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Pressão política ameaça votação do PL Antifacção

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o relator Guilherme Derrite (PL-SP) entram na reta final antes da votação do PL Antifacção sob um crescente cenário de incertezas. Embora Motta tenha incluído o projeto como item único da pauta da próxima terça-feira (18), parlamentares já admitem que a data pode não ser cumprida.

O esvaziamento do plenário, provocado pela COP30 e pelo feriado nacional na quinta-feira (20), tende a repetir o ambiente da última semana, quando a matéria foi novamente adiada. As sessões virtuais, menos propícias a negociações de última hora, complicam ainda mais o avanço de uma pauta considerada explosiva e ainda sem consenso.

Derrite, que já apresentou quatro versões do relatório, segue pressionado por ajustes exigidos tanto pela base quanto pela oposição. A avaliação entre líderes é de que o relator ainda não conseguiu construir um texto capaz de pacificar as bancadas e garantir uma votação sem sobressaltos.

Governadores de direita, que vêm demonstrando protagonismo no debate sobre segurança pública, também entraram no jogo e pediram que a tramitação seja desacelerada. Eles querem ser ouvidos antes da definição final do texto, sob o argumento de que a lei terá impacto direto na atuação policial e no combate às facções nos estados.

Nos bastidores, aliados de Motta reconhecem que o relator terá de intensificar as negociações nos próximos dias para superar resistências e tentar evitar novo adiamento. Além de buscar a convergência interna na Câmara, Derrite ainda precisa articular com o Senado para assegurar que a proposta avance rapidamente quando chegar à Casa comandada por Davi Alcolumbre

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