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Vereadores alertam para caos urbano causado por excesso de festas na Barra

O clima esquentou na 76ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Salvador, realizada nesta quarta-feira (12), com o debate sobre os impactos do excesso de festas e eventos no bairro da Barra. O vereador Maurício Trindade (PP) fez duras críticas à situação e afirmou que “a Barra está morrendo”, defendendo uma intervenção urgente para conter a desordem urbana.

Segundo o parlamentar, a rotina de grandes eventos tem provocado aumento da violência, prostituição infantil, roubos, cobrança abusiva de flanelinhas e bloqueio do acesso dos moradores às suas próprias ruas. “Não dá mais para conviver com isso. É preciso delimitar o número de festas e redistribuí-las para outros bairros. A Barra virou um caos urbano”, declarou.

Trindade apresentou um Projeto de Lei que proíbe o uso de equipamentos de som, como trios elétricos, carros de som e caixas móveis, em festas e manifestações na região, além da instalação de palcos, arquibancadas e estruturas em espaços públicos. A proposta prevê exceções apenas para eventos tradicionais, como Carnaval, Furdunço e Fuzuê.

A líder da oposição, Aladilce Souza (PCdoB), endossou as críticas e destacou que “os moradores estão pagando um preço alto”, com prejuízos inclusive ao comércio e ao mercado imobiliário local. Ela também alertou que a entrega do novo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), segundo a Fundação Getúlio Vargas, deve ocorrer apenas em 2027, o que posterga soluções estruturais.

O presidente da Câmara, Carlos Muniz (PSDB), anunciou que as comissões da Casa, incluindo as de Constituição e Justiça e de Transporte e Serviços Públicos, se reunirão nesta quinta-feira (13) para discutir o andamento das votações. O Colégio de Líderes volta a se encontrar na próxima terça (18).

Outros vereadores aproveitaram a sessão para destacar leis recém-sancionadas pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil).

Randerson Leal (Podemos) comemorou a Lei nº 9.883/2025, que garante o direito do cidadão à informação clara e impede longas esperas por causa de trailers e propagandas em cinemas.

Marcelo Guimarães Neto (União) ressaltou a Lei nº 9.884/2025, que assegura aos professores que lecionam em mais de uma escola o direito de justificar ausências em reuniões sem prejuízo funcional.

Cezar Leite (PL) destacou a nova lei que restringe materiais visuais ou informativos com mensagens que possam induzir crianças à mudança de gênero.

Já Sílvio Humberto (PSB) cobrou que, no Carnaval de 2026, a Prefeitura e os patrocinadores paguem o gelo e o direito de imagem dos ambulantes, reivindicação antiga da categoria.

O debate reforçou a tensão entre o entretenimento e o direito à convivência urbana, um dilema que volta a colocar o bairro da Barra no centro da pauta política de Salvador.

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