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<p><strong>Em <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://tvbrasil.ebc.com.br/reporter-brasil/2025/08/tarifaco-brasil-anuncia-mais-um-escritorio-da-apex-nos-eua">entrevista exclusiva à TV Brasil</a>, o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Jorge Viana, ressaltou empenho do governo federal para apoiar as empresas brasileiras atingidas e convencer as autoridades estadunidenses a revogar o tarifaço ou, ao menos, mitigá-lo. </strong></p>
<p>Viana destacou os R$ 30 bilhões do Plano Brasil Soberano destinados às empresas nacionais afetadas e a abertura de um novo escritório da Apex em Washington, capital dos Estados Unidos. </p>
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<p>“São R$ 30 bilhões que criam um ambiente de seguro, de empréstimo, de diminuição de carga tributária, exclusivamente para empresas que foram alcançadas pelo tarifário. Nós também estamos marcando presença, esticando o nosso escritório de Miami para Washington, já temos em Nova York e em São Francisco”, disse nesta sexta-feira (15). </p>
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<p><strong>O presidente da Apex disse que o governo brasileiro já estabeleceu parcerias com a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) e com setores que importam produtos brasileiros</strong>, “que podem fazer força junto à Casa Branca para a gente excluir mais produtos desse tarifaço”.</p>
<p><amp-youtube data-videoid="kSSxk0iH9PM" layout="responsive" width="1000" height="563"></amp-youtube></p>
<h2>Soberania</h2>
<p><strong>Para Viana, se o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil tivesse sido causado por uma questão comercial, ela já estaria resolvida. </strong>O presidente da Apex afirmou ainda que as exigências dos Estados Unidos para revogar as sanções contra o Brasil ferem a soberania do país.</p>
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<p>“Não tem como ter ação política nesse caso, quando as condições que estão sendo colocadas pelo presidente dos Estados Unidos ferem a soberania do Brasil. [O presidente estadunidense] está querendo fazer uma interferência em um poder, no caso, o judiciário brasileiro, e isso é inconcebível. Se fosse uma questão só comercial, já estava resolvida”, disse.</p>
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<p>Viana classificou a situação comercial dos Estados Unidos com o Brasil como “extraordinária, fantástica, para eles” e “boa para nós”, e ressaltou que, em razão disso, uma das estratégias brasileiras contra o tarifaço será a de o país se aproximar dos empresários estadunidenses importadores de produtos nacionais. </p>
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<p>“Nós não queremos desistir desse comércio. E para não desistir, nós temos que também trazer para o nosso lado os importadores que ganham muito dinheiro com os produtos brasileiros que chegam lá. Isso vale para o café. Vale para produtos como a carne, que está encarecendo nos Estados Unidos porque o rebanho deles caiu muito”.</p>
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<h2>Novos mercados</h2>
<p><strong>O presidente da Apex afirmou que outra estratégia será a de encontrar novos países compradores dos produtos brasileiros, e que a agência já mapeou novos mercados.</strong></p>
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<p>“Tem mercados para a gente colocar do café ao calçado. Nós já estudamos mais de 108 mercados, há setores que podem ter novos mercados em 72 países”, disse.</p>
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<p>Segundo Viana, os novos mercados mapeados são “bastante significativos” para absorver os produtos que estão deixando de ser importados pelos Estados Unidos, em razão do tarifaço.</p>
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<p>“Nós achamos que os setores atingidos, fazendo trabalho de participação em feiras, eventos, e trazendo compradores para o Brasil, nós vamos encontrar compradores para uma parte desses 18 bilhões de dólares [em exportações do Brasil para os EUA], que é a fatia que está sendo alcançada pelo tarifaço”.</p>
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<h2>Oportunidades</h2>
<p>O presidente da Apex disse que o Brasil está muito bem preparado para enfrentar a crise com os Estados Unidos e que deve encontrar novas oportunidades em meio ao entrave. Segundo Viana, em uma guerra comercial todos os envolvidos perdem, mas “às vezes perde mais é quem provocou a guerra”.</p>
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<p>“O Brasil está muito bem para enfrentar essa crise. Numa guerra comercial, que eu acho que é isso que está sendo feito pelos Estados Unidos, todo mundo perde. Mas, às vezes, perde mais quem provocou a guerra. [O Brasil tem] o BRICS, o Brasil tem uma ótima relação com a Índia, com a China, com a Rússia. Temos amizade com todos os países, inclusive com os Estados Unidos”. </p>
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<p>“Todo mundo perde, mas quem melhor aproveitar as oportunidades pode sair melhor dessa crise”, acrescentou. </p>
<h2>Exportações </h2>
<p><strong>Dados da ApexBrasil mostram que, de janeiro a março deste ano, o Brasil exportou US$ 77,3 bilhões em bens, valor menor que os US$ 77,7 bilhões do mesmo período de 2024. O saldo comercial fechou positivamente em US$ 10 bilhões. </strong></p>
<p>Os principais produtos exportados foram petróleo bruto, soja, minério de ferro e café verde, com destaque para as exportações de bens industrializados, que tiveram alta no período, inclusive em itens como máquinas e aparelhos elétricos.</p>
<p>Em relação aos principais países de destino das exportações brasileiras, destacam-se, no primeiro trimestre, China (US$ 19,8 bilhões), União Europeia (US$ 11,1 bilhões), Estados Unidos (US$ 9,7 bilhões) e Mercosul (US$ 5,8 bilhões), com destaque para a Argentina, com um aumento de 51%.</p>
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<p><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-08/apex-amplia-acao-nos-eua-para-apoiar-empresas-atingidas-pelo-tarifaco">Fonte: Clique aqui</a></p>


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