Testemunhas do dia e local</strong></h3>
<p>Foram 24 testemunhas ouvidas, 8 adolescentes suspeitos investigados, além de provas como a roupa utilizada pelo autor do crime, que foi registrada em filmagens.</p>
<h3><strong>2 – Confirmação através de imagens de que as testemunhas estavam no local e horário</strong></h3>
<p>Para chegar ao autor do crime, a Polícia Civil analisou mais de 1 mil horas de filmagens na região, em 14 equipamentos que captaram imagens.</p>
<h3><strong>3 – Análise de geolocalização do telefone do autor através de software francês</strong></h3>
<p>Um software francês obtido pela Polícia também analisou a localização do responsável durante o ataque fatal ao Cão Orelha.</p>
<h3><strong>4 – Confirmação através de câmeras de que o autor estava no local e horário</strong></h3>
<p>As provas também incluem imagens de câmeras de segurança que mostram o adolescente circulando pela região durante a madrugada de 4 de janeiro. Os registros reforçam que ele esteve fora do condomínio onde residia naquele horário.</p>
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<p id="caption-attachment-2102382" class="wp-caption-text">Câmeras mostram o adolescente indiciado por agressões ao cão Orelha saindo e voltando de condomínio no dia 4 de janeiro — Foto: Divulgação/Polícia Civil de Santa Catarina</p>
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<h3><strong>5 – Contradição e mentira no depoimento do adolescente sobre sua localização</strong></h3>
<p>O desenrolar dos fatos inicia às 5h25 da manhã, quando o adolescente sai do seu condomínio na Praia Brava. Às 5h58 da manhã ele retorna para o condomínio com uma amiga. Esse foi um dos pontos de contradição em seu depoimento.</p>
<h3><strong>6 – Confirmação da portaria eletrônica do prédio do horário e saída do adolescente</strong></h3>
<p>O adolescente não sabia que a polícia possuía as imagens dele saindo do local e disse que havia ficado dentro do condomínio, na piscina. Além das imagens, testemunhas e outras provas também comprovaram que ele estava fora do condomínio.</p>
<h3><strong>7 – Boné rosa utilizado no dia do crime em posse do autor</strong></h3>
<p>O adolescente viajou para fora do Brasil no mesmo dia em que a Polícia Civil teve conhecimento de quem eram os suspeitos do caso e ficou no exterior até o dia 29 de janeiro. No retorno, ele foi interceptado pela polícia ao chegar no aeroporto. Naquele momento, um familiar tentou esconder um boné rosa que estava em posse do adolescente. O boné foi apreendido e identificado como o mesmo usado no dia do crime.</p>
<h3><strong>8 – Moletom utilizado no dia do crime em posse do autor</strong></h3>
<p>A identificação de um moletom usado pelo adolescente também foi uma peça importante da investigação. Um familiar do autor tentou justificar a compra da peça durante uma viagem, mas o próprio adolescente admitiu que já a possuía e que o moletom foi utilizado no dia do crime.</p>
<h3><strong>9 – Coação por parte de familiares do autor contra testemunhas</strong></h3>
<p>Durante a investigação, a Polícia Civil também identificou tentativas de coação a testemunhas por familiares do adolescente. Segundo a Delegacia de Proteção Animal (DPA), três adultos foram indiciados por interferir no andamento do processo.</p>
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<p id="caption-attachment-2102383" class="wp-caption-text">Familiares do adolescentes são indiciados por coagir testemunha na investigação da morte do animal — Foto: Divulgação/Polícia Civil de Santa Catarina</p>
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<h3><strong>10 – Software israelense que recupera dados apagados nos celulares dos investigados</strong></h3>
<p>A investigação contou ainda com o uso de um software israelense para a extração e recuperação de dados de celulares apreendidos.</p>
<p><iframe title="Polícia detalha investigação sobre morte do Cão Orelha" frameborder="0" width="500" height="281" src="https://geo.dailymotion.com/player.html?video=x9z8ugs&;" allowfullscreen="" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; web-share"></iframe></p>
<h2><strong>Risco de fuga </strong></h2>
<p>Durante a investigação, a Polícia Civil teve o desafio de evitar vazamentos sobre o que estava sendo apurado. Como se tratava de um adolescente fora do país, ele poderia fugir ou descartar elementos que comprovaram a autoria, como o celular.</p>
<p>A investigação seguiu o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e foi concluída após o depoimento do autor, durante esta semana. Diante dos elementos e provas, a Polícia Civil finalizou os procedimentos policiais dos casos Orelha e encaminhou para apreciação do Ministério Público e Judiciário.</p>
<p>Por conta da gravidade do caso Orelha, a Polícia pediu a internação do adolescente, que é equivalente a uma prisão para um adulto.</p>
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<p id="caption-attachment-2101674" class="wp-caption-text">O cão Orelha pertencia à comunidade de moradores de Praia Brava, em Florianópolis, em Santa Catarina.</p>
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<p><a href="https://jovempan.com.br/noticias/brasil/bone-rosa-moletom-e-cameras-10-pontos-que-levaram-a-policia-a-concluir-a-investigacao-do-caso-orelha.html">Fonte: Clique aqui</a></p>


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