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a origem política do Comando Vermelho

<p><&sol;p>&NewLine;<div>&NewLine;<p>A megaoperação recente da polícia do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho &lpar;CV&rpar; reacendeu o foco sobre as origens dessa facção — considerada a segunda maior do Brasil e uma estrutura criminosa com forte presença nacional&period; Entender a trajetória do grupo é fundamental para compreender a profundidade da crise de segurança que o país enfrenta&period;<&sol;p>&NewLine;<h3>A gênese na prisão e o pano de fundo político<&sol;h3>&NewLine;<p>O CV nasceu no final da década de 1970&comma; dentro do presídio Instituto Penal Cândido Mendes &lpar;Ilha Grande&comma; RJ&rpar;&comma; num contexto de repressão à esquerda e de brutalidade contra presos comuns&period; Sob o regime militar &lpar;1964‑85&rpar;&comma; militantes de esquerda eram encarcerados junto com criminosos comuns&comma; o que permitiu a troca de experiências — táticas organizacionais&comma; discursos de resistência&comma; ideias de &OpenCurlyDoubleQuote;justiça social” — com a formação da chamada &OpenCurlyDoubleQuote;Falange Vermelha”&period; <&sol;p>&NewLine;<p>Essas vertentes políticas e ideológicas&comma; que tinham resquícios de luta contra a ditadura&comma; logo cederam lugar ao caráter pragmático do crime&colon; contrabando&comma; tráfico de drogas&comma; extorsão&period; O próprio CV abandonou a simbologia comunista ou revolucionária para focar no poder territorial e econômico&period; <&sol;p>&NewLine;<h3>Expansão&comma; poder paralelo e desafio ao Estado<&sol;h3>&NewLine;<p>Após a Lei da Anistia em 1979&comma; que libertou presos políticos e enfraqueceu os vínculos ideológicos&comma; o CV transferiu seus métodos para fora dos muros prisionais&period; No início dos anos 1980&comma; já passava a atuar em favelas do Rio e a controlar tráfico&comma; mercados paralelos e &OpenCurlyDoubleQuote;justiça” própria — impondo regras nos territórios sob seu domínio&period; <&sol;p>&NewLine;<p>Hoje&comma; a facção é uma organização criminosa de alcance nacional e internacional&comma; com atuação em vários estados brasileiros e disputas violentas por território&comma; armas e rotas de tráfico&period; <&sol;p>&NewLine;<h3>A conexão com a política e o aparato estatal<&sol;h3>&NewLine;<p>Embora a origem combine presos políticos de esquerda e criminosos comuns&comma; não há evidência sólida e pública de que o CV tenha sido fundado ou mantenha atualmente &ast;&ast;vínculo direto com partidos como o Partido dos Trabalhadores &lpar;PT&rpar; ou com o ex‑presidente Luiz Inácio Lula da Silva&period; A confusão muitas vezes surge da presença de antigos militantes da ditadura entre os presos que ajudaram a formar o grupo&comma; e do uso simbólico da cor &OpenCurlyDoubleQuote;vermelha” ou da palavra &OpenCurlyDoubleQuote;comando”&period; Mas nenhuma dessas características implica alinhamento partidário formal&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Dito isso&comma; a operação recente no Rio&comma; que deixou mais de 130 mortos segundo um levantamento extra‑oficial&comma; provocou um clima político carregado&period; Governadores de oposição&comma; deputados federais e lideranças estaduais se movimentam para explorar politicamente a situação de segurança pública — o que faz a facção se tornar peça de jogo político&period;<&sol;p>&NewLine;<h3>A importância da história do CV<&sol;h3>&NewLine;<p>Entender a origem do Comando Vermelho revela dois aspectos cruciais para o Brasil&colon;<&sol;p>&NewLine;<p>Ligação direta entre sistema prisional falido e crime organizado — A fusão entre presos políticos e criminosos mostra como a precariedade institucional favoreceu a criação de organizações com lógica de guerrilha e tomada de poder territorial&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Armadilha da transição entre ideologia e negócios ilícitos — O CV mostra que grupos nascidos com alguma narrativa de &OpenCurlyDoubleQuote;resistência” podem rapidamente migrar para puro negócio do crime&comma; com violência&comma; tráfico e império paralelo&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Em meio à operação mais letal da história do Rio e à escalada de violência entre facções&comma; cabe às autoridades refletir&colon; a repressão militar — sozinha — basta para desmontar estruturas como o CV&quest; A história indica que a resposta exige políticas públicas integradas&comma; reformas no sistema prisional&comma; inteligência estratégica e combate à raiz social do crime organizado&period;<&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;acessepolitica&period;com&period;br&sol;noticia&sol;166021&sol;da-lfalange-vermelhar-a-guerra-das-favelas-a-origem-politica-do-comando-vermelho">Fonte&colon; Clique aqui<&sol;a><&sol;p>&NewLine;&NewLine;

Redação

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