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Zema mira reformas em 1º mandato e diz que sindicatos atrapalham

Pré-candidato afirmou não ter “projeto pessoal de poder” e critica entidades por manterem “pacto pela mediocridade”

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), afirmou, nesta 2ª feira (6.jul.2026), que os sindicatos atrapalham o avanço da educação no Brasil e que aceitaria governar por só 1 mandato se isso for necessário para aprovar as reformas de que o país precisa.

As declarações foram dadas em entrevista ao podcast No Osso, do projeto Derrubando Muros. Zema declarou que não tem um “projeto pessoal de poder” e que prefere perder popularidade a deixar de realizar as mudanças estruturais que considera necessárias no governo federal.

Ao criticar a atuação das entidades sindicais na educação, o ex-governador disse haver um “pacto pela mediocridade” no setor. Segundo Zema, os sindicatos possuem interesses eleitorais e são contrários a critérios de diferenciação de desempenho ou à premiação de professores e escolas que apresentam melhores resultados.

“Um dos problemas que atrapalham a educação no Brasil hoje são os sindicatos, que não têm nenhum interesse em melhorar a educação, mas têm interesses eleitorais […] Nós temos hoje um pacto pela mediocridade na educação do Brasil. As corporações só têm interesse em se manter, em arrecadar das professoras e não em melhorar o ensino”, afirmou Zema.

O pré-candidato afirmou que tentou implementar o modelo de escolas charter (instituições públicas geridas pela iniciativa privada) em mais de 3.000 unidades de Minas Gerais, mas a oposição dos sindicatos do Estado permitiu a viabilização do projeto em só 7 instituições.

REESTRUTURAÇÃO DA EDUCAÇÃO

Zema defendeu que a reestruturação da educação deve começar pelas condições básicas das escolas, como infraestrutura e alimentação, antes do avanço para metas pedagógicas complexas. Para ele, a garantia de prédios seguros e merenda de qualidade funciona como o alicerce necessário para atrair os estudantes e viabilizar a evolução do aprendizado.

Adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026, o ex-governador de Minas Gerais reforçou o compromisso com reformas ao projetar os objetivos de uma eventual gestão nacional.

“O Brasil tem um desafio muito grande, mas pelo menos eu prometo que o país vai estar se distanciando cada vez mais do inferno. E isso é que é importante, colocar o Brasil no conserto”, afirmou.

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