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<p>O recuo da inflação e a desaceleração da economia fizeram o Banco Central (BC) não mexer nos juros. <strong>Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 15% ao ano. A decisão era <a rel="nofollow" target="_blank" target="_blank" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-11/mercado-financeiro-reduz-previsao-da-inflacao-para-455-no-brasil">esperada pelo mercado financeiro</a> .</strong> </p>
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<p>Em nota, o BC informou que o ambiente externo se mantém incerto por causa da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais.</p>
<p>No Brasil, destacou o comunicado, a inflação continua acima da meta, apesar da desaceleração da atividade econômica, o que indica que os juros continuarão alto por bastante tempo.</p>
<blockquote>
<p>“O cenário atual, marcado por elevada incerteza, exige cautela na condução da política monetária. O comitê avalia que a estratégia de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta”, destacou o BC.</p>
</blockquote>
<p> <strong>O Copom não descartou a possibilidade de voltar a elevar os juros “caso julgue apropriado”.</strong> </p>
<p> <strong>Essa é a <a rel="nofollow" target="_blank" target="_blank" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-09/copom-mantem-taxa-basica-de-juros-em-15-ao-ano"> terceira reunião seguida</a> em que o Copom mantém os juros básicos.</strong> A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano.</p>
<p>Após chegar a 10,5% ao ano em de maio do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro de 2024. <strong>A Selic chegou a 15% ao ano <a rel="nofollow" target="_blank" target="_blank" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-07/copom-mantem-juros-basicos-da-economia-em-15-ao-ano">na reunião de julho</a> , sendo mantida nesse nível desde então.</strong> </p>
<h2>Inflação</h2>
<p> <strong>A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).</strong> Em setembro, o IPCA <a rel="nofollow" target="_blank" target="_blank" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-10/depois-de-queda-em-agosto-inflacao-oficial-sobe-048-em-setembro">acelerou para 0,48%</a> , influenciada pela conta de energia. Com o resultado, o indicador acumula alta de 5,17% em 12 meses, acima do teto da meta contínua de inflação.</p>
<p>No entanto, o IPCA-15 de outubro, que funciona como uma prévia da inflação oficial, veio <a rel="nofollow" target="_blank" target="_blank" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-10/inflacao-desacelera-em-outubro-alimentos-caem-pelo-5o-mes">abaixo das expectativas</a> . O indicador desacelerou por causa dos preços dos alimentos, que caíram pelo quinto mês seguido.</p>
<p>Pelo novo <a rel="nofollow" target="_blank" target="_blank" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2024-06/cmn-define-centro-da-meta-continua-de-inflacao-em-3">sistema de meta contínua</a> , em vigor desde janeiro, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.</p>
<p>No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em novembro de 2025, a inflação desde dezembro de 2024 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em dezembro, o procedimento se repete, com apuração a partir de janeiro de 2025. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.</p>
<p>No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monetária <a rel="nofollow" target="_blank" target="_blank" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-09/banco-central-preve-crescimento-do-15-do-pib-em-2026">diminuiu para 4,8%</a> a previsão do IPCA para 2025, mas a estimativa pode ser revista, dependendo do comportamento do dólar e da inflação. A próxima edição do documento, que substituiu o antigo Relatório de Inflação, será divulgada no fim de dezembro.</p>
<p>As previsões do mercado estão mais otimistas. De acordo com o boletim <em>Focus</em> , pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano <a rel="nofollow" target="_blank" target="_blank" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-11/mercado-financeiro-reduz-previsao-da-inflacao-para-455-no-brasil">em 4,55%</a> , levemente acima acima do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 4,8%.</p>
<h2>Crédito mais caro</h2>
<p> <strong>O aumento da taxa Selic ajuda a conter a inflação. Isso porque juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo.</strong> Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econômico. No último <em>Relatório de Política Monetária</em> , o Banco Central <a rel="nofollow" target="_blank" target="_blank" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-09/banco-central-preve-crescimento-do-15-do-pib-em-2026">diminuiu de 2,1% para 2% a projeção de crescimento</a> para a economia em 2025.</p>
<p>O mercado projeta crescimento um pouco melhor. Segundo a última edição do boletim <em>Focus</em> , os analistas econômicos preveem <a rel="nofollow" target="_blank" target="_blank" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-11/mercado-financeiro-reduz-previsao-da-inflacao-para-455-no-brasil">expansão de 2,16%</a> do PIB em 2025.</p>
<p>A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.</p>
<p> <strong>Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação.</strong> Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.</p>
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<p><a href="https://www.estadodabahia.com.br/noticia/41099/bc-mantem-juros-basicos-em-15-ao-ano-pela-terceira-vez-seguida">Fonte: Clique aqui</a></p>


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