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Aliados de Ramagem comemoram expulsão de delegado da PF pelos EUA

Departamento de Estado dos EUA afirma que Marcelo Ivo tentou “manipular” sistema de imigração; foi enviado de volta após prisão de Ramagem

Aliados do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) comemoram nesta 2ª feira (20.abr.2026) a expulsão de Marcelo Ivo, delegado da Polícia Federal, do território dos Estados Unidos. Segundo o governo dos EUA, Marcelo tentou fazer “perseguição política”.

O delegado é apontado como responsável por interferir na prisão de Ramagem pelo ICE (Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos), em 13 de abril. Publicação feita pelo Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental, vinculado ao Departamento de Estado dos EUA, disse que o funcionário tentou “manipular nosso sistema de imigração para manipular pedidos formais de imigração”

Em seu perfil oficial no X, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos EUA desde fevereiro de 2026, escreveu: “Perdeu Mané”. Segundo as publicações, os políticos declaram Marcelo fez o monitoramento que levou à prisão de Ramagem no país.

Em vídeo, Eduardo declarou: “Dia ruim para o Alexandre de Moraes significa dia bom para a liberdade. Oficial de ligação da Polícia Federal que atuou no caso do Ramagem vai deixar os Estados Unidos. Vai deixar, não. É expulso dos Estados Unidos como repercussão da prisão ilegal do Ramagem”.

Segundo o ex-deputado, há indícios de que a PF tentou “ultrapassar” autoridades norte-americanas durante a prisão de Ramagem. A PF, segundo Eduardo, tentou “tratar o caso como um caso de deportação por status migratório incorreto”. Ramagem foi solto na 4ª feira (15.abr.2026).

O jornalista e influenciador Paulo Figueiredo, também nos EUA e aliado de Ramagem, disse em seu perfil no X: “Se me perguntarem, foi muito pouco: Marcelo Ivo deveria ter sido preso e não está afastada uma queixa-crime contra ele, que depende do próprio Ramagem”.

O deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS) declarou que a expulsão do funcionário brasileiro era uma “vergonha” para o Brasil.

A ex-juíza do TJ-MG (Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais) Ludmila Lins Grilo também falou sobre o caso e afirmou que Marcelo Ivo era “responsável pela caça às bruxas a Ramagem em território americano”.

RAMAGEM NOS EUA

Ramagem foi condenado pelo STF a 16 anos de prisão na ação sobre a tentativa de golpe, pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa. Os 3 delitos foram cometidos antes da diplomação, quando ainda era diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

Antes de ter a prisão decretada, o ex-deputado fugiu para os Estados Unidos, onde estava desde então. O governo brasileiro já havia pedido a extradição às autoridades norte-americanas.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública formalizou o pedido de extradição ao Ministério das Relações Exteriores em 17 de dezembro, segundo ofício enviado ao STF. O documento foi assinado pelo diretor do DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional), Paulo Maurício Teixeira da Costa, e endereçado ao ministro Alexandre de Moraes.

Depois do envio da documentação ao Itamaraty, o processo entrou na fase de interlocução diplomática com as autoridades norte-americanas, conforme previsto no tratado de extradição entre Brasil e Estados Unidos.

Em 15 de dezembro de 2025, Moraes determinou a extradição de Ramagem, condenado pelo Supremo por tentativa de golpe de Estado. O ministro ordenou que a Secretaria Judiciária do STF encaminhasse ao Ministério da Justiça a documentação necessária, com descrição dos crimes, identificação do condenado, dispositivos legais aplicáveis, pena imposta e tradução oficial para o inglês. A PGR (Procuradoria-Geral da República) também foi comunicada.

Antes disso, em 21 de novembro de 2025, Moraes decretou a prisão do ex-deputado depois de ele ter sido visto em um condomínio de luxo em North Miami. Desde então, Ramagem era considerado foragido. O ex-congressista também teve o mandato cassado pela Mesa Diretora da Câmara e perdeu o passaporte diplomático.

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