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<p>Desemprego está no nível mais baixo da série histórica, mas aumento de preços e custo de vida seguem entre as principais preocupações do eleitorado</p>
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<p><span style="font-weight: 400;">A 100 dias do 1º turno das eleições, o presidente <a rel="nofollow" target="_blank" href="https://drive.poder360.com.br/politicos-do-brasil/929674/LULA?ano=2022&;l=n" target="_blank" rel="noopener">Luiz Inácio Lula da Silva</a> (PT) entra na disputa pela reeleição ao Palácio do Planalto com a economia como um dos eixos do debate eleitoral. O baixo desemprego pode servir como trunfo para a campanha do petista. Já a inflação acima da meta e os juros elevados, entre os mais altos do mundo, tendem a prejudicá-lo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A taxa de desemprego foi de 5,8% no trimestre encerrado em abril deste ano, com 6,3 milhões de pessoas sem trabalho. O indicador é mais favorável do que o registrado um ano antes, e está no menor nível já registrado para um trimestre encerrado em abril desde o início da série histórica, em 2012.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo assim, o aumento dos preços e o custo de vida estão entre as principais preocupações do eleitorado. A pesquisa mais recente do </span><b>PoderData/Aya</b><span style="font-weight: 400;"> mostra que propostas econômicas são</span><span style="font-weight: 400;"> o 3º principal critério na escolha de voto dos brasileiros (12%)</span><span style="font-weight: 400;"> –atrás de posição política (29%) e rejeição aos outros candidatos (18%).</span></p>
<h2>INFLAÇÃO PREOCUPA BC</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos dois primeiros anos de seu atual mandato o petista manteve um discurso crítico ao BC, então presidido por Roberto Campos Neto, indicado por Jair Bolsonaro (PL). Lula buscava transferir para a autoridade monetária a responsabilidade pela taxa de juros elevada. Com a posse em janeiro de 2025 de Gabriel Galípolo, escolhido por ele, </span><span style="font-weight: 400;">o governo passou a adotar um tom mais moderado em relação ao BC.</span></p>
<p>A Selic alta é também resultado do deficit primário do setor público, provocado por gastos do governo e pagamento de juros. Quanto mais o governo federal gasta acima do que arrecada, mais remoto fica o cenário de queda da taxa de juros. O 3º mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá o maior deficit nominal médio da história do país, segundo estimativas de agentes do mercado financeiro.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 17 de junho, o</span><span style="font-weight: 400;"> BC reduziu a Selic de 14,50% para 14,25% ao ano</span><span style="font-weight: 400;">. Foi o 3º corte consecutivo da taxa básica de juros. Mesmo com a redução, a autoridade monetária manifestou preocupação com a política fiscal, a inflação e a condução das contas públicas, e sinalizou que os juros devem seguir em patamar elevado por mais tempo. Na ata da reunião, o </span><span style="font-weight: 400;">BC citou as medidas de estímulo adotadas pelo governo como um dos fatores que pode aumentar as pressões inflacionárias</span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h2>PROGRAMAS SOCIAIS</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Lula ampliou os gastos com programas sociais neste ano visando as eleições. Foram </span><span style="font-weight: 400;">R$ 184,7 bilhões até maio</span><span style="font-weight: 400;"> em medidas voltadas às parcelas mais pobres da população, como a ampliação da isenção do Imposto de Renda e o Desenrola 2.0, que facilita a renegociação de dívidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas medidas podem melhorar a percepção das famílias sobre a própria situação financeira e beneficiar a imagem do governo entre os eleitores. Lula busca consolidar o apoio entre os brasileiros com renda de até 2 salários mínimos e avançar entre os que recebem de 2 a 5 salários mínimos –faixa em que não lidera as intenções de voto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Levantamento do </span><b>PoderData</b><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">realizado de 30 de maio a 1º de junho</span><span style="font-weight: 400;">, mostra que 61% dos entrevistados conseguiram pagar todas as despesas no mês passado. Outros 37% disseram ter deixado de quitar ao menos uma conta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas os gastos do governo com programas sociais e iniciativas de renegociação de dívidas não se convertem automaticamente em apoio eleitoral. </span><span style="font-weight: 400;">Entre os 37% dos brasileiros que deixaram de pagar alguma conta em maio, 63% avaliaram que os programas como o Desenrola 2.0 ajudaram “pouco” (30%) ou nada (33%) para reduzir o endividamento.</span></p>
<h2><b>TARIFAS</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Fatores externos também podem influenciar a economia durante a campanha eleitoral. Um dos exemplos é a ameaça de novas tarifas dos Estados Unidos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em junho, o governo norte-americano anunciou a proposta para impor uma tarifa de 25% sobre uma ampla lista de produtos importados do Brasil. </span><span style="font-weight: 400;">A alegação é de que o país teria adotado práticas consideradas desleais e prejudiciais para empresas dos Estados Unidos</span><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em resposta, Lula reforçou o discurso em defesa da soberania nacional, estratégia já adotada durante o primeiro tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump (Partido Republicano). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se as novas tarifas entrarem em vigor, seus efeitos poderão ser sentidos durante a reta final da campanha. Impactos sobre preços, atividade econômica e comércio exterior chegariam mais perto da eleição e com potencial de afetar o comportamento do eleitorado.</span></p>
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<p><a href="https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes/a-100-dias-da-eleicao-emprego-e-trunfo-e-juros-e-fraqueza-de-lula/">Fonte: Clique aqui</a></p>


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