Aconteceu nesta segunda-feira (11) a abertura da Oficina Nacional das Escolas Municipais de Saúde Pública da RedEscola, sediada na Escola de Saúde Pública de Salvador (ESPS), no bairro do Comércio. O evento, que segue até esta terça-feira (12), reúne representantes de 22 escolas municipais e estaduais, integrantes do Ministério da Saúde e convidados para troca de experiências e construção de estratégias para o fortalecimento do SUS.
O encontro tem como objetivo fortalecer a articulação entre as escolas municipais de saúde pública, promovendo a integração, o compartilhamento de práticas e a construção coletiva de estratégias para qualificação da formação em saúde no país. A programação da oficina inclui mesas-redondas, rodas de conversa e debates sobre governança, gestão, formação, parcerias e desafios para o fortalecimento das escolas de saúde pública no Brasil.
Durante a abertura, o diretor do Departamento de Gestão da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Fabiano Ribeiro, destacou a importância de espaços que valorizem a força de trabalho no setor e parabenizou Salvador pela iniciativa.
“Ter espaços como esses, mais transversais, para pensar a organização da saúde e a estruturação dos serviços, é também pensar em como valorizamos de fato os trabalhadores. Na saúde, tudo é feito com pessoas. Quando se corta recursos, muitas vezes a primeira área afetada é a formação ou até mesmo o quadro de pessoal. Por isso, estruturar uma escola que qualifica e garante trabalho digno é uma estratégia fundamental. Parabéns a Salvador por estruturar um espaço estratégico como este e apoiar essa equipe maravilhosa”, afirmou.
O secretário municipal da Saúde de Salvador, Rodrigo Alves, ressaltou o papel da Escola de Saúde Pública como um marco no avanço da qualidade da rede. “A fundação da Escola, em dezembro de 2023, é um passo importantíssimo para qualificar a prestação de serviços. Nos últimos anos, ampliamos de 16% para 62% a cobertura da atenção primária, inauguramos hospitais, multicentros e UPAs, e agora nosso foco é a formação e a manutenção dessa rede viva. Receber aqui profissionais de todo o país para compartilhar experiências é motivo de orgulho e esperança para avançarmos juntos no SUS”, disse.
Já a diretora estratégica de Pessoas e Processos em Saúde, Mariana Trocolli, reforçou o compromisso da ESPS com a equidade e a valorização dos profissionais, destacando também o trabalho coletivo da equipe da escola. “Nossa escola é antirracista e carrega no nome e na memória a história inspiradora de Maria Odília Teixeira, primeira mulher negra formada em medicina na Bahia. A criação da ESPS foi fruto de uma iniciativa dos próprios trabalhadores do SUS, que hoje contam com um espaço voltado para a formação, valorização e fortalecimento da saúde pública. Registro aqui também o empenho de todos os colegas e trabalhadores da nossa escola, que dedicaram esforço e colaboração para organizar este evento tão importante para a ESPS, RedEscola e para o SUS”, destacou.
Participam da oficina representantes das escolas de saúde pública de Aracaju (SE), Santos (SP), Lucas do Rio Verde (MT), Recife (PE), Salvador (BA), Araguaína (TO), Betim (MG), Cascavel (PR), Florianópolis (SC), Iguatu (CE), Manaus (AM), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), Campinas (SP), São Paulo (SP), Sobral (CE), Anápolis (GO), Barueri (SP), Goiânia (GO), São José dos Pinhais (PR), Palmas (TO) e da Universidade Federal da Bahia (BA), além de instituições estaduais da Bahia, Minas Gerais, Maranhão e Mato Grosso.
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