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Comissão Organizadora discute etapas da logística para a organização da 4ª Conferência Estadual do Meio Ambiente

A Comissão Organizadora da 4ª Conferência Estadual do Meio Ambiente (4ª Cema) realizou, nesta terça-feira (28), sua 5ª reunião para avaliar os preparativos da etapa estadual do evento, marcado para os dias 11 e 12 de março, em Salvador. O encontro destacou os avanços das conferências municipais e intermunicipais realizadas nos meses de novembro e dezembro do ano passado.

Mariana Mascarenhas, coordenadora da Comissão Organizadora da 4ª Cema, reforçou o sucesso do envolvimento na realização das etapas municipais e intermunicipais e os desafios logísticos que antecedem a etapa estadual. “Tivemos 318 municípios mobilizados, com conferências próprias ou em conjunto, que resultaram na eleição de 563 delegados. Esse é um marco significativo, mas agora precisamos focar em um trabalho imenso de logística para garantir a realização da conferência estadual em março, com a estrutura que esse evento demanda”, afirmou. Também foi relatado sobre o cadastramento das pessoas eleitas delegadas para a etapa estadual. Houve um trabalho entre os meses de dezembro e janeiro para as providências relativas a transporte e diárias dessa delegação. Além dessa logística, uma equipe da Sema e do Inema vem trabalhando no documento base sobre o tema, considerando a realidade do estado da Bahia, que servirá de referência para as discussões e definição de propostas na Conferência Estadual.

Ilustração: Ascom/Sema

Durante a reunião, foi anunciado que a 4ª Cema irá contar com 15 salas dedicadas aos eixos temáticos do evento, onde serão discutidas propostas para Mitigação (redução de emissões de gases de efeito estufa em setores como energia e transporte), Adaptação e Preparação para Desastres (estratégias de prevenção de riscos climáticos em comunidades vulneráveis), Justiça Climática (combate às desigualdades socioambientais e reparação de territórios impactados), Transformação Ecológica (transição para uma economia descarbonizada com inclusão social) e Governança e Educação Ambiental (fortalecimento da participação popular e políticas de conscientização). A partir de fevereiro será disponibilizado o sistema que permitirá que cada delegado escolha o eixo temático de sua preferência, para as devidas contribuições nas propostas a serem deliberadas dias 11 e 12 de março.

Paralelamente, um espaço integrado ao evento irá abrigar uma feira de artesanato e produtos da agricultura familiar com ênfase na agroecologia, representando os 27 Territórios de Identidade da Bahia, com o objetivo de conectar os debates técnicos às práticas sustentáveis já em curso no estado. A iniciativa busca promover a troca entre artesãos, produtores rurais, gestores públicos e a sociedade civil, destacando desde técnicas de manejo resiliente até alimentos orgânicos, artesanato e tecnologias sociais, reforçando que a transformação ecológica não só é possível como já está sendo construída nas bases, aliando conhecimento tradicional e inovação para um futuro mais justo e ambientalmente equilibrado.

Além dos encaminhamentos consolidados, para a próxima reunião da COE, ficou estabelecida como pauta principal a metodologia e o regulamento da Conferência, conforme prevê o regimento Interno quanto às atribuições da Comissão Organizadora Estadual.

Sobre a 4ª Cema

Com o tema “Emergência Climática: o Desafio da Transformação Ecológica”, a 4ª Conferência Estadual do Meio Ambiente (4ª Cema) tem como objetivo reunir sociedade e governo na construção de políticas ambientais. O evento busca fomentar o diálogo entre o poder público, organizações da sociedade civil, setor empresarial, redes, fóruns e colegiados comprometidos com questões ambientais.

Entre os principais propósitos da 4ª Cema estão: ampliar o acesso a informações sobre a crise climática, desenvolver uma agenda de mitigação para limitar o aquecimento global a 1,5°C e estimular a participação social nos debates sobre estratégias de adaptação às mudanças climáticas. Durante o encontro, serão abordadas iniciativas como o incentivo ao uso de energias renováveis, o fortalecimento de políticas para manejo sustentável de recursos naturais e a realização de campanhas educativas para conscientizar a população sobre os impactos das alterações climáticas.

Fonte: Ascom/Sema

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