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Planalto critica inclusão de ministros do STF em relatório de CPI

Ministro José Guimarães (Relações Institucionais) fala em distorção e PT se mobiliza contra texto na comissão

O ministro da SRI (Secretaria de Relações Institucionais), José Guimarães (PT), afirmou nesta 3ª feira (14.abr.2026) que o governo vai atuar para derrotar o relatório da CPI do Crime Organizado que pede investigação de ministros do Supremo Tribunal Federal, ampliando a reação do Planalto ao parecer.

Em sua 1ª fala depois de assumir o cargo, Guimarães classificou como “absurdo” o relatório ao criticar o fato de a comissão não ter indiciado integrantes de organizações criminosas e, ainda assim, propor a responsabilização de magistrados e do procurador-geral da República.

“O que não pode é uma CPI terminar sem incriminar ninguém e pedir punição de ministros do Supremo. Portanto, nós vamos votar e a nossa expectativa é derrotar o relatório do relator”, disse a jornalistas no Planalto.

A declaração reforça a estratégia do governo de atuar diretamente na votação para barrar o texto, que enfrenta resistência entre aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A avaliação é que o relatório extrapola o escopo da comissão e tensiona a relação entre Congresso e Judiciário em um momento de tentativa de recomposição política.

O deputado Pedro Uczai (PT), líder na Câmara, afirmou que o PT deve votar contra o parecer, alinhando o discurso ao do Planalto. Segundo ele, a CPI deixou de cumprir seu papel ao não apontar responsáveis ligados ao crime organizado. Uczai citou a ausência de indiciamentos de facções como Comando Vermelho e PCC, como exemplo de distorção do foco da investigação.

Para o congressista, o relatório “preenche lacunas” com acusações contra autoridades sem relação direta com o objeto da comissão.

A reação governista também foi antecipada mais cedo pela ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT), que saiu em defesa do STF após o pedido de indiciamento de seus integrantes.

A articulação política agora se concentra em reunir votos para rejeitar o relatório no plenário da comissão. O movimento pode expor o grau de coesão da base. 

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